Também conhecido como
Globulina de Ligação de Testosterona e Estrógeno
TeBG
Nome formal
Globulina de Ligação de Hormônios Sexuais
Este artigo foi revisto pela última vez em
Este artigo foi modificado pela última vez em 20 de Julho de 2018.
De relance
Por que fazer este exame?

Para avaliar se a concentração de globulina de ligação de hormônios sexuais (SHBG) está afetando a quantidade de testosterona disponível nos tecidos do organismo.

Quando fazer este exame?

Quando os resultados do exame de testosterona total parecem inconsistentes com os sinais clínicos, sugerindo deficiência ou excesso na produção de testosterona.

Amostra:

Uma amostra de sangue é coletada de uma veia do braço.

É necessária alguma preparação?

Nenhum preparo é necessário.

O que está sendo pesquisado?

O exame para globulina de ligação de hormônios sexuais (SHBG) mede a concentração da SHBG no sangue. Esta é uma proteína produzida pelo fígado que se liga firmemente à testosterona, dihidrotestoterona (DHT) e estradiol (um estrógeno). Quando os hormônios estão ligados a SHBG são transportados pelo sangue na forma biologicamente inativa. A quantidade de SHBG na corrente sanguínea é afetada pela idade e sexo, pela diminuição ou aumento da produção de testosterona ou estrógeno, e também pode ser alterada por determinadas doenças/estados clínicos, como doença hepática, hipertiroidismo ou hipotiroidismo e obesidade.

Alterações nos níveis de SHBG têm influência na quantidade de testosterona disponível para ser usada nos tecidos corporais. Geralmente, cerca de 40% a 60% da testosterona é ligada à SHBG, enquanto a remanescente está ligada a albumina (a principal proteína sanguínea) de forma fraca e reversível. Apenas 2% ficam imediatamente disponíveis nos tecidos como testosterona livre.

O exame de testosterona total não diferencia a testosterona ligada da não ligada, mas determina a quantidade total de testosterona. Em muitos casos, isto é suficiente para avaliar se há produção excessiva ou deficiente de testosterona. Porém, se os níveis de SHBG de um indivíduo não estiverem normais, o total de testosterona pode não representar de forma precisa a quantidade de testosterona disponível nos tecidos.

Como a amostra é obtida para o exame?

Uma amostra de sangue é obtida de uma veia do braço.

NOTA: Se exames médicos em você ou em alguém importante para você o deixam ansioso ou constrangido, ou se você tem dificuldade de lidar com eles, leia um ou mais dos seguintes artigos: Lidando com dor, desconforto ou ansiedade durante o exameConselhos sobre exames de sangue, Conselhos para ajudar crianças durante exames médicos, e Conselhos para ajudar idosos durante exames médicos.

Outro artigo, Siga essa amostra, fornece uma visão da coleta e do processamento de uma amostra de sangue e de uma amostra de cultura da garganta.

É necessário algum preparo para garantir a qualidade da amostra?

Não é necessário preparo para o exame.

Accordion Title
Perguntas frequentes
  • Como o exame é usado?

    O exame para globulina de ligação de hormônios sexuais (SHBG) é pedido principalmente em conjunto com outros exames para avaliar o estado dos níveis de androgênio no indivíduo - os hormônios masculinos. Nos homens, a preocupação é quanto à deficiência de testosterona, enquanto, nas mulheres, é quanto ao excesso de produção de testosterona. O exame de testosterona total pode ser feito antes ou em conjunto com o exame para SHBG.

    Os níveis de SHBG e testosterona podem ser solicitados para um homem adulto, para ajudar a determinar a causa de infertilidade, diminuição do desejo sexual e disfunção erétil, especialmente quando os resultados de testosterona total são inconsistentes com os sinais clínicos.

    Nas mulheres, pequenas quantidades de testosterona são produzidas pelos ovários e glândulas adrenais. Mesmo um pequeno aumento na produção de testosterona pode interromper o equilíbrio hormonal e provocar sintomas, como falta de menstruação (amenorreia), infertilidade, acne e padrão masculino de crescimento de pelos (hirsutismo). Estes sintomas, entre outros, geralmente são observados na síndrome dos ovários policísticos, uma doença/estado clínico caracterizada pelo excesso de produção de androgênios. Os exames para SHBG e testosterona podem ser úteis para auxiliar na detecção e avaliação do excesso de produção de testosterona e/ou diminuição da concentração de SHBG.

    Exames para testosterona livre, nível de albumina e outro(s) hormônio(s) sexual(is), como prolactina, estradiol e LH (hormônio luteinizante), também podem ser realizados para avaliar o equilíbrio hormonal atual do indivíduo.

    Por vezes, o teste de testosterona total e SHBG são realizados para avaliação de androgênios livres, pelo cálculo do Índice de Androgênios Livres (IAL). Esta equação fornece ao médico uma impressão da quantidade de testosterona não ligada (testosterona biodisponível) à SHBG e é calculada da seguinte forma: IAL = Testosterona Total / SHBG. Em homens, a queda de testosterona provoca um aumento na SHBG, portanto, pede-se o IAL ou outra medida (testosterona biodisponível) geralmente para detecção de baixos níveis de testosterona livre, a qual pode provocar diminuição do desejo sexual, perda de massa muscular, diminuição de massa óssea ou, raramente, problemas com ereções (disfunção erétil). O IAL elevado pode ser útil na avaliação de alopecia androgênica (calvície), hirsutismo e acne grave, quando os níveis de testosterona podem estar normais.

  • Quando o exame é pedido?

    Atualmente, o exame para SHBG não é realizado com frequência ou rotineiramente. Em muitos casos, o médico percebe que o exame de testosterona total, e talvez a testosterona livre, fornecem informações suficientes. O exame para SHBG é feito principalmente quando os resultados da testosterona total não são consistentes com os sinais clínicos, como diminuição do desejo sexual em homens ou hirsutismo em mulheres.

  • O que significa o resultado do exame?

    Um nível alto de SHBG provavelmente significa que há uma quantidade menor de testosterona livre disponível nos tecidos do que o indicado no exame de testosterona total. Um nível baixo de  SHBG significa que mais testosterona total está "biodisponível" – não ligada à SHBG. Esta informação pode ser importante na avaliação global de um indivíduo com sinais e sintomas de uma doença/estado clínico relacionada à produção excessiva ou diminuída de hormônios sexuais.

     Níveis aumentados de SHBG podem ser observados em:

     Diminuição da SHBG é observada em:

  • Há mais alguma coisa que eu devo saber?

    A concentração de SHBG normalmente é maior em crianças de ambos os sexos. Após a puberdade, os níveis de SHBG diminuem mais rapidamente em homens do que em mulheres. Os níveis são normalmente estáveis em adultos e começam a aumentar em homens idosos, ao mesmo tempo em que os de testosterona total começam a diminuir. Em mulheres pós-menopáusicas as concentrações de SHBG, testosterona e estrógenos diminuem quando a produção hormonal pelos ovários reduz gradualmente.

    O exame para testosterona biodisponível está se tornando um conceito cada vez mais importante tanto para os médicos quanto para os pesquisadores. Pode ser medido pela remoção da testosterona ligada à SHBG da amostra de sangue coletada e, então, analisando o remanescente. Uma estimativa também pode ser calculada usando o Índice Androgênico Livre (veja acima).

  • Existem outros usos para o exame de SHBG?

    Ainda não, mas pesquisadores têm avaliado as doenças/estados clínicos nas quais há alterações nos níveis de testosterona e SHBG, a fim de verificar se podem existir usos clínicos adicionais para o exame.

  • Posso mudar meus níveis de SHBG?

    Não diretamente e não há razão para isso. O exame para SHBG é usado no auxílio da avaliação do equilíbrio hormonal do indivíduo. Ema alguns casos, a terapia de reposição de testosterona e/ou estrógeno pode ser usada para corrigir a deficiência. Pesquisadores exploram agora os riscos e benefícios da reposição de testosterona em homens idosos (na "andropausa") e mulheres na pós-menopausa (ou menopausa cirúrgica). Ainda leva algum tempo para estabelecer se e quando esse tratamento é seguro, efetivo e clinicamente útil.

Fontes do artigo

NOTA: Este artigo se baseia em pesquisas que incluíram as fontes citadas e a experiência coletiva de Lab Tests Online Conselho de Revisão Editorial. Este artigo é submetido a revisões periódicas do Conselho Editorial, e pode ser atualizado como resultado dessas revisões. Novas fontes citadas serão adicionadas à lista e distinguidas das fontes originais usadas.                                        

Fontes usadas na revisão mais recente deste artigo

Matsumoto, A. (2008 June 27). Diagnosis and Evaluation of Male Hypogonadism CME. Medscape Today, Selection from: Men's Sexual Health Consult Collection: Testosterone Replacement Therapy in the VA Setting [On-line information]. Available online at http://www.medscape.com/viewarticle/575491 through http://www.medscape.com. Accessed on 7-30-08.

Chang, R. (2007 September 14). The Reproductive Phenotype in Polycystic Ovary Syndrome CME. Medscape From Nature Clinical Practice Endocrinology & Metabolism [On-line information]. Available online at http://www.medscape.com/viewarticle/562712 through http://www.medscape.com. Accessed on 7-30-08.

Sabatini, L. (2007 May 29, Updated). Androgen Excess. emedicine [On-line information]. Available online at http://www.emedicine.com/med/TOPIC3489.HTM through http://www.emedicine.com. Accessed on 7-30-08.

Anawalt, B. (2007 June Reviewed). Male Reproductive Endocrinology, Introduction. Merck Manual for Healthcare Professionals [On-line information]. Available online at http://www.merck.com/mmpe/sec17/ch227/ch227a.html?qt=SHBG&alt=sh through http://www.merck.com. Accessed on 7-30-08.

Fontes usadas em revisões anteriores

Thomas, Clayton L., Editor (1997). Taber’s Cyclopedic Medical Dictionary. F.A. Davis Company, Philadelphia, PA [18th Edition].

Pagana, Kathleen D. & Pagana, Timothy J. (2001). Mosby’s Diagnostic and Laboratory Test Reference 5th Edition: Mosby, Inc., Saint Louis, MO.

(© 2004). Sex Hormone Binding Globulin. ARUP's Guide to Clinical Laboratory Testing [On-line information]. Available online at http://www.arup-lab.com/guides/clt/tests/clt_193b.jsp#1147406.

(© 2004). Testosterone, Bioavailable and Sex Hormone Binding Globulin. ARUP's Guide to Clinical Laboratory Testing [On-line information]. Available online at http://www.arup-lab.com/guides/clt/tests/clt_225b.jsp#1148913.

Camillo, P. (2004 January 27). How Should I Handle Complaints of Decreased Libido in Female Patients? Medscape, Ask the Experts about Women's Health for Advanced Practice Nurses [On-line information]. Available online at http://www.medscape.com/viewarticle/466490?src=search through http://www.medscape.com.

Dennerstein, L. (2003 February 12). Depressed Libido in the Postmenopausal Woman. Medscape, Ask the Experts about Menopause [On-line information]. Available online at http://www.medscape.com/viewarticle/448554 through http://www.medscape.com.

Reuters Health (2004 February 4). Postmenopausal Endogenous Hormones Influence Endometrial Cancer Risk. National Cancer Institute [On-line News]. Available online at http://ctep.info.nih.gov/resources/gcig/news020404.html through http://ctep.info.nih.gov.

Tenover, J. (2001). Male Hormone Replacement Therapy Including “Andropause”. WellMax.org [On-line News, Essays & Articles]. Available online at http://www.wellmax.org/NewsPub/Stories/2001/05/07/9892607709.html through http://www.wellmax.org.

Patient's Guide to Low Testosterone, 2003 Edition. Medem Medical Library, [On-line information by The Hormone Foundation and Endocrine Society]. Available online at http://www.medem.com/medlb/article_detaillb.cfm?article_ID=ZZZO7PDVDLC&sub_cat=57 through http://www.medem.com.

Snyder, P. (2003 September 9). Testes and Testicular Disorders. Medscape, from WebMD Scientific American® Medicine 2003, What's New in Medicine [On-line information]. Available online at http://www.medscape.com/viewarticle/461007 through http://www.medscape.com.

Allan, C. and McLachlan, R. (2004 June 3). Age-Related Changes in Testosterone and the Role of Replacement Therapy in Older Men. Medscape, from Clin Endocrinol 60(6): 653-670, 2004 [On-line journal article]. Available online at http://www.medscape.com/viewarticle/479523?src=search through http://www.medscape.com.