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Este artigo foi modificado pela última vez em 29 de Novembro de 2019.
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Sobre Câncer de colo do útero
  • Exames Laboratoriais

    Exames de triagem

    Teste de Papanicolaou
    O teste de Papanicolaou, em que células cervicais são colhidas sobre uma lâmina de vidro e coradas com corantes especiais para exame microscópico, é largamente usado para pesquisa de alterações pré-cancerosas e cancerosas nas células cervicais. Recentemente, foi desenvolvida uma técnica em meio líquido (chamada de citologia em meio líquido) e é o método preferido no momento. As duas técnicas são aceitáveis, mas a técnica em meio líquido elimina artefatos de secagem da lâmina e substâncias que podem interferir, como lubrificantes, sangue menstrual e secreções. Outra técnica recente usa sistemas computadorizados de análise de lâminas, que permitem o exame de um grande número de células. Essas novas técnicas procuram melhorar a detecção de um pequeno número de células no início da doença.

    As orientações de diferentes organizações sobre a triagem de câncer cervical com o teste de Papanicolaou variam:

    • O American College of Obstetricians and Gynecologists, dos EUA, recomenda que mulheres com menos de 21 anos de idade não sejam testadas, porque nessa idade o câncer cervical é raro e alterações comuns podem causar resultados falsos positivos e tratamentos desnecessários. Mulheres entre 21 e 29 anos devem ser testadas a cada dois anos.
    • A American Cancer Society e a U.S. Preventive Services Task Force, dos EUA, recomendam a triagem anual de mulheres após três anos de vida sexual ou após 21 anos de idade, até 30 anos de idade.
    • As três organizações concordam sobre a triagem após os 30 anos. Mulheres com risco baixo e com testes de Papanicolaou normais durante três anos devem passar a ser testadas a cada três anos, a não ser que existam fatores de risco, como exposição a dietilestilbestrol, diagnóstico anterior de câncer cervical, comportamento sexual de risco, infecção por HIV ou imunodepressão, quando devem ser testadas com maior frequência.
    • O American College of Obstetricians and Gynecologists, dos EUA, recomenda a suspensão da triagem entre 65 e 70 anos de idade quando os últimos exames foram normais, a não ser que haja os fatores de risco citados acima.

    Papiloma vírus (HPV)
    O American College of Obstetricians and Gynecologists recomenda desde 2003 que a pesquisa de DNA do HPV seja oferecida e mulheres com mais de 30 anos de idade, além do exame pélvico anual e do teste de Papanicolaou a cada três anos. Antes dos 30 anos, a pesquisa de HPV não se justifica porque a infecção é muito frequente e em geral se resolve sem tratamento. Os exames podem ser mais frequentes se houver fatores de risco ou resultados anteriores positivos.

    A pesquisa de DNA do HPV detecta as cepas de HPV associadas a risco mais alto de câncer cervical mas não distingue as diferentes cepas do vírus. Outros exames de DNA são necessários para identificar uma cepa específica. A maioria das mulheres infectadas com HPV não desenvolve câncer cervical, e algumas que têm a doença não apresentam infecção pelo HPV. São necessárias mais pesquisas para estabelecer o valor preciso da triagem de HPV na prevenção desse tipo de câncer.

    Exames diagnósticos

    • Colposcopia - Exame da cérvice banhada com uma solução ácida usando uma luz brilhante e uma lente para pesquisar áreas anormais. O teste de Schiller é feito pintando a cérvice com iodo. O tecido normal adota uma coloração castanha, e áreas de câncer ou de inflamação ficam mais claras. O teste é usado para indicar locais que devem ser biopsiados.
    • Biópsias do colo do útero - Retiram fragmentos de tecido para exame microscópico, permitindo a identificação de áreas pré-cancerosas, cancerosas ou inflamadas.
  • Tratamento

    O tratamento do câncer cervical depende do estágio da doença. Se estiver limitado à cérvice, pode ser removido por cirurgia ou destruído usando crioterapia ou laser.

    Câncer cervical mais invasivo precisa de cirurgia para retirar os tecidos e órgãos afetados, seguida de radioterapia para destruir células cancerosas remanescentes. Pode ser necessário fazer quimioterapia em câncer com disseminação metastática.