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20 de Setembro de 2017.

O que é?


A epilepsia se caracteriza por convulsões recorrentes. Convulsões são descargas elétricas anormais no cérebro que interrompem a transmissão usuais de mensagens nervosas do corpo. Causam alterações da consciência e contrações musculares repetidas em todo o corpo. Algumas vezes são precedidas por auras epilépticas, que são sensações visuais, sonoras, olfativas, gustativas ou tácteis que avisam a pessoa da crise iminente. O que acontece durante uma convulsão depende da área do cérebro afetada. A maioria dos indivíduos tem sintomas semelhantes em cada crise convulsiva, mas podem ser variáveis em outras pessoas.

A maioria das convulsões dura de alguns segundos a alguns minutos. Quando há alteração ou perda da consciência, a pessoa em geral não se lembra do que aconteceu. Após a convulsão, pode haver um período breve de confusão, fraqueza e fadiga, e durar vários dias. As convulsões não costumam ter efeitos duradouros sobre o cérebro ou sobre o resto do corpo, mas a perda de consciência pode provocar quedas e acidentes, especialmente em quem está dirigindo um veículo, cozinhando ou tomando banho. Convulsões que duram mais de cinco a dez minutos chamam-se estado epiléptico e precisam de cuidados médicos urgentes. Quando as convulsões prolongam-se por mais de 30 minutos existe um risco grande de ocorrerem lesões permanentes e podem até ser fatais.

Nem toda convulsão é considerada epilepsia. As que são causadas por problemas passageiros, como febre, meningite ou encefalites, álcool ou abstinência de drogas não são consideradas espontâneas. Por outro lado, alguns grupos de sintomas que parecem convulsões não são provocados por alterações da atividade elétrica cerebral. Desmaios, enxaquecas, narcolepsia, efeitos de drogas e medicamentos, doenças mentais e outros problemas que alteram temporariamente a consciência ou a percepção podem produzir sintomas semelhantes a convulsões.

A epilepsia é diagnosticada quando alguém apresenta duas ou mais convulsões com intervalo maior que 24 horas entre elas. Cerca de 50 milhões de pessoas no mundo têm epilepsia, que pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum em crianças pequenas e idosos com acima de 65 anos de idade. A maioria responde ao tratamento, mas cerca de 30% continuam a apresentar convulsões.

Qualquer doença que afete o cérebro pode causar epilepsia, incluindo traumatismos cranianos, desenvolvimento cerebral anormal, falta de oxigênio durante o nascimento, tumores cerebrais, acidentes vasculares cerebrais, envenenamento por chumbo ou por outras substâncias, infecções, doenças neurológicas e metabólicas. Algumas formas são familiares e relacionadas com defeitos genéticos. Muitos casos não têm uma causa aparente.

Convulsões epilépticas são classificadas em parciais (focais) ou generalizadas. As parciais afetam apenas uma parte do cérebro, enquanto as  convulsões generalizadas afetam completamente os dois hemisférios cerebrais. Algumas podem começar como parciais e se tornar generalizadas. Cerca de 60% das pessoas com epilepsia têm convulsões parciais.

Exames


Exames laboratoriais e não laboratoriais são usados para diagnosticar e monitorar epilepsia, para identificar distúrbios subjacentes ou para distinguir epilepsia de outras doenças com sintomas semelhantes.

Exames laboratoriais
Exames laboratoriais são realizados para monitorar medicamentos antiepilépticos e excluir problemas como diabetes ou infecções. Podem incluir:

Monitoração de medicamentos usados pelo paciente, como:

Outros exames:

Exames não laboratoriais

  • Eletroencefalograma – Identifica alterações dos padrões das ondas elétricas geradas pelo cérebro. É o principal recurso para diagnóstico de epilepsia.

Exames de imagem:

  • Tomografia computadorizada – Identifica anormalidades e tumores cerebrais
  • Ressonância magnética – Detecta anormalidades e tumores cerebrais
  • Tomografia por emissão de pósitrons (PET). Uma substância radioativa é usada para localizar áreas de atividade cerebral
  • Tomografia computadorizada por emissão de fóton único (SPECT). Uma substância radioativa é usada para localizar áreas de atividade onde se originam convulsões.

 

Tratamento


A epilepsia pode ser tratada na maioria dos casos com sucesso, mas não há prevenção ou cura. O risco de epilepsia resultante de traumatismo craniano pode ser reduzido com o uso de medidas de segurança, como capacetes ou cintos de segurança.

Em pacientes com epilepsia, é possível reduzir ou evitar a incidência de convulsões usando medicamentos adequados, como carbamazepina, fenitoína, fenobarbital ou ácido valproico. A escolha dos medicamentos e das doses depende o paciente e do tipo de convulsões. Devem ser evitados fatores desencadeantes, como privação do sono, estresse excessivo ou consumo de álcool ou de drogas ilícitas, como cocaína. O tratamento de problemas subjacentes também pode diminuir a frequência de convulsões.

Páginas relacionadas


Neste site
Exames: carbamazepina, fenitoína, fenobarbital, ácido valproico, monitoração de medicamentos, análise do líquido cefalorraquiano, hemocultura
Estados clínicos/Doenças: meningite e encefalite, anemia, diabetes

Em outros sites da Internet
Epilepsy Foundation
NINDS Epilepsy Information Page
American Epilepsy Society
Epilepsy Action Australia
Nemours Foundation TeensHealth: Epilepsy
Medscape Epilepsy Resource Center
CDC: Epilepsy

Fontes do artigo

NOTA: Este artigo se baseia em pesquisas que incluíram as fontes citadas e a experiência coletiva de Lab Tests Online Conselho de Revisão Editorial. Este artigo é submetido a revisões periódicas do Conselho Editorial, e pode ser atualizado como resultado dessas revisões. Novas fontes citadas serão adicionadas à lista e distinguidas das fontes originais usadas.

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