Nome formal
Resistência genotípica do HIV
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Este artigo foi modificado pela última vez em
23 de Abril de 2018.
At a Glance
Why Get Tested?

Pessoas com diagnóstico de HIV que vão iniciar tratamento com antivirais ou pessoas em que o tratamento antiviral não está dando resultados satisfatórios.

When To Get Tested?

Quando os níveis de carga viral do HIV se elevam apesar do tratamento antiviral.

Sample Required?

Uma amostra de sangue obtida de uma veia do braço.

Test Preparation Needed?

Nenhuma.

What is being tested?

Quando um micro-organismo é capaz de se multiplicar em presença de um agente antimicrobiano, diz-se que há resistência do micro-organismo ao agente. A resistência depende de mutações que podem ocorrer durante o tratamento ou que já existiam antes.

A resistência do HIV a antirretrovirais é comum porque o vírus se reproduz com muita rapidez e tem uma taxa de mutação alta. A pessoa pode ser infectada por uma cepa já resistente, por uma população mista de vírus sensível e de vírus resistente ou por uma cepa sensível, que pode sofrer uma mutação durante o tratamento. Quando há vírus sensíveis e vírus resistentes, estes últimos são selecionados pelo tratamento, que mata os sensíveis e permite que os resistentes se multipliquem.

Na prática, a resistência é percebida quando a carga viral do HIV aumenta durante o tratamento, e é confirmada por exames que pesquisam a resistência genotípica ou a resistência fenotípica do HIV.

Para evitar a resistência, recomenda-se que o tratamento seja feito sempre com pelo menos dois antirretrovirais de grupos diferentes.

How is the sample collected for testing?

Uma amostra de sangue é obtida por punção de uma veia do braço com uma agulha. Quando a carga viral está muito baixa (inferior a 500 cópias por mililitro), a resistência a alguns antirretrovirais pode não ser detectada. Por isso, recomenda-se que o exame seja feito com cargas virais acima desse valor.

Is any test preparation needed to ensure the quality of the sample?

Nenhuma preparação é necessária.

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Common Questions
  • How is it used?

    A resistência genotípica é usada para detectar uma ou mais mutações que tornam o HIV resistente a certos antirretrovirais, permitindo ao médico escolher tratamentos mais eficazes.

  • When is it ordered?

    A resistência genotípica pode ser pedida antes de iniciar o tratamento, para orientar a escolha dos medicamentos, ou durante ele, quando há aumento da carga viral. Em geral, o tratamento é considerado ineficaz quando a carga viral aumenta mais de três vezes em dois exames consecutivos.

    A resistência genotípica deve ser testada em todas as mulheres grávidas positivas para o HIV antes de começar a tratá-las e em todas as que engravidam durante o tratamento e têm carga viral detectável.

  • What does the test result mean?

    Os resultados identificam mutações do vírus. Nem todas estão associadas à resistência. O médico verifica quais são as mutações para orientar o tratamento.

  • Is there anything else I should know?

    A pesquisa de resistência genotípica não é recomendada quando a carga viral está abaixo de 500 cópias/ml, porque a quantidade de RNA viral é insuficiente para se obter um resultado confiável. O exame é mais preciso quando a carga viral está acima de 1000 cópias /ml, mas é recomendado fazê-lo com carga viral acima de 500 cópias/ml.

    A resistência genotípica é um exame qualitativo. Identifica mutações associadas à resistência aos antirretrovirais, mas não fornece o grau dessa resistência. Além disso, não detecta mutações ainda não identificadas que podem causar resistência, e também não detecta populações resistentes em quantidade inferior a 10% ou até 20% da população total de vírus. A resistência fenotípica é um indicador melhor do grau de resistência de uma população de vírus.

    Não é recomendado fazer o exame após suspender o tratamento, porque a população viral resistente diminui bastante na ausência do medicamento e pode não ser mais identificada.

  • Quanto tempo demoram os resultados do exame?

    Dependendo de onde é feito o exame, os resultados podem demorar de uma a duas semanas. Em muitos casos, a amostra é enviada a um laboratório de referência.

  • O que é resistência fenotípica do HIV?

    O exame resistência fenotípica do HIV pesquisa a resistência aos antirretrovirais por um método diferente do usado para resistência genotípica. Uma amostra de vírus do paciente é posta em cultura com diferentes concentrações de um ou mais medicamentos. Se o vírus for capaz de se dividir em presença do medicamento, ele é considerado resistente. Os resultados desse tipo de exame em geral são mais demorados que os da resistência genotípica.

View Sources

Fontes usadas nesta revisão

(Revised May 17, 2008) AIDS InfoNet. HIV resistance testing. Available online at http://www.aidsinfonet.org/fact_sheets/view/126 through http://www.aidsinfonet.org. Accessed February 2009.

Clarke, W. and Dufour, D. R., Editors (2006). Contemporary Practice in Clinical Chemistry, AACC Press, Washington, DC. P. 490.

(Oct. 30, 2008) Spacek lL. Johns Hopkins HIV guide, Resistance Testing: Genotype. Available online at http://www.hopkins-hivguide.org/management/laboratory_testing/resistance_testing__genotype.html through http://www.hopkins-hivguide.org. Accessed February 2009.

(Updated February 19, 2009) National Institute for Allergy and Infectious Diseases. Treatment of HIV Infections. Available online at http://www3.niaid.nih.gov/NR/exeres/A01539FA-7571-48C4-8A76-C526D5F7EFE9.htm through http://www3.niaid.nih.gov. Accessed February 2009.

(Updated November 3, 2008) AIDSinfo. Guidelines for the Use of Antiretroviral Agents in HIV-1-Infected Adults and Adolescents. Pp. 9-12. PDF available for download at http://aidsinfo.nih.gov/contentfiles/AdultandAdolescentGL.pdf through http://aidsinfo.nih.gov. Accessed February 2009.

(Update December 2008) International AIDS Society-USA. Update of the Drug Resistance Mutations in HIV-1: December 2008. Available online at http://www.iasusa.org/resistance_mutations/ through http://www.iasusa.org. Accessed February 2009.

Fontes usadas nas revisões anteriores

Thomas, Clayton L., Editor (1997). Taber’s Cyclopedic Medical Dictionary. F.A. Davis Company, Philadelphia, PA [18th Edition].

Pagana, Kathleen D. & Pagana, Timothy J. (2001). Mosby’s Diagnostic and Laboratory Test Reference 5th Edition: Mosby, Inc., Saint Louis, MO.

Janice K. Pinson MT, MBA. Molecular Business Strategies, Birmingham, MI.