Também conhecido como
PRL
Nome formal
Prolactina
Este artigo foi revisto pela última vez em
Este artigo foi modificado pela última vez em
27 de Abril de 2018.
De relance
Por que fazer este exame?

Para determinar se os níveis de prolactina estão mais elevados (ou, ocasionalmente,mais baixos) que o normal.

Quando fazer este exame?

Quando o paciente apresenta sintomas de prolactina elevada, tais como galactorreia ou distúrbios visuais e dores de cabeça. Como parte de uma avaliação para infertilidade masculina e feminina. Para acompanhamento de testosterona baixa em homens.

Amostra:

Uma amostra de sangue colhida de uma veia do braço.

O que está sendo pesquisado?

A prolactina é um hormônio produzido pela glândula pitutária anterior, um órgão do tamanho de uma uva localizado na base do cérebro. Os níveis de prolactina são regulados pela dopamina (uma substância química), e o hormônio está normalmente presente em pequenas quantidades em homens e em mulheres não grávidas. Seu papel principal é promover a lactação (produção de leite nas mamas).

Os níveis de prolactina estão normalmente elevados na gravidez e logo após o nascimento. Durante a gravidez, a prolactina, o estrogênio e a progesterona estimulam o desenvolvimento da glândula mamária. Após o nascimento, a prolactina ajuda a iniciar e manter o fornecimento de leite pelas mamas. Se uma mulher não amamenta, sua prolactina rapidamente cai para níveis baixos pré-gravidez. Se ela amamenta, a sucção pelo bebê desempenha um importante papel na liberação da prolactina. Há um mecanismo de retroalimentação (ou feedback) entre a frequência com que o bebê mama e a quantidade de prolactina secretada pela pituitária, assim como a quantidade de leite produzida. Os níveis de prolactina continuam elevados enquanto a mãe continuar a amamentar, mas podem, eventualmente, cair para níveis pré-gravidez.

Além da gravidez, a causa mais comum de níveis elevados de prolactina é um prolactinoma, tumor produtor de prolactina da glândula pitutária. Prolactinomas são o tipo mais comum de tumor da hipófise  e, em geral, são benignos. Eles se desenvolvem mais frequentemente em mulheres, mas também são encontrados em homens. Problemas provenientes desses tumores podem surgir tanto dos efeitos indesejáveis do excesso de prolactina, como a produção de leite em mulheres não grávidas (e raramente, em homens) quanto do tamanho e localização do tumor.

Se a glândula hipófise anterior ou o tumor aumentam significativamente, podem pressionar o nervo ótico, causando dores de cabeça e distúrbios visuais, e interferir com outros hormônios produzidos pela glândula hipófise. Em mulheres, os prolactinomas podem provocar infertilidade e irregularidades na menstruação. Em homens, esses tumores podem provocar uma perda gradual da função e desejo sexual. Se não forem tratados, os prolactinomas podem, eventualmente, danificar os tecidos ao seu redor.

Como a amostra é obtida para o exame?

Uma amostra de sangue é obtida inserindo-se uma agulha em uma veia do braço.

NOTA: Se exames médicos em você ou em alguém importante para você o deixam ansioso ou constrangido, ou se você tem dificuldade de lidar com eles, leia um ou mais dos seguintes artigos: Lidando com dor, desconforto ou ansiedade durante o exame, Conselhos sobre exames de sangue, Conselhos para ajudar crianças durante exames médicos, e Conselhos para ajudar idosos durante exames médicos.

Outro artigo, Siga essa amostra, fornece uma visão da coleta e do processamento de uma amostra de sangue e de uma amostra de cultura da garganta.

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Perguntas frequentes
  • Como o exame é usado?

    Os níveis de Prolactina são utilizados, juntamente com outros testes para auxiliar a:

    • Determinar a causa da galactorreia.
    • Determinar a causa de dores de cabeça e distúrbios visuais.
    • Diagnosticar infertilidade e disfunção erétil em homens.
    • Diagnosticar infertilidade em mulheres.
    • Diagnosticar prolactinomas.
    • Avaliar a função da hipófise anterior (juntamente com outros hormônios).
    • Monitorar o tratamento de prolactinomas e detectar recorrências.
  • Quando o exame é pedido?

    Níveis de prolactina podem ser solicitados quando um paciente apresenta sintomas de um prolactinoma, como: dores de cabeça inexplicadas, deficiência visual e/ou galactorreia. Eles também podem ser pedidos, juntamente com outros testes, quando uma mulher apresenta infertilidade ou irregularidades menstruais, ou quando um homem apresenta sintomas, como: diminuição do desejo sexual, galactorreia ou infertilidade. Os níveis de prolactina também são frequentemente solicitados em homens para acompanhamento de um nível de testosterona baixo.

    Quando um paciente apresenta um prolactinoma, os níveis de prolactina podem ser pedidos para monitorar o progresso de um tumor e sua resposta ao tratamento. Eles também podem ser usados, em intervalos regulares, para monitorar a recorrência de um prolactinoma.

    Os níveis de prolactina podem ser medidos, em conjunto com outros níveis hormonais, como o  hormônio do crescimento, quando o médico suspeita que o paciente tem hipopituitarismo (níveis baixos de função hipofisária que resultam em níveis diminuídos de hormônios tireoidianos ou suprarrenais). Os níveis de prolactina podem ser monitorados quando a pessoa apresenta uma condição ou usa medicamentos que podem  afetar a dopamina (uma substância química do cérebro que regula e inibe a produção de prolactina).

  • O que significa o resultado do exame?

    Homens e mulheres não grávidas têm apenas pequenas quantidades de prolactina no sangue. Os níveis de prolactina, entretanto, precisam ser avaliados de acordo com a hora do dia em que foram colhidos. Eles variam em um período de 24 horas, aumentam durante o sono e atingem seu pico pela manhã. Idealmente, sua amostra de sangue deve ser colhida, em geral, alguumas horas  após acordar, de preferência após repouso de uns 30 minutos (embora o médico possa ter as próprias razões para solicitar em outros momentos).

    Níveis elevados de prolactina (hiperprolactinemia) são normais durante a gravidez e após o nascimento enquanto a mãe está amamentando. Níveis elevados também são observados com:

    • Anorexia nervosa
    • Drogas: estrogênio, antidepressivos tricíclicos e drogas que bloqueiam o efeito da dopamina (substância química que regula e inibe a produção de prolactina), como: tranquilizantes, alguns medicamentos para hipertensão e alguns que são utilizadas para tratar refluxo gastroesofágico.
    • Doenças hipotalâmicas.
    • Hipotireoidismo.
    • Doença renal.
    • Estimulação do mamilo (aumento moderado).
    • Outros tumores e doenças da pituitária.
    • Síndrome ovariana policística
    • Prolactinomas.

    Níveis de prolactina abaixo do normal geralmente não são tratados, mas podem indicar hipopituitarismo. Níveis diminuídos também podem ser provocados por drogas, como dopamina, levodopa e derivados alcaloides da ergotamina.

  • Há mais alguma coisa que eu devo saber?

    Estresses decorrentes de doença, trauma e, até mesmo, medo de realizar o teste podem provocar elevações moderadas na prolactina.

    Prolactinomas são, em geral, pequenos. Juntamente com os níveis de prolactina, o médico pode realizar uma RNM (imagem por ressonância magnética) do cérebro, ambos para tentar  localizar o tumor na glândula pituitária e para detectar tanto o tamanho do tumor quanto o da hipófise (que geralmente aumenta).

  • Que outros testes podem ser realizados para avaliar uma prolactina elevada?

    Podem ser realizados testosterona (geralmente, os níveis são diminuídos em homens quando a prolactina está elevada), FSH e LH (para auxiliar na avaliação  da ovulação e  fertilidade), RNM do cérebro (para revelar o aumento da hipófise e ajudar a localizar um tumor) e um exame dos olhos (para avaliar distúrbios visuais).

  • Se eu tenho uma prolactina elevada, porque o meu médico testa a minha tireoide?

    Níveis elevados de prolactina são frequentemente observados em pessoas com hipotireoidismo (embora eles não o provoquem). Se você tem hiperprolactinemia, seu médico provavelmente irá solicitar testes para hipotireoidismo.

  • Como os prolactinomas são tratados?

    Prolactinomas são geralmente tratados com medicamentos que atuam como a dopamina (tais como a bromocriptina ou cabergolina). O tratamento pode reduzir os níveis de prolactina e os sintomas e restaurar a fertilidade, mas os medicamentos devem ser tomados por vários meses ou anos. A cirurgia é, algumas vezes, necessária, se os prolactinomas são grandes ou não respondem ao tratamento. Essa cirurgia é delicada e exige uma cirurgião experiente. Algumas vezes, apesar dos medicamentos ou cirurgia, o prolactinoma pode reaparecer.

Páginas relacionadas

Neste site

Exames relacionados: FSH, LH, Testosterona, SDHEA, Estrogênio, Progesterona

Estados clínicos/Doenças: Infertilidade, Gravidez, SOPC

Em outros sites da Internet

The National Women's Health Information Center
The Hormone Foundation

Fontes do artigo

NOTA: Este artigo se baseia em pesquisas que incluíram as fontes citadas e a experiência coletiva de Lab Tests Online Conselho de Revisão Editorial. Este artigo é submetido a revisões periódicas do Conselho Editorial, e pode ser atualizado como resultado dessas revisões. Novas fontes citadas serão adicionadas à lista e distinguidas das fontes originais usadas.

 

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