Também conhecido como
Testes dos fatores
Fatores da coagulação sanguínea
Fatores de coagulação, pelo número do fator individual (Fator I, Fator II etc) ou nome (Fibrinogênio, Protrombina etc)
Nome formal
Fatores de coagulação
Este artigo foi revisto pela última vez em
Este artigo foi modificado pela última vez em 24 de Maio de 2019.
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Perguntas frequentes
  • Como o exame é usado?

    Os níveis de fatores de coagulação são utilizados para determinar se o nível de um fator está baixo ou ausente, associado à formação de coágulo reduzida e sangramento; ou muito elevado, algumas vezes associado à formação de muitos coágulos e trombose. Os níveis de fatores de coagulação também podem ser medidos para monitorar o nível durante o tratamento.

  • Quando o exame é pedido?

    Testes de fatores de coagulação podem ser solicitados quando uma pessoa apresenta um sangramento excessivo ou hematomas, ou tem um Tempo de Protrombina (TAP) ou Tempo de Tromboplastina Parcial (PTT) prolongado. Esses testes são utilizados como ferramentas de triagem para verificar se um indivíduo tem problemas de coagulação.  

    Os testes para fatores de coagulação podem ser realizados na suspeita de deficiência de fator hereditária, especialmente quando os episódios de sangramento começam no início da vida ou quando um parente próximo apresenta uma deficiência de fator hereditária. Na suspeita de deficiência hereditária de fator, outros membros da família também podem ser examinados para ajudar a confirmar o diagnóstico do paciente e para estabelecer se eles podem ser portadores da condição ou apresentarem a deficiência (em uma forma assintomática ou menos severa).

    Os níveis de fatores de coagulação também podem ser medidos quando se suspeita que um paciente possa apresentar uma condição adquirida que está causando o sangramento, como a deficiência de vitamina K  ou doença do fígado.

    Algumas vezes, os fatores podem ser testados em um paciente com uma deficiência conhecida para monitorar a deficiência do fator e para avaliar a eficácia do tratamento.

  • O que significa o resultado do exame?

    A atividade de fator de coagulação normal geralmente significa uma função de coagulação normal. A atividade baixa de um ou mais fatores de coagulação geralmente significa deficiência na capacidade de coagulação. Cada fator de coagulação deve estar presente em quantidade suficiente para que a coagulação normal ocorra, mas o nível necessário é diferente para cada fator. Os resultados são frequentemente relatados como uma porcentagem, em que 100% é o normal. Por exemplo, um fator VIII com 30% pode ser considerado anormalmente baixo.  

    Deficiências nos fatores de coagulação podem ser adquiridas (devido a outras doenças) ou hereditárias, leves ou severas, permanentes ou temporárias. As deficiências hereditárias são raras e tendem a envolver apenas um fator, que pode estar reduzido ou ausente. As hemofilias A e B são os exemplos mais comuns de distúrbios hereditários. Estas são deficiências ligadas ao cromossomo X dos fatores VIII e IX que ocorrem quase que exclusivamente em homens. Mulheres são geralmente portadoras assintomáticas (sem sintomas) ou têm sangramento leve. Outras deficiências de fatores hereditárias, não associadas ao cromossomo X, são encontradas igualmente em homens e mulheres.

    A severidade dos sintomas de um paciente com uma deficiência de fator hereditária depende do fator envolvido e da quantidade disponível. Os sintomas podem variar de episódio para episódio, desde sangramento excessivo após um procedimento dentário até sangramento recorrente severo em articulações e músculos. Indivíduos com uma redução leve do nível de fator de coagulação podem apresentar poucos sintomas e descobrir a sua deficiência na vida adulta – após um procedimento cirúrgico ou trauma, ou durante uma triagem que inclua um teste de Tempo e Atividade de Protrombina (TAP) ou Tempo de Tromboplastina Parcial (PTT). Aqueles com deficiências severas de fatores podem apresentar o seu primeiro episódio de sangramento muito cedo. Por exemplo, um menino com uma deficiência de Fator VIII, IX ou XIII pode sangrar excessivamente após a circuncisão.

    Deficiências adquiridas podem ser consequência de doenças crônicas como doença do fígado ou câncer; de uma condição aguda como coagulação intravascular disseminada (CID), que utiliza os fatores de coagulação em uma velocidade muito rápida; ou de uma deficiência na vitamina K ou tratamento com um antagonista da vitamina K, como a warfarina (a produção dos fatores II, VII, IX, e X necessita de vitamina K). Se mais de um fator de coagulação está diminuído, isso geralmente se deve a uma condição adquirida. Os fatores podem estar diminuídos devido a:

     

    Níveis elevados de vários fatores são observados em situações de doença aguda, estresse ou inflamação. Alguns pacientes apresentam elevações persistentes de fator VIII que podem estar associadas a um risco aumentado de trombose venosa. 

  • Há mais alguma coisa que eu devo saber?

    Para ambas as deficiências de fatores, hereditárias e adquiridas, o(s) fator(es) ausente(s), uma vez identificado(s), pode(m) ser reposto(s), se for necessário. Isso é feito com uma transfusão de plasma fresco ou plasma fresco congelado (PFC), que contém todos os fatores ausentes, com um crioprecipitado concentrado, com fatores de reposição (alguns são disponíveis comercialmente) ou com desmopressina (DDAVP) - uma droga que estimula o corpo a liberar mais fator VIII. Esses tratamentos são utilizados durante um episódio de sangramento ou para evitar sangramento excessivo durante um procedimento cirúrgico ou dentário futuro.

  • O que é o fator de von Willebrand?

    O fator de von Willebrand está relacionado ao fator VIII. Ele é responsável por ajudar as plaquetas  a aderir à parede do vaso sanguíneo lesado. Uma deficiência do fator de von Willebrand pode levar a doença de von Willebrand, um distúrbio de sangramento hereditário que está associado a uma diminuição secundária na concentração de fator VIII. Embora o fator de von Willebrand possa ser solicitado em conjunto com os fatores de coagulação na suspeita de deficiência de fator hereditária, ele geralmente é analisado separadamente porque está associado com plaquetas e não faz parte da  cascata de coagulação clássica.

  • Por que alguns distúrbios de sangramentos hereditários são mais severos que outros?

    A severidade do sangramento depende do indivíduo, do grau da concentração anormal do fator e/ou de sua função, bem como de que fator existe a deficiência. Os pacientes com ausência de um fator ou com atividade muito baixa irão apresentar manifestações mais severas da doença. Os pacientes com uma cópia de gene normal e uma cópia de gene alterada (heterozigotos) tendem a ter sangramentos menos severos do que aqueles com as duas cópias alteradas (homozigotos).

    Pacientes com uma deficiência de fator XII são geralmente assintomáticos (não apresentam sintomas) . Essa rara deficiência de fator leva a um resultado de PTT anormal, mas não está associada a sangramento aumentado.