Também conhecido como
Perfil TORCH
Nome formal
Testes TORCH
Este artigo foi revisto pela última vez em
Este artigo foi modificado pela última vez em
19 de Junho de 2018.
De relance
Por que fazer este exame?

Na triagem de gestantes e recém-nascidos para diversas infecções capazes de causar malformações congênitas.

Quando fazer este exame?

Se a mãe foi exposta a determinadas doenças infecciosas ou adoeceu durante a gravidez, ou quando um bebê nasce com anomalias congênitas que possam ter sido causadas por uma das infecções incluídas no painel.

Amostra:

Coleta-se uma amostra de sangue da veia do braço da gestante ou procede-se ao teste do pezinho (triagem neonatal) na criança em fase de amamentação.

O que está sendo pesquisado?

TORCH é o acrônimo para um grupo de doenças infecciosas capazes de causar doença em gestantes e malformações congênitas no feto. O teste representa uma forma de triagem para a presença de anticorpos para essas infecções. A confirmação de infecção ativa pode requerer a realização de exames mais específicos.

São os seguintes os testes que formam o painel TORCH: Toxoplasmose, Rubéola, Citomegalovirus, e vírus Herpes simples.

  • Toxoplasmose é uma infecção parasitária transmitida de mãe para filho através da placenta durante a gravidez. A infecção pelo Toxoplasma gondii pode causar doença ocular e do sistema nervoso central, assim como cistos cerebrais e musculares. Se for adquirida durante a gravidez, pode resultar em aborto ou malformações congênitas, embora isso dependa do período da gestação em que ocorre a infecção da gestante. A toxoplasmose é adquirida por ingestão do parasita ao lidar com fezes de gatos infectados, ao ingerir leite de cabra não pasteurizado e, o que é mais comum, ao comer alimentos contaminados.
  •  Rubéola é o vírus que causa o sarampo alemão. Se contraído no início da gravidez, o feto pode apresentar cardiopatia, retardo do crescimento, perda auditiva, distúrbios sanguíneos, problemas de visão ou pneumonia. Dentre os problemas que podem ocorrer durante a infância estão doenças do sistema nervoso central, doenças imunes ou doença tiroidiana.
  •  Citomegalovírus (CMV) é outra infecção viral que a gestante pode contrair. Mais de metade das norte-americanas adultas teve contato com o CMV em algum momento de suas vidas e, na maioria dos casos, sem que tivesse havido doença significativa. O vírus pode ser transmitido à criança no momento do parto e durante a amamentação. Os lactentes infectados podem apresentar problemas graves, como perda de audição, retardo mental, pneumonia, hepatite ou distúrbios sanguíneos.
  •  Herpes simples (HSV) é uma infecção viral comum. As duas formas mais usuais de infecção são a herpes labial e a genital. Ambas podem voltar a se manifestar (recidiva). O HSV na maioria dos casos é transmitido por contato oral ou genital. Os recém-nascidos que contraem o vírus geralmente o fazem ao passar pelo canal do parto da mãe que apresenta infecção genital por HSV. O vírus pode se disseminar pelo organismo do bebê e atingir órgãos vitais. O mais rápido possível deve-se começar o tratamento do recém-nascido com medicamento antiviral específico. Mesmo quando tratados, os bebês sobreviventes podem ter lesões permanentes no sistema nervoso central.

Outras infecções que podem ser rastreadas simultaneamente são sífilis, hepatite B, vírus da imunodeficiência humana (HIV), enterovírus, vírus de Epstein-Barr, vírus varicela-zoster, e parvovírus humano.

Como a amostra é obtida para o exame?

Para o exame é necessário retirar uma amostra de sangue, que é coletado por meio de punção no calcanhar do recém-nascido ou na veia do braço da mãe.

NOTA: Se exames médicos em você ou em alguém importante para você o deixam ansioso ou constrangido, ou se você tem dificuldade de lidar com eles, leia um ou mais dos seguintes artigos: Lidando com dor, desconforto ou ansiedade durante o exame, Conselhos sobre exames de sangue, Conselhos para ajudar crianças durante exames médicos, e Conselhos para ajudar idosos durante exames médicos.

Outro artigo, Siga essa amostra, fornece uma visão da coleta e do processamento de uma amostra de sangue e de uma amostra de cultura da garganta.

É necessário algum preparo para garantir a qualidade da amostra?

Não há necessidade de preparo para o exame.

Accordion Title
Perguntas frequentes
  • Como o exame é usado?

    O teste TORCH é usado para rastreamento de gestantes e recém-nascidos quando se pesquisa a presença de anticorpos para as doenças infecciosas incluídas no painel, caso a mãe ou o bebê apresentem sintomas. O exame pode determinar se o indivíduo teve infecção recente, passada ou nunca foi exposto ao vírus.

  • Quando o exame é pedido?

    O teste é solicitado quando há suspeita de que a gestante seja portadora de qualquer uma das infecções contidas no TORCH. Estas podem ser graves quando ocorrem durante a gravidez, porque podem atravessar a placenta, passar da mãe para o feto em desenvolvimento e causar malformações congênitas.

    A rubéola nas primeiras 16 semanas de gravidez representa um grande risco para o feto. Quando a gestante apresenta exantema ou outros sintomas de rubéola, é necessário realizar exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico. O médico não pode afirmar que alguém está com rubéola apenas pelo aspecto clinico, uma vez que há outras infecções semelhantes. As mulheres com toxoplasmose ou infectadas por CMV podem apresentar sintomas de gripe com diagnóstico diferencial difícil em relação a outras doenças. Os testes para anticorpos ajudam o médico a diagnosticar infecções prejudiciais ao feto.

    O exame deve ser solicitado para a criança quando o bebê revelar qualquer sinal sugestivo dessas infecções, tais como:

    • Tamanho excepcionalmente menor que o esperado para a idade da gestação.
    • Surdez.
    • Retardo mental.
    • Convulsão.
    • Malformação cardíaca.
    • Catarata.
    • Aumento do fígado ou do baço.
    • Redução na contagem de plaquetas ou
    • Icterícia.

     

  • O que significa o resultado do exame?

    O resultado é liberado como positivo ou negativo indicando presença ou ausência de anticorpos IgG e IgM para cada agente infeccioso. A presença de IgM no recém-nascido indica grande probabilidade de infecção por aquele micro-organismo. Anticorpos IgM maternos não atravessam a placenta. Por isso, a presença desse tipo de anticorpo sugere que há infecção ativa no bebê. A presença de IgG ou a ausência de IgM no recém-nascido pode significar que houve transferência de anticorpos da mãe para o feto e não indica infecção ativa no bebê.

    De forma semelhante, a presença de anticorpo IgM na gestante sugere infecção recente por aquele vírus ou parasita. Devem ser realizados outros exames complementares para confirmar esse resultado, uma vez que o anticorpo IgM pode estar presente por outros motivos. A presença de IgG na gestante pode ser sinal de infecção anterior por um desses agentes infecciosos. Testando-se uma nova amostra de sangue duas semanas mais tarde, é possível comparar as titulações dos anticorpos. Se houver aumento do anticorpo IgG na segunda amostra, provavelmente a gestante apresenta infecção recente pelo agente testado.

  • Há mais alguma coisa que eu devo saber?

    O uso do perfil TORCH para diagnóstico dessas infecções está se tornando menos comum uma vez que já existem exames mais específicos e sensíveis. O diagnóstico com base na presença de anticorpos pode ser demorado porque há necessidade de esperar alguns dias ou semanas para que sejam produzidos. Com a detecção de antígenos ou com o crescimento do micro-organismo em meio de cultura obtém-se mais cedo os resultados do processo de infecção. Portanto, esses exames são mais específicos.

    Outros exames para doenças infecciosas são frequentemente realizados para rastreamento de gestantes e recém-nascidos, como sífilis, hepatite B, vírus da imunodeficiência em humanos (HIV), enterovírus, vírus de Epstein-Barr, vírus varicela-zoster e parvovírus humano. Para mais informações, consulte Gravidez e Exames de rastreamento para recém-natos: Doenças Infecciosas.

  • Se meu exame der positivo para anticorpos, isso significa que estou infectada?

    Um exame positivo para anticorpo IgG significa que você foi infectada por aquele agente recentemente ou anteriormente. Se a amostra de sangue foi colhida próximo do início dos sintomas da doença, o resultado positivo para IgG provavelmente significa que a exposição ocorreu mais de um mês antes da doença atual. Comparando a quantidade de anticorpos presentes em duas amostras de sangue obtidas com duas a três semanas de intervalo, o médico pode dizer se os níveis de IgG estão aumentando (o que acontece na infecção recente) ou se estão estáveis (o que ocorre quando em infecção no passado). A interpretação do exame de anticorpos IgM é mais complicada porque podem ocorrer resultados falso-positivos. Todos os resultados positivos devem ser confirmados por exames mais específicos antes que se possa considerar válido o diagnóstico. Se o médico suspeitar que você ou seu filho recém-nascido apresentam uma dessas infecções, mesmo com resultados negativos, não está afastada a possibilidade de doença e há indicação para realizar outros exames para a infecção que se suspeita.

  • Que tipo de exame é usado para confirmar a infecção por esses micro-organismos?

    Para o diagnóstico de uma infecção ativa por um dos patógenos incluídos no TORCH, há necessidade de exames confirmatórios mais específicos. Em um bebê, o exame do líquido cefalorraquidiano (faz-se por punção na região lombar) frequentemente é usado para confirmar herpes e rubéola. Pode ser solicitada cultura de urina para citomegalovirus. Lesões cutâneas podem ser raspadas e submetidas à cultura para vírus herpes simples Para o diagnóstico de toxoplasmose na gestante ou no bebê, é possível ser necessário obter outras amostras de sangue, que serão enviadas a um laboratório de referência, especializado nesse exame.

Páginas relacionadas
Fontes do artigo

NOTA: Este artigo se baseia em pesquisas que incluíram as fontes citadas e a experiência coletiva de Lab Tests Online Conselho de Revisão Editorial. Este artigo é submetido a revisões periódicas do Conselho Editorial, e pode ser atualizado como resultado dessas revisões. Novas fontes citadas serão adicionadas à lista e distinguidas das fontes originais usadas.                                        

 

Sources Used in Current Review
(Update May 1, 2007) Lewis R. MedlinePlus Encyclopedi. TORCH screen. Available online at http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/ency/article/003350.htm. Accessed October 2008.

Enotes.com. Encyclopedia of Nursing & Allied Health. TORCH Test. Available online at http://www.enotes.com/nursing-encyclopedia/torch-test through http://www.enotes.com. Accessed October 2008.

Forbes BA, Sahm DF, Weissfeld AS. Bailey & Scott’s Diagnostic Microbiology 12th Edition: Mosby Elsevier, St. Louis, MO; 2007 P. 748.

Sources Used in Previous Reviews
Frey, Rebecca J. TORCH Tests. Gale Encyclopedia of Medicine. 1st Edition. Gale Research Group, 1999.

Health A to Z: TORCH test. Available online at http://www.healthatoz.com/healthatoz/Atoz/ency/torch_test.jsp through http://www.healthatoz.com.