Também conhecido como
Trombofilia
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Este artigo foi modificado pela última vez em 29 de Novembro de 2019.
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Sobre Hipercoagulabilidade
  • Sinais e Sintomas

    Outros fatores associados a aumento do risco de trombose:

    • Estase venosa - Imobilização por períodos de tempo longos, em pessoas que ficam sentadas durante viagens ou que estão acamadas. Dificulta o retorno venoso e aumenta o risco de tromboses venosas profundas.
    • Insuficiência cardíaca congestiva - Pode causar estase e facilitar a ocorrência de tromboses venosas profundas.
    • Obesidade.
    • Anticoncepcionais orais e reposição hormonal.
    • Cirurgias - Expõem o sangue a ativadores teciduais da coagulação.
    • Fibrilação atrial - Pode facilitar a formação de coágulos atriais e êmbolos causadores de acidente vascular cerebral.
    • Câncer - Pode provocar hipercoagulabilidade por diversos mecanismos, como compressão externa ou invasão de vasos sanguíneos.
  • Exames Laboratoriais

    Embora seja bastante simples detectar uma trombose, a identificação da causa exige mais tempo e esforço, porque alguns dos exames diagnósticos necessários são alterados pela presença de um coágulo e pelo tratamento anticoagulante usado. Com frequência, o médico pede alguns exames e trata a trombose atual, e somente semanas ou meses depois termina a avaliação da causa. Esses exames são importantes para avaliar o risco de novas tromboses no paciente.

    Os exames iniciais podem incluir tempo de protrombina, tempo de tromboplastina parcial (TTP), hemograma, resistência à proteína C ativada, fator V Leiden, homocisteína, anticorpos anticardiolipina e protrombina 20210. Se o TTP estiver alongado, podem ser pedidos mais tarde anticoagulante lúpico, proteína C, proteína S, e antitrombina III.

    Em geral, os exames incluem:

    Exames para hipercoagulabilidade

    EXAMES MeDE/PESQUISA PEDIDO PARA ResultADOs ANORMAIS PODEM INDICAR
    Anticorpos anticardiolipina Presença de anticorpos Avaliação de tromboses ou de abortos recorrentes Síndrome antifosfolipídio
    Antitrombina III - atividade Atividade da antitrombina III Tromboses recorrentes Atividade baixa indica risco de trombose
    Antitrombina III – antígeno Quantidade de antitrombina III Atividade baixa Diminuição da produção ou aumento do uso indicam risco de trombose
    Resistência à proteína C ativada Resistente ao fator Va a inativação Tromboses recorrentes Precisa confirmação com pesquisa de fator V Leiden
    D-dímeros Mede produtos de degradação da fibrina Avalia a fibrinólise e, indiretamente, a formação de coágulos Elevação indica coagulação recente, devido a trombose ou a coagulação intravascular disseminada
    Tempo com veneno da víbora de Russell diluído Avalia a via comum da coagulação Pesquisa de anticoagulante lúpico Quando prolongado, sugere a presença de anticoagulante lúpico e risco aumentado de trombose
    Fator V Leiden Pesquisa da mutação Tromboses recorrentes Risco aumentado de trombose
    Produtos de degradação do fibrinogênio e da fibrina Mede produtos de degradação do fibrinogênio e da fibrina Avalia coagulação e fibrinólise Aumento indica trombose e fibrinólise recente
    Fibrinogênio Quantidade de fibrinogênio no sangue Avaliação de sangramento Diminuição indica falta de produção ou uso excessivo. Aumenta com inflamação (proteína de fase aguda)
    Homocisteína Nível no sangue Tromboses recorrentes Elevação indica risco de trombose e risco cardíaco
    Anticoagulante lúpico Tempo de tromboplastina parcial (TTP) e tempo com veneno da víbora de Russell diluído Tromboses ou abortos recorrentes Aumentos sugerem anticoagulante lúpico
    TTP sensível a anticoagulante lúpico TTP e correção com fosfolipídio Suspeita de anticoagulante lúpico Correção com fosfolipídio sugere anticoagulante lúpico
    Metilenotetra-hidrofolato redutase Pesquisa de mutação Nível de homocisteína elevado Risco de níveis elevados de homocisteína.
    Correção com plaquetas Correção com plaquetas do TTP e do tempo com veneno da víbora de Russell diluído Tromboses recorrentes Correção com plaquetas sugere anticoagulante lúpico
    Proteína C - atividade Atividade da proteína C Tromboses recorrentes Atividade baixa aumenta o risco de tromboses
    Proteína C - antígeno Quantidade da proteína C no sangue Atividade baixa da proteína C Diminuição indica risco de tromboses
    Proteína S - atividade Atividade da proteína S Tromboses recorrentes Diminuição indica risco de tromboses
    Proteína S – antígeno (livre e total) Quantidade de proteína S total e livre Atividade baixa da proteína S Só a proteína S livre participa da ação da proteína C
    Protrombina 20210 Pesquisa de mutação Tromboses recorrentes Risco aumentado de trombose
    Tempo de protrombina Avaliação das vias extrínseca e comum da coagulação Pesquisa inicial de defeitos da coagulação, monitoração de anticoagulantes orais Alteração indica necessidade de outros exames
    Tempo de tromboplastina parcial (TTP) Avaliação das vias intrínseca e comum da coagulação Pesquisa inicial de defeitos da coagulação, monitoração de tratamento com heparina Alteração indica necessidade de outros exames
  • Tratamento

    O médico procura identificar fatores de risco para diminuir a probabilidade de tromboses. Essas medidas incluem evitar o uso de anticoncepcionais orais ou situações imobilizantes em pessoas que apresentam risco aumentado.

    O tratamento de tromboses agudas é bastante padronizado. Em geral, inclui o uso de um anticoagulante injetável (heparina ou heparina de baixo peso molecular) durante um período curto, seguido de períodos mais longos de tratamento com um anticoagulante oral (warfarina). O tratamento com heparina é monitorado com o tempo de tromboplastina parcial (TTP) ou com a dosagem de heparina. O tratamento com warfarina é monitorado com o tempo de protrombina. Após alguns meses de tratamento, o médico avalia novamente o risco de trombose comparado com o risco de sangramento devido ao uso de anticoagulantes. Se for necessário, o tratamento anticoagulante pode ser prolongado indefinidamente.

    Pessoas em tratamento anticoagulante devem suspendê-lo antes de serem submetidas a cirurgias. A interrupção do tratamento não é necessária para procedimentos dentários. Alguns tipos de cirurgia são seguidos de tratamento anticoagulante preventivo, mesmo em pacientes que não apresentam hipercoagulabilidade. Um exemplo é a artroplastia de joelho, após a qual o risco de trombose é grande, por causa da cirurgia em si e por causa da imobilização prolongada do paciente.

    Mulheres grávidas com trombose em geral são tratadas com heparina de baixo peso molecular. Pacientes com deficiência de antitrombina III recebem infusões de concentrado de antitrombina III quando não podem tomar anticoagulantes. Concentrados de proteína C são usados para repor a proteína durante períodos curtos. Em algumas circunstâncias, é útil tomar aspirina, que inibe a agregação plaquetária.