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Este artigo foi modificado pela última vez em 29 de Novembro de 2019.
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Sobre Disturbios da Medula Óssea
  • Sinais e Sintomas

    Os distúrbios da medula óssea podem ser graves, com risco de vida, ou crônicos e traiçoeiros. Alguns distúrbios crônicos podem ser identificados em exames de rotina. Sintomas agudos estão relacionados a excesso ou falta de células do sangue. Os mais comuns são:

    • Febre
    • Fraqueza, fadiga e palidez provocadas por anemia
    • Perda de peso
    • Aumento de linfonodos, do fígado ou do baço
    • Sangramentos anormais
    • Suores noturnos
    • Dores ósseas e articulares
    • Infecções frequentes
    • Cefaleia (dor de cabeça), vômitos, alteração da consciência e convulsões (envolvimento do sistema nervoso central
  • Exames

    Exames laboratoriais

    Hemograma
    Exame de rotina que avalia os números e o aspecto das células do sangue. Alterações do hemograma podem indicar distúrbios da medula óssea ou ocorrer devido a muitas outras doenças.

    Aspirado ou biópsia da medula óssea
    O exame microscópico do aspirado ou de uma biópsia da medula óssea permite avaliar a quantidade e a morfologia das células precursoras da medula, e detectar invasão por neoplasias ou infecções. Também podem ser avaliadas as reservas de ferro na medula óssea, mas para isso também existem outros exames que são menos invasivos.

    Citometria de fluxo
    A citometria de fluxo pode ser usada para avaliar antígenos de superfície e o conteúdo de DNA das células da medula óssea, do sangue periférico ou de outros líquidos corporais. As células são incubadas com marcadores fluorescentes e examinadas para determinar sua quantidade e detectar anormalidades.

    Testes genéticos
    São usados para pesquisar anormalidades genéticas em células da medula óssea ou do sangue periférico. Incluem:

    • Translocações cromossômicas, em que parte de um cromossomo é transferida para outro lugar, em geral em outro cromossomo. São observadas em diversos tipos de leucemias e de linfomas.
    • Alterações isoladas de genes, observadas em alguns linfomas e em hemoglobinopatias.
    • Clones celulares, quando são produzidas muitas cópias do mesmo leucócito, são indicação diagnóstica em síndromes mielodisplásicas e em neoplasias linfoides.

     

    Essas técnicas envolvem a remoção do DNA de uma população de células da medula óssea ou do sangue e pesquisa de uma das anormalidades relacionadas acima.

    Punção lombar
    É usada em casos de leucemia para pesquisar células leucêmicas no líquido cefalorraquiano.

    Exames não laboratoriais

    Exames de imagem podem ser realizados para verificar massas celulares no tórax ou aumento de órgãos como o fígado e o baço.

  • Tratamentos

    Em geral, distúrbios da medula óssea não são evitáveis. Alguns resultam de exposição a substâncias, radioterapia anterior ou problemas genéticos raros, mas, em sua maioria, a causa é desconhecida. O tratamento depende do tipo de distúrbio, de sua gravidade e dos sintomas, e com frequência pode mudar com a evolução da doença.

    Leucemias agudas são curáveis algumas vezes com quimioterapia e radioterapia. O objetivo do tratamento é destruir todas as células anormais, permitindo a restauração das normais.

    Outros tratamentos têm o objetivo de aliviar os sintomas. Podem envolver transfusões de sangue, se houver anemia, ou remoção de sangue (flebotomia terapêutica), se houver excesso de produção de hemácias. Pode ser necessário fazer transfusões de plaquetas para controlar sangramento excessivo. Em infecções frequentes faz-se tratamento com antibióticos e administração de fatores estimulantes da formação de granulócitos e monócitos. Caso ocorram deficiências nutricionais, como a de ferro, é necessário fazer sua reposição. Se o baço aumentar muito, talvez seja preciso removê-lo cirurgicamente.

    Um transplante de medula óssea é uma indicação para distúrbios graves que não respondem a outros tratamentos. A medula óssea é retirada do paciente e recolocada após ser “limpa” de células anormais, ou obtida de um doador adequado, em geral, um parente.

    Novos tratamentos continuam a surgir de pesquisas e ensaios clínicos. Os pacientes devem conversar com seus médicos para determinar o tratamento mais adequado para eles.