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20 de Setembro de 2017.

O que é?


A insulina é um hormônio produzido pelas células beta do pâncreas. Pequenas quantidades são secretadas após cada refeição, permitindo o transporte de glicose para dentro das células do corpo, onde é necessária para a produção de energia. Resistência à insulina é uma diminuição da resposta de células a esse hormônio, especialmente células musculares e adiposas (de gordura). Como as células precisam de glicose para sobreviver, o organismo compensa a resistência à insulina produzindo quantidades adicionais do hormônio. Isso resulta em um excesso de insulina no sangue e estimulação exagerada dos tecidos que permanecerem sensíveis a ela. Com o tempo, esse processo provoca um desequilíbrio na relação entre glicose e insulina, com efeitos nocivos no corpo.

Hiperinsulinemia e resistência à insulina podem alterar a proporção de lipídios no corpo, aumentando os níveis de triglicerídeos e de colesterol LDL (lipoproteínas de baixa densidade) e diminuindo os níveis de colesterol HDL (lipoproteínas de alta densidade). Podem, também, aumentar o risco de coágulos, alterações inflamatórias, retenção de sódio e hipertensão arterial.

A resistência à insulina não é uma doença ou um diagnóstico específico, mas foi associada a doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, síndrome do ovário policístico, diabetes do tipo 2, obesidade e fígado gorduroso não alcoólico. O mecanismo dessas associações não foi explicado. É importante lembrar que muitas pessoas com resistência à insulina não apresentam esses problemas e que outras em que eles ocorrem não têm resistência à insulina.

Síndrome metabólica e resistência à insulina são termos usados como sinônimos para caracterizar algumas anormalidades associadas à resistência ao hormônio e à hiperinsulinemia e para reconhecer essas alterações como fatores de risco de doenças futuras. A síndrome metabólica é essencialmente um subconjunto da resistência à insulina, com foco em obesidade, sedentarismo, alterações dos níveis de lipídios e dificuldade no processamento da glicose. A identificação de pessoas com essas condições tem o objetivo de mostrar-lhes a importância de alterar seu estilo de vida para diminuir fatores de risco.

A causa da resistência à insulina é desconhecida. Talvez seja, em parte, resultante de fatores genéticos, inclusive etnia, e, em parte, do estilo de vida. A maioria dos pacientes não apresenta sintomas durante muitos anos. Quando a produção de insulina não corresponde à demanda, ocorre hiperglicemia, que pode causar lesões vasculares em muitos órgãos. Hiperglicemia mantida acima de um nível definido nesses pacientes constitui o diabetes do tipo 2. Alterações dos lipídios estão associadas a aterosclerose, doenças cardiovasculares e acidentes vasculares cerebrais.

Exames


Não há um exame para detecção direta da resistência à insulina. O médico examina todo o quadro clínico do paciente e suspeita de resistência à insulina quando encontra níveis aumentados de glicose, triglicerídeos e colesterol LDL, e níveis baixos de colesterol HDL.

Exames mais comuns:

  • Glicose - Em geral, é feita em jejum, mas o médico pode pedir uma curva glicêmica, com várias dosagens após o paciente ingerir uma quantidade padronizada de glicose.
  • Lipidograma - Inclui colesterol total, colesterol LDL, colesterol HDL e triglicerídeos. Se os triglicerídeos estiverem aumentados, pode ser necessária uma dosagem direta de colesterol LDL.
  • Insulina - A medida em jejum em geral está aumentada em pacientes com resistência à insulina.
  • Para medida da resistência à insulina pode ser usado o modelo HOMA, que calcula um índice baseado nas dosagens e glicose e de insulina. A Sociedade Brasileira de Diabetes fornece uma calculadora do HOMA on line gratuita (clique aqui).

Outros exames que podem ser pedidos:

  • Curva de insulina - Envolve medidas da glicose e da insulina após uma infusão intravenosa do hormônio.
  • Testes de supressão de insulina são usados em ambientes de pesquisa.

Tratamento


O tratamento da resistência à insulina envolve alterações da dieta e do estilo de vida. A American Diabetes Association, dos EUA, recomenda perda do excesso de peso, atividade física regular de intensidade moderada e aumento de fibras na dieta para diminuir os níveis sanguíneos de insulina e aumentar a sensibilidade a ela.

Perda de peso e exercícios regulares podem:

Páginas relacionadas


Neste site
Exames: peptídio C, insulina, glicose, lipidograma, frações de lipoproteínas, PCR de alta sensibilidade
Estados clínicos/Doenças: doenças cardiovasculares, diabetes, síndrome metabólica, síndrome do ovário policístico

Em outros sites da Internet
Familydoctor.org: Insulin Resistance Syndrome
National Diabetes Information Clearinghouse: Insulin Resistance and Pre-Diabetes
American Diabetes Association: All About Insulin Resistance
Sociedade Brasileira de Diabetes

Fontes do artigo

NOTA: Este artigo se baseia em pesquisas que incluíram as fontes citadas e a experiência coletiva de Lab Tests Online Conselho de Revisão Editorial. Este artigo é submetido a revisões periódicas do Conselho Editorial, e pode ser atualizado como resultado dessas revisões. Novas fontes citadas serão adicionadas à lista e distinguidas das fontes originais usadas.

Fontes usadas na revisão atual

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