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Este artigo foi modificado pela última vez em 10 de Julho de 2017.

Resumo e tipos

Os ossos são constituídos por um tecido que é constantemente formado e reabsorvido. Quando o equilíbrio entre formação e reabsorção é perturbado, como, por exemplo, em distúrbios hormonais ou deficiências dietéticas, os ossos podem perder parte dos minerais que contribuem para sua densidade e resistência. A densidade mineral de ossos pode ser medida por métodos radiológicos. Quando ocorre redução dessa densidade entre um a 2,5 desvios-padrão abaixo do normal, diz-se que há osteopenia. Reduções de mais de 2,5 desvios-padrão abaixo do normal são chamadas osteoporose.

A osteoporose aumenta o risco de fraturas, em especial no colo do fêmur, nas vértebras e nos pulsos. Sua incidência aumenta com a idade, e é maior em mulheres, que constituem cerca de 80% das pessoas com esse problema.

A osteoporose é uma doença silenciosa, e pode não provocar sintomas até que a pessoa tenha uma fratura óssea. Essas fraturas podem ocorrer com traumatismos mínimos, e causar incapacidade prolongada ou permanente.

A estrutura dos ossos é formada por proteínas (colágeno do tipo I) e sais minerais (fosfatos de cálcio). A combinação dos dois dá aos ossos resistência e flexibilidade características. Células chamadas osteoclastos dissolvem continuamente os ossos, liberando cálcio e fosfato para a circulação e digerindo o colágeno. Outras células, chamadas osteoblastos, produzem constantemente precursores do colágeno e hormônios, refazendo a rede de colágeno. Uma vez cercados de colágeno, os osteoblastos se tornam osteocitos, células que controlam a mineralização óssea. Esse processo contínuo de reabsorção e formação ocorre em todos os ossos do corpo, renovando cerca de 10% de toda a massa óssea por ano.

Durante a infância e o início da vida adulta, a formação óssea excede a reabsorção, e a massa óssea atinge o máximo por volta dos 30 anos de idade. A partir daí, a massa óssea diminui com a idade. Diversos fatores podem aumentar a probabilidade de osteoporose em idosos: ingestão inadequada de cálcio e de vitamina D na infância, uso de medicamentos contendo esteroides, anorexia, inatividade, fumo e consumo excessivo de álcool. Algumas doenças, como doenças da tireoide, doença de Cushing, artrite reumatoide, doenças renais, hiperparatireoidismo e deficiência de vitamina D também afetam a saúde dos ossos. Pessoas com história familiar de osteoporose também têm um risco maior.

Mulheres após a menopausa estão especialmente sujeitas a perda de massa óssea, acompanhando a diminuição da secreção de estrogênios. A menopausa precoce pode aumentar as perdas. Algumas mulheres chegam a perder até 20% de sua massa óssea nos primeiros cinco a sete anos após a menopausa. Homens com níveis baixos de testosterona também têm um risco aumentado.

Há dois tipos de osteoporose:

Osteoporose primária ou associada à idade. É a osteoporose sem causa aparente. É mais comum em mulheres, mas também ocorre em homens, especialmente em idosos. A perda óssea pode ser muito grande em algumas mulheres após a menopausa, e há possibilidade de ocorrer fraturas relativamente cedo, mas em geral não são comuns antes de 60 anos de idade. Alterações de estilo de vida, suplementos de cálcio e de vitamina D e outros medicamentos ajudam a diminuir a perda óssea e retardar o progresso desse tipo de osteoporose.

Osteoporose secundária. É a perda óssea causada por doenças ou medicamentos. Afeta igualmente homens e mulheres, e pode ser causada por doenças como artrite reumatoide, hiperparatireoidismo, doença de Cushing, doença renal crônica ou mieloma múltiplo, e medicamentos como antiepilépticos, glicocorticoides ou lítio. O tratamento da doença causadora ou a suspensão do medicamento ajuda a retardar a perda óssea na osteoporose secundária.

Exames

Os objetivos dos exames são determinar se uma pessoa tem osteoporose ou apresenta risco aumentado da doença, se está na menopausa ou tem deficiência hormonal, ou se tem alguma doença que aumenta a perda óssea. Os exames são usados para triagem ou para esclarecimento de fraturas ósseas inesperadas.

Exames não laboratoriais
A densitometria óssea é o exame indicado para o diagnóstico de osteoporose. Usa-se raios X de baixa energia para medir a densidade óssea no quadril e na coluna vertebral. Os resultados são relatados em comparação com a densidade óssea de adultos jovens. Densidades de 1 a 2,5 desvios-padrão abaixo da norma são relatadas como osteopenia, e densidades abaixo de 2,5 desvios-padrão são relatadas como osteoporose.

Diversas entidades publicaram recomendações para triagem de osteoporose. A National Osteoporosis Foundation, dos EUA, recomenda a triagem com densitometria óssea de todas as mulheres a partir de 65 anos de idade e de todos os homens a partir de 70 anos, ou antes quando há outros fatores de risco.

Exames laboratoriais

Exames de sangue podem incluir:

Marcadores ósseos são exames de sangue e de urina pedidos algumas vezes para avaliar a velocidade de reabsorção e de formação óssea.

Exames que avaliam a reabsorção óssea

  • C-telopeptídeo (telopeptídeo C-terminal do colágeno do tipo I)
  • Deoxipiridinolina
  • Interligadores (cross-links) do colágeno
  • Fosfatase ácida resistente ao tartarato

Exames que avaliam a formação óssea

  • Fosfatase alcalina óssea
  • Osteocalcina
  • Propeptídeo N-terminal do colágeno do tipo 1 (P1NP)

Para informações detalhadas sobre esses exames, veja o artigo sobre marcadores ósseos.

Tratamento

Apesar de medidas preventivas não eliminarem completamente a osteoporose, o risco diminui com a prática de exercícios regulares com suporte de peso (como caminhar ou correr), alimentação rica em cálcio e em vitamina D, parar de fumar e moderar o consumo de álcool. Quanto mais cedo se adotar essas medidas, mais úteis elas serão.

Para pessoas com risco aumentado ou que já têm massa óssea reduzida, há diversos medicamentos, incluindo alguns que diminuem a reabsorção óssea e outros que aumentam a formação óssea.

Páginas relacionadas


Neste site
Exames: fosfatase alcalina, marcadores ósseos, vitamina D
Estados clínicos/Doenças: menopausa
Triagens: adultos (39 a 50 anos de idade), adultos (a partir de 50 anos de idade)

Em outros sites da Internet
AACE Clinical Practice Guidelines for the Prevention and Treatment of Postmenopausal Osteoporosis
National Osteoporosis Foundation
International Osteoporosis Foundation: One-Minute Osteoporosis Risk Test
National Institute of Arthritis and Musculoskeletal and Skin Diseases: Other Nutrients and Bone Health At A Glance
Bone Health Campaign: Home, Powerful Bones. Powerful Girls.™
Spine-health.com: Osteoporosis & Spine Fracture Health Hub
National Institute on Aging: Osteoporosis, The Bone Thief

Fontes do artigo

NOTA: Este artigo se baseia em pesquisas que incluíram as fontes citadas e a experiência coletiva de Lab Tests Online Conselho de Revisão Editorial. Este artigo é submetido a revisões periódicas do Conselho Editorial, e pode ser atualizado como resultado dessas revisões. Novas fontes citadas serão adicionadas à lista e distinguidas das fontes originais usadas.

Fontes usadas na revisão atual

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