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Hiperaldosteronismo primário
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20 de Setembro de 2017.

O que é?


A síndrome de Conn é a causa mais comum de hipertensão arterial secundária. É caracterizada por secreção excessiva de aldosterona pelas glândulas suprarrenais, que são pequenas glândulas triangulares localizadas acima dos rins. Fazem parte do sistema endócrino, um grupo de glândulas que produzem e secretam no sangue hormônios que regulam muitos sistemas do corpo. A aldosterona é produzida pelo córtex suprarrenal, a camada externa da glândula. A produção de aldosterona é regulada pela renina, enzima produzida nos rins. Quando ocorre baixa da pressão arterial, diminuição do fluxo sanguíneo para os rins ou deficiência de sódio, os rins aumentam a produção de renina, que faz aumentar a produção de aldosterona nas suprarrenais. A produção de aldosterona diminui quando é reduzida a produção de renina.

Na síndrome de Conn, também chamada hiperaldosteronismo primário, há produção excessiva de aldosterona por hiperplasia suprarrenal unilateral ou bilateral, por tumores benignos (adenoma) ou, raramente, por câncer (carcinoma).

O excesso de aldosterona causa hipocalemia, aumento do pH sanguíneo (alcalose), hipertensão arterial e, em alguns casos, hipernatremia. Os sintomas em geral são poucos e inespecíficos, mas pacientes com hipertensão arterial e hipocalemia podem apresentar frequência urinária, muita sede, fraqueza, fadiga, paralisias temporárias, palpitações, cefaleia (dor de cabeça), contraturas musculares e formigamento.

O diagnóstico de síndrome de Conn é importante porque ela é uma das poucas causas curáveis de hipertensão arterial. Embora o hiperaldosteronismo primário ocorra em qualquer idade, ele é mais frequente entre 30 e 50 anos de idade e em mulheres. A presença de hipocalemia em uma pessoa com hipertensão arterial sugere o diagnóstico.

O hiperaldosteronismo secundário ocorre por razões que elevam os níveis de renina, como diminuição do fluxo sanguíneo renal, hipotensão arterial ou hiponatremia. A causa mais importante é estenose da artéria renal. Outras causas incluem insuficiência cardíaca congestiva, cirrose hepática, doença renal e toxemia da gravidez.

Exames


Os exames na síndrome de Conn têm o objetivo de identificar o hiperaldosteronismo e distinguir as formas secundárias da primária, que pode ser curada com cirurgia.

Exames laboratoriais
Em geral, são solicitadas as dosagens de renina no sangue e a dosagem de aldosterona no sangue ou na urina de 24 horas. Níveis altos de aldosterona com níveis baixos de renina indicam hiperaldosteronismo primário. Pode ser feito também um teste de supressão usando cloreto de sódio ou captopril, para ver se diminui a secreção de aldosterona.

A medição dos eletrólitos é feita para detectar desequilíbrios. Pode ocorrer diminuição do potássio e do cloreto no sangue, com aumento do dióxido de carbono. Nesse caso, o médico pode prescrever espironolactona, que bloqueia a ação da aldosterona, para restaurar o equilíbrio.

Além deses exames é possível fazer uma tomografia computadorizada para procurar um tumor. Isso pode ser difícil, porque tumores suprarrenais benignos são comuns, especialmente em idosos. Muitos não secretam aldosterona e são detectados em exames feitos por outras razões. O diagnóstico de hiperplasia também é complicado, porque as glândulas suprarrenais variam muito de tamanho entre pessoas.

Quando não se consegue localizar um tumor, é feita a colheita de sangue diretamente das veias suprarrenais. A comparação dos níveis de aldosterona nas duas glândulas indica o lado do tumor. Algumas vezes, é medido também o cortisol e calculada a relação entre aldosterona e cortisol nos dois lados. Aquele que apresenta concentração maior de aldosterona é o lado provável do tumor.

Exames não laboratoriais

  • Medida da pressão arterial – Com frequência é o primeiro indicador de hiperaldosteronismo.
  • Tomografia computadorizada ou ressonância magnética – Para localizar tumores suprarrenais

 

Tratamento


O tratamento da síndrome de Conn te o objetivo de normalizar a pressão arterial e corrigir desequilíbrios eletrolíticos. Se o excesso de aldosterona for devido a um tumor benigno unilateral, a glândula afetada pode ser removida por cirurgia. Isso cura a doença em muitos casos, mas alguns precisam de tratamento adicional para controle completo da hipertensão arterial.

Se o hiperaldosteronismo primário é resultado de um carcinoma, os tecidos vizinhos devem ser examinados e retirados na cirurgia.

A cirurgia não é recomendada se a causa do hiperaldosteronismo não puder ser determinada (hiperaldosteronismo idiopático) ou se ele for provocado por hiperplasia das duas glândulas. O paciente é tratado com espironolactona, que bloqueia a ação da aldosterona, e medicamentos anti-hipertensivos.

O tratamento do hiperaldosteronismo secundário envolve o controle da hipertensão arterial e da doença subjacente (insuficiência cardíaca congestiva, doença renal, cirrose hepática e outras).

Páginas relacionadas


Neste site
Exames: aldosterona e renina, eletrólitos, potássio
Estados clínicos/Doenças: sistema endócrino, hipertensão arterial

Em outros sites da Internet
MedlinePlus Medical Encyclopedia: Hyperaldosteronism - primary and secondary
UrologyHealth.org: Primary Hyperaldosteronism (Conn's Syndrome)
American Family Physician: Diagnosing Secondary Hypertension

Fontes do artigo

NOTA: Este artigo se baseia em pesquisas que incluíram as fontes citadas e a experiência coletiva de Lab Tests Online Conselho de Revisão Editorial. Este artigo é submetido a revisões periódicas do Conselho Editorial, e pode ser atualizado como resultado dessas revisões. Novas fontes citadas serão adicionadas à lista e distinguidas das fontes originais usadas.

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