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Este artigo foi modificado pela última vez em 10 de Julho de 2017.

Insuficiência hepática aguda

Insuficiência hepática aguda é uma diminuição rápida da função do fígado. Pode causar edema cerebral, encefalopatia, hemorragias e insuficiência múltipla de órgãos com frequência fatal. A causa mais comum de insuficiência hepática aguda é envenenamento, por medicamentos em altas doses, drogas, cogumelos venenosos e solventes orgânicos, mas ela é observada algumas vezes com hepatites virais ou autoimunes, fígado gorduroso da gravidez, doença de Wilson e, raramente, em outras doenças hepáticas.

Exames laboratoriais

Exames de imagem

  • Ultrassonografia

  • Tomografia computadorizada

  • Ressonância magnética

Doenças hepáticas associadas a processos autoimunes

Distúrbios autoimunes são doenças associadas a reações imunológicas inadequadas contra tecidos e células do próprio corpo.

Hepatite autoimune

Cirrose biliar primária

Cirrose biliar primária é uma doença crônica com inflamação e destruição dos ductos biliares, com bloqueio do fluxo de bile e lesão do tecido hepático. É um distúrbio progressivo, e afeta mais mulheres que homens. Acredita-se que seja um processo autoimune.

Exames laboratoriais

Colangite esclerosante primária

A colangite esclerosante primária é uma doença crônica associada a doença inflamatória intestinal. Há inflamação, fibrose e destruição dos ductos biliares, principalmente fora do fígado, impedindo o fluxo de bile e lesando o tecido hepático. É mais comum em homens que em mulheres.

Exames laboratoriais

  • Biópsia hepática

Exames de imagem

  • Ultrassonografia

  • Colangiopancreatografia com ressonância magnética

  • Colangiografia percutânea trans-hepática

  • Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica

Síndrome de Budd-Chiari

A síndrome de Budd-Chiari ocorre quando há obstrução das veias hepáticas, causando aumento do fígado e da pressão na veia porta, que traz o sangue do tubo digestivo e do baço para o fígado. A hipertensão porta resulta em ascite, edema de membros inferiores, dilatação das veias do esôfago (varizes) e cirrose hepática. Em muitos casos, há uma tendência a trombose, em doenças como anemia falciforme, síndrome anti-fosfolipídio, câncer de pâncreas, policitemia vera e outras. Os sintomas podem surgir lentamente ou podem ser súbitos, como pode ser observado durante a gravidez.

Exames laboratoriais

Exames de imagem

  • Ressonância magnética

  • Ultrassonografia

  • Tomografia computadorizada

Cirrose

Cirrose hepática é a substituição do tecido do fígado por fibrose. Muitas lesões hepáticas são recuperáveis, mas a cirrose é irreversível. Ela pode ser resultado de muitas doenças que afetam o fígado, sendo causas mais comuns as hepatites virais e o alcoolismo. A cirrose provoca insuficiência hepática progressiva, sangramentos, perda de massa muscular, ascite, ginecomastia, hipertensão porta e outros problemas. O risco de câncer de fígado é maior em pessoas com cirrose hepática.

Exames laboratoriais

Doenças hepáticas hereditárias

Mutações podem causar doenças hepáticas relativamente raras.

Deficiência de alfa-1 antitripsina

A alfa-1 antitripsina é uma proteína com função protetora dos pulmões, produzida no fígado sob a orientação de duas cópias de um gene. Quando há uma mutação de uma ou das duas cópias desse gene, é produzida uma quantidade menor ou disfuncional da proteína. Se a produção for menor que 30% do normal, a pessoa afetada tem um risco aumentado de enfisema pulmonar. Se for produzida alfa-1 antitripsina disfuncional, ela se acumula no fígado causando cirrose. A deficiência de alfa-1 antitripsina é a causa hereditária mais comum de doença hepática em crianças.

Exames laboratoriais

 

Hepatite

Hepatite é uma inflamação do fígado, vista com maior frequência em infecções virais, mas que também tem outras causas.

 

Infecções

Hepatites virais

Parasitoses

Diversos parasitas podem migrar para o fígado e causar lesões ou bloqueios. Os causadores da malária se reproduzem nas células hepáticas, onde podem ficar adormecidos até que haja uma recidiva da doença. Vermes do tubo digestivo, como Ascaris lumbricoides, podem obstruir ductos biliares. Outros, como Clonorchis sinensis e Opisthorchis viverrini se alimentam de bile e habitam os ductos biliares. Na esquistossomose, ovos do parasita são levados pela circulação porta para o fígado, onde causam fibrose progressiva. O Echinococcus granulosus forma cistos no fígado.

Exames laboratoriais

Exames de imagem

  • Ultrassonografia

  • Radiografias

  • Tomografia computadorizada

Câncer de fígado

Um tipo de câncer que se inicia em outro lugar e se dissemina para o fígado mantém seu nome de origem. Assim tumores metastáticos do fígado são considerados câncer de mama, câncer de pulmão etc., e são tratados de acordo. Câncer de fígado é o que se origina no fígado. O tipo mais comum é o carcinoma hepatocelular, que se inicia em células hepáticas chamadas hepatócitos. Um tipo menos comum é o colangiocarcinoma, que tem origem nos ductos biliares.

Os principais fatores de risco de câncer de fígado são hepatite crônica B ou C e cirrose hepática.

Exames laboratoriais

Exames de imagem

  • Ultrassonografia

  • Tomografia computadorizada

  • Ressonância magnética

  • Angiografia

Obstrução biliar

Cálculos, tumores, traumatismos, cistos e inflamação podem bloquear dos ductos biliares. Quando o bloqueio é grande, a bile se acumula no fígado, causando icterícia, urina escura e fezes claras. Obstrução prolongada causa lesão hepática (cirrose biliar). Obstrução do canal cístico, que esvazia a vesícula biliar, causa dor no quadrante superior direito do abdome, febre e icterícia (colecistite).

Exames laboratoriais

Exames de imagem

  • Ultrassonografia

  • Tomografia computadorizada

  • Colangiopancreatografia com ressonância magnética

  • Colangiografia percutânea trans-hepática

  • Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica

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