Nome formal
Anticoagulante lúpico
Este artigo foi revisto pela última vez em
Este artigo foi modificado pela última vez em 27 de Julho de 2019.
Accordion Title
Perguntas frequentes
  • Como o exame é usado?

    A pesquisa de anticoagulante lúpico é feita para determinar a causa de uma trombose não explicada, de abortos recorrentes ou de um tempo de tromboplastina parcial (TTP) prolongado. Ela ajuda a distinguir se um TTP prolongado é devido a um inibidor específico para um fator da coagulação ou a um inibidor inespecífico, como o anticoagulante lúpico. Pode ser pedida junto com exames que pesquisam anticorpos anticardiolipina e anti-beta-2-glicoproteína I. Se uma pesquisa de inibidores lúpicos é positiva, ela pode ser repetida após algumas semanas para verificar se o anticorpo é transitório ou persistente.

    Diversos exames são usados para pesquisar anticoagulante lúpico. Recomenda-se que sejam feitos pelo menos dois deles. Os mais sensíveis, além do TTP, são o teste diluído com veneno da víbora de Russel e o TTP sensível ao anticoagulante lúpico, que usa níveis baixos de ativador fosfolipídico. Outras variantes usam correção com plasma normal misturado ao plasma do paciente (ex. TTP 50/50) ou com um excesso de fosfolipídio.

    Um tempo de trombina e uma dosagem de fibrinogênio podem ser feitos para excluir contaminação com heparina, deficiência de fibrinogênio ou disfibrinogenemia.

  • Quando o exame é pedido?

    A pesquisa de anticoagulante lúpico é feita para determinar a causa de uma trombose não explicada, de abortos recorrentes ou de um tempo de tromboplastina parcial (TTP) prolongado. Exames positivos são repetidos após algumas semanas para verificar se o anticoagulante é transitório ou persistente.

    O exame é feito em geral com uma pesquisa de anticorpos anticardiolipina para diagnóstico da síndrome antifosfolipídio.

    Pessoas com doenças autoimunes, como lúpus eritematoso sistêmico e doença mista do tecido conjuntivo, têm probabilidade maior de apresentarem anticoagulantes lúpicos, e podem ser testadas periodicamente.

  • O que significa o resultado do exame?

    A pesquisa de anticoagulantes em geral é feita por etapas. Embora os exames possam variar, a pesquisa começa com um tempo de tromboplastina parcial (TTP) prolongado. Se o TTP estiver normal, não há anticoagulante lúpico ou o reagente do TTP contém fosfolipídios em excesso. Para excluir a segunda possibilidade, pode ser feito o TTP sensível ao anticoagulante lúpico (com níveis baixos de fosfolipídio).

    A tabela abaixo resume as etapas dos exames:

      Exames Resultados Interpretação
    Passo 1 TTP sensível ao anticoagulante lúpico e/ou teste diluído com veneno da víbora de Russell Normais Não são necessários outros exames. Se a suspeita de inibidor se mantiver, esses exames podem ser repetidos.
        Prolongados Possível inibidor; veja Passo 2
    Passo 2 TTP sensível ao anticoagulante lúpico e/ou teste diluído com veneno da víbora de Russell com uma mistura em partes iguais de plasma do paciente e pool de plasma normal Normais O prolongamento dos exames no Passo 1 é devido a deficiência de fatores da coagulação, não a anticoagulantes
        Prolongados Provável anticoagulante lúpico; veja Passo 3
    Passo 3 Confirmação. TTP sensível ao anticoagulante lúpico e/ou teste diluído com veneno da víbora de Russell com excesso de fosfolipídio. Normais ou encurtados A correção com fosfolipídio confirma a presença de anticoagulante lúpico.
        Prolongados Inibidor específico de um fator da coagulação, e não anticoagulante lúpico.

    Se os resultados indicam um anticoagulante lúpico, os exames podem ser repetidos após algumas semanas, para verificar se ele é persistente.

    A pesquisa de anticoagulante lúpico é com frequência feita junto com a pesquisa de anticorpos anticardiolipina e anti-beta2-glicoproteína I, para diagnóstico da síndrome antifosfolipídio.

    Outros exames são usados para excluir outras causas de aumento do TTP:

    • Tempo de trombina normal exclui contaminação com heparina.
    • Uma dosagem de fibrinogênio normal exclui hipofibrinogenemia e disfibrinogenemia.

    Outros exames que podem ser úteis:

    • O teste de inibição da tromboplastina tecidual é um exame menos usado para pesquisar anticoagulante lúpico.
    • Dosagem de fatores da coagulação. Deficiências de fatores são excluídas em testes de correção. Os métodos em si também podem ser usados para pesquisa de anticoagulante lúpico.
    • Hemograma. Pacientes com anticoagulante lúpico podem apresentar também trombocitopenia leve ou moderada. Pacientes em uso de heparina para tratamento de trombose também podem desenvolver trombocitopenia.
  • Há mais alguma coisa que eu devo saber?

    Depois da presença de heparina, um anticoagulante lúpico é a causa mais comum de alongamento do tempo de tromboplastina parcial.

    A presença de anticorpos anticardiolipina pode tornar positivos exames para sífilis (VDRL e RPR)

    O uso de heparina ou de análogos (hirudina, daparoide, argatroban) como anticoagulantes afeta os exames que pesquisam anticoagulante lúpico. Se possível, esses exames devem ser feitos antes do início do tratamento com uma dessas substâncias.

     

  • A colheita é importante para a pesquisa de anticoagulante lúpico?

    Sim. Além da presença de heparina, outras variáveis pré-analíticas afetam os exames. A amostra de sangue é colhida em um tubo especial com citrato de sódio e centrifugada para separar o plasma. A centrifugação deve ser suficiente para retirar quase todas as plaquetas do plasma, porque elas liberam fosfolipídios que podem afetar os resultados. Um hematócrito muito alto também interfere nos resultados.

  • Qual é o tratamento para anticoagulante lúpico?

    Não havendo sintomas, nenhum tratamento é necessário. Após tromboses, são usados anticoagulantes injetáveis (heparina subcutânea ou intravenosa) seguidos de anticoagulantes orais (varfarina) durante alguns meses. Como o anticoagulante lúpico aumenta o risco de tromboses, algumas pessoas precisam de tratamento a longo prazo com anticoagulantes orais.

  • O que é mais comum, anticorpos anti-cardiolipina ou anticoagulante lúpico?

    Anticorpos anticardiolipina são cinco vezes mais frequentes que o anticoagulante lúpico em pessoas com síndrome antifosfolipídio. Cerca de 60% das pessoas com anticoagulante lúpico também têm anticorpos anticardiolipina.