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Este artigo foi modificado pela última vez em 10 de Julho de 2017.

O que é?


Hepatite é uma inflamação do fígado, causada com maior frequência por vírus, mas também é possível que seja provocada por produtos químicos, medicamentos, álcool, doenças hereditárias ou distúrbios autoimunes. A inflamação pode ser aguda, resolvendo-se em algumas semanas ou meses, ou crônica, durando muitos anos. Uma hepatite crônica pode durar 20 anos ou mais antes de apresentar sintomas significativos como os causados por lesão hepática progressiva, como cirrose ou câncer hepático.

O fígado é um órgão vital localizado no quadrante superior direito do abdome. Tem muitas funções, como o processamento de nutrientes, produção de bile para facilitar a absorção de gorduras, síntese e muitas proteínas importantes, inclusive a maioria dos fatores da coagulação e transformação de substâncias tóxicas em inócuas que são usadas ou excretadas pelo corpo. Uma inflamação pode interferir nesses processos e resultar em acúmulo de substâncias tóxicas.

O quadro abaixo resume os tipos mais comuns de hepatite. Use os links para ler mais sobre cada tipo:

Tipo de hepatite Descrição Exemplos de causas
Viral Infecção com diversos tipos de vírus que provoca inflamação. Pode ser aguda ou crônica. As mais comuns são hepatite pelos vírus A, B e C.
Química ou induzida por medicamentos O fígado processa muitas substâncias para uso ou eliminação pelo corpo. Algumas podem causar hepatite. Exposição aguda ou crônica a álcool ou a paracetamol.
Hereditária Alguns genes mutados podem provocar doenças com lesão hepática. Doença de Wilson, hemocromatose, deficiência de alfa-1-antitripsina
Fígado gorduroso não alcoólico Depósitos de gordura no fígado deslocam o tecido hepático normal. Associado a síndrome metabólica
Autoimune Produção de anticorpos contra o tecido hepático. Associada a diabetes do tipo 1, síndrome de Sjögren

Sinais e sintomas


Os sinais e sintomas de hepatite independem da causa, mas variam entre pessoas e com a evolução da doença. Muitos têm sintomas brandos e vagos, que podem ser confundidos com os de um resfriado. Alguns dos mais comuns são:

  • Fadiga
  • Náuseas
  • Dor abdominal
  • Dores articulares
  • Prurido
  • Icterícia

Outros sintomas são perda do apetite, urina escura e fezes claras. Quando há complicações mais graves é possível ocorrer  acúmulo de líquido no abdome (ascite) e confusão mental. O exame físico pode mostrar um fígado aumentado e dolorido.

Nas hepatites crônicas, em geral não há sintomas, a não ser quando a lesão hepática está bastante evoluída.

Exames laboratoriais


Os exames laboratoriais são usados em diversas situações:

  • Exames bioquímicos gerais para detectar e avaliar inflamação e lesão hepática.
  • Exames de triagem usado para detectar hepatites virais, quando há exposição ou risco (uso de drogas ilegais, parceiros sexuais múltiplos) ou em doações de sangue.
  • Exames para diagnosticar a causa da hepatite.
  • Exames para monitorar a evolução da doença e orientar o tratamento.

Com frequência são pedidos os seguintes exames:

  • Alanine aminotransferase (ALT) - Enzima encontrada principalmente no fígado. É o melhor exame para detectar hepatite.
  • Aspartate aminotransferase (AST) - Enzima produzida no fígado e em outros tecidos, especialmente coração e outros músculos.
  • Fosfatase alcalina - Enzima encontrada em muitos tecidos. Os valores no sangue aumentam em doenças ósseas e quando há bloqueio do fluxo biliar.
  • Gama-glutamil transpeptidase (GGT) - Enzima muito sensível a alterações da função hepática. Ajuda a diferenciar causas de elevação da fosfatase alcalina. Se a GGT estiver aumentada, a elevação é consequência de doença hepática, e não de doença óssea.
  • Bilirrubina - Resíduo da destruição de hemácias velhas. Seu aumento causa icterícia e urina escura.
  • Albumina - Principal proteína plasmática produzida no fígado. A diminuição pode indicar doença hepática.
  • Proteínas totais - Medida da albumina e de todas as outras proteínas plasmáticas.
  • Tempo de protrombina - Medida de um grupo de fatores da coagulação produzidos no fígado. O aumento indica a gravidade da doença hepática.
  • Na biópsia hepática, uma agulha é inserida no fígado para retirar um pedaço de tecido, que é examinado ao microscópio. É o melhor exame para diagnóstico e avaliação da gravidade de doenças hepáticas. Como é invasivo, é usado apenas quando os outros exames não são suficientes.

Para informações sobre exames laboratoriais usados em tipos específicos de hepatite, siga os links do primeiro quadro do artigo, na página O que é?.

Procedimentos de imagem, como ultrassonografia e tomografia computadorizada, também são usados para exame do fígado e auxílio no diagnóstico e no tratamento.

Hepatites virais


Infecções virais são causas comuns de hepatite. Os cinco principais vírus responsáveis pela hepatite são nomeados na ordem de sua descoberta: A, B, C, D e E. Os três primeiros são os mais comuns. Hepatites provocadas pelos vírus B e C com frequência se tornam crônicas.

A hepatite A é muito contagiosa e é transmitida por água e alimentos contaminados com o vírus. Os sintomas variam de brandos, semelhantes aos de um resfriado, até o quadro clínico completo de hepatite. A doença é sempre aguda. Não existe uma forma crônica de hepatite A. Em 1995, foi desenvolvida uma vacina, que impede a doença e tem diminuído sua incidência. O tratamento envolve apenas medidas de suporte, e quase todos os pacientes se recuperam em cerca de seis meses.

A hepatite B é transmitida sexualmente, da mãe para o bebê durante o parto (transmissão vertical) ou por sangue ou agulhas contaminadas. É a hepatite viral mais frequente, e é endêmica em algumas regiões do mundo. A Organização Mundial de Saúde calcula que há dois bilhões de pessoas contaminadas no mundo, com 350 milhões de portadores crônicos, que são pessoas que não apresentam sintomas (assintomáticas) e podem  transmitir o vírus. No Brasil, progressos na vacinação de bebês e adultos têm reduzido a incidência de novas infecções.

A infecção aguda é tratada com medidas de suporte. Mais de 95% dos adultos se recuperam completamente, mas esse número é menor em crianças pequenas (30%) e em recém-nascidos (5%). Os pacientes que não se recuperam tornam-se portadores crônicos, podem apresentar reativações da doença e têm um risco aumentado de desenvolver cirrose hepática e câncer de fígado. Os portadores crônicos são tratados com antivirais e interferon, que reduzem a carga viral mas não eliminam o vírus.

A hepatite C é transmitida por exposição a sangue contaminado. Os meios mais comuns são o compartilhamento de agulhas e seringas por usuários de drogas injetáveis; exposição ocupacional de profissionais de saúde; da mãe para o bebê durante o parto; atividade sexual que resulta em feridas; e uso comum de barbeadores e escovas de dentes. A infecção com frequência é assintomática, mas de 75% a 85% dos pacientes desenvolvem hepatite crônica. Desses, de 5% a 20% desenvolvem cirrose hepática após muitos anos e têm um risco aumentado de câncer de fígado.

Ainda não existe uma vacina para hepatite C. O tratamento com antivirais e interferon pode curar a infecção e é recomendado para todos os pacientes com testes de função hepática alterados.

A hepatite D só ocorre em pessoas já infectadas com hepatite B, o que piora sua evolução. A combinação dos dois vírus aumenta o risco de cirrose e câncer de fígado. A infecção é mais comum no norte da África, no Oriente Próximo e no norte da América do Sul, e ocorre por exposição a sangue ou por agulhas infectadas.

A hepatite E tem transmissão e evolução semelhantes às da hepatite A. É grave especialmente em gestantes. Ocorre principalmente na Ásia, na África e na América do Sul.

Os sinais e sintomas de hepatites virais são os das hepatites em geral, descritos na seção Sinais e sintomas.

Exames laboratoriais
Há uma variedade de exames de pesquisa e medida de anticorpos ou de antígenos usados para diagnosticar e monitorar as hepatites virais. O quadro abaixo resume algumas informações. Para mais detalhes veja as páginas sobre hepatite A, hepatite B e hepatite C .

 

Resumo: hepatites virais mais comuns

Vírus Hepatite A Hepatite B Hepatite C
Transmissão Fecal-oral Sangue, agulhas infectadas, contato sexual Sangue, agulhas infectadas, contato sexual
Tempo de incubação 15-50 dias 45-160 dias 14-180 dias
Início Súbito Súbito ou lento, despercebido Em geral lento, despercebido
Gravidade Branda Ocasionalmente grave Em geral, há sintomas inespecíficos de desenvolvimento lento
Forma crônica? Não Sim Sim
Associada a outras doenças? Não Cirrose hepática, câncer de fígado Cirrose hepática, câncer de fígado
Exames para diagnóstico da infecção aguda HAV-Ab IgM HBsAg, Anti-HBc IgM Anti-HCV, HCV RNA (mesmos resultados na hepatite crônica)
Exames para diagnóstico da infecção crônica e para monitorar o tratamento N/A HBsAg, HBV DNA, HBeAg, Anti-HBe Anti-HCV (uma vez), HCV RNA ou carga viral, genótipo do HCV (uma vez)
Exames para detectar infecção anterior HAV-Ab IgG Anti-HBs, Anti-HBc total Anti-HCV
Existe vacina? Sim Sim Não
Tratamento comum Nenhum Forma crônica - interferon, entecavir, tenofovir, epivir, adefovir Forma crônica - interferon (em geral, com ribavirina)

Abreviações usadas

HAV-Ab = anticorpos anti-hepatite A
Anti-HBs = anticorpos antiantígeno de superfície da hepatite B
HBsAg = antígeno de superfície da hepatite B
HBeAg = antígeno "e" da hepatite B
Anti-HBe = anticorpos antiantígeno “e” da hepatite B
Anti-HBc = anticorpos antiantígeno nuclear da hepatite B
HBV DNA = vírus da hepatite B (pesquisa de material genético do vírus)
Anti-HCV = anticorpos anti-hepatite C
HCV RNA = vírus da hepatite C (pesquisa de material genético do vírus)
HCV carga viral = medida da quantidade de vírus da hepatite C no sangue
Genótipo do HCV = determina o tipo de hepatite C (um em seis tipos)

Prevenção
A incidência de novos casos de hepatites virais está sendo reduzida pelo uso de técnicas seguras de injeção e de práticas sexuais também seguras, importantes para a prevenção das hepatites B e C, e pela disponibilidade de vacinas para hepatites A e B. A triagem de doadores praticamente eliminou infecções por transfusão de sangue. Os programas de vacinação de bebês e crianças diminuem muito a incidência de novos casos de hepatites A e B.

Tratamento
Suporte e alívio sintomático são em geral os únicos tratamentos necessários para hepatites agudas, envolvendo repouso, reposição de líquidos e boa nutrição. Nas formas crônicas, o tratamento procura reduzir a lesão hepática progressiva e evitar a transmissão da doença para outras pessoas. Há medicamentos disponíveis para tratamento das hepatites B e C crônicas, mas nem todas as pessoas precisam ser tratadas e os medicamentos podem ter efeitos colaterais sérios. É necessário fazer um acompanhamento cuidadosa para detectar a ocorrência de cirrose hepática ou de câncer de fígado.

Hepatites induzidas por produtos químicos e medicamentos


O fígado é responsável pelo metabolismo do álcool e de muitos produtos químicos e medicamentos. Essas substâncias são modificadas no fígado para uso ou eliminação pelo corpo. Algumas podem causar lesão hepática quando a pessoa é exposta a elas. A hepatite tóxica pode ocorrer imediatamente ou até dias após a exposição à substância, ou, então, ocorrer lentamente com exposição repetida.

Paracetamol (ou acetaminofeno) é um medicamento de venda livre muito usado que pode causar hepatite tóxica. Em doses terapêuticas, é útil para alívio da dor e da febre, mas em doses muito altas, especialmente em combinação com álcool, há possibilidade de provocar insuficiência hepática aguda, um distúrbio que apresenta risco de vida.

O consumo excessivo de álcool é uma causa comum de hepatite tóxica, que pode ser crônica, sem sintomas e reversível com a suspensão do uso de álcool; progressiva, com o uso continuado de bebida alcoólica, que provoca cirrose hepática; ou aguda, após ingestão de grande quantidade de álcool, com sintomas graves e risco de vida.

Muitos medicamentos podem causar hepatite em algumas pessoas, de modo aparentemente aleatório. Não é possível prever esse efeito. Ele parece estar relacionado com idiossincrasias ou reações alérgicas ao medicamento. Ocorre com anestésicos, antibióticos, anabolizantes, anticonvulsivantes e outros.

Os sinais e sintomas de hepatite tóxica são os das hepatites em geral, descritos na seção Sinais e sintomas.

Exames laboratoriais
Além dos exames gerais usados para avaliar a função hepática em hepatites, também são úteis as dosagens das substâncias envolvidas em hepatites tóxicas, como a dosagem de etanol ou de outras substâncias que podem ter causado a hepatite.

Tratamento
Não há tratamento específico para as hepatites tóxicas. O uso da substância causadora deve ser suspenso imediatamente, para permitir a recuperação espontânea do fígado, que pode demorar meses. Alguns casos evoluem para cirrose e insuficiência hepática.

A intoxicação por paracetamol é contida com o uso de N-acetilcisteína em 24 horas após a ingestão.

Hepatites hereditárias


Algumas doenças hereditárias podem provocar hepatite aguda ou crônica, como:

  • Hemocromatose - Doença hereditária associada a absorção excessiva e acúmulo de ferro no corpo. O excesso de ferro causa lesão hepática progressiva.
  • Deficiência de alfa-1-antitripsina - Também é uma doença hereditária relativamente comum, e pode resultar em quadros de hepatites agudas ou crônicas. Há também um aumento do risco de cirrose hepática e de câncer de fígado.
  • Na doença de Wilson, há acúmulo de cobre nos tecidos, que provoca alterações neurológicas e lesão hepática progressiva ou aguda.

Siga os links de cada doença para obter mais detalhes.

Exames laboratoriais
Uma história familiar de doença hepática gera a suspeita de um distúrbio hereditário. Conheça alguns exames úteis:

  • Exames do ferro, como ferro sérico - A capacidade de ligação do ferro e ferritina ajudam no diagnóstico de hemocromatose.
  • A dosagem de alfa-1-antitripsinal revela a deficiência da enzima.
  • As dosagens de ceruloplasmina e de cobre fazem parte da investigação da doença de Wilson, em que diminui a concentração sanguínea de ceruloplasmina e aumenta a de cobre.
  • Testes genéticos – Alguns desses pesquisam mutações que podem causar certos tipos de hepatite. A pesquisa de mutações do gene HFE, por exemplo, ajuda o diagnóstico de hemocromatose.
  • Biópsia hepática - O exame microscópico de uma amostra de tecido hepático auxilia no diagnóstico.

Tratamento
Não há cura para as doenças hereditárias que afetam o fígado. O tratamento depende da doença. Por exemplo, o tratamento da hemocromatose hereditária envolve flebotomias periódicas para retirar ferro do corpo. A doença de Wilson é tratada com dieta pobre em cobre e medicamentos (quelantes) que eliminam cobre do corpo e evitam sua absorção. Para mais detalhes, siga os links de cada doença.

Fígado gorduroso não alcoólico


Uma das causas mais comuns de hepatite crônica é o acúmulo excessivo de gordura no fígado. Isso acontece em pessoas que bebem muito álcool, mas pode ocorrer em outras circunstâncias. É normal que o fígado contenha alguma gordura, mas se apresentar mais de 10% de gordura é considerado um fígado gorduroso. Observa-se com maior frequência em pessoas com síndrome metabólica, uma combinação de problemas de saúde que inclui obesidade, especialmente obesidade abdominal, hipertensão arterial, níveis sanguíneos altos de triglicerídeos e baixos de colesterol HDL, resistência à insulina e diabetes do tipo 2.

Em geral, o fígado gorduroso não causa problemas nem sinais e sintomas. A evolução é lenta, durante anos, com a ingestão de calorias em excesso. Os primeiros sinais de inflamação aparecem quando há um aumento discreto do fígado e resultados alterados de exames de rotina. Em alguns casos, o acúmulo de gordura provoca inflamação grave e fibrose do fígado, progredindo para insuficiência hepática.

Sinais e sintomas
Quando estão presentes, são brandos, mas podem ser semelhantes aos de hepatite em geral, descritos na seção Sinais e sintomas.

Exames
Exames laboratoriais de rotina podem mostrar alterações e ser a primeira indicação de doença. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética permitem avaliar a gordura hepática e outras alterações. A biópsia hepática confirma o diagnóstico.

Tratamento
Não há tratamento específico. Algumas providências podem melhorar o estado do fígado:

  • Perda de peso, em obesos
  • Bom controle da glicemia, em diabéticos
  • Controle dos níveis sanguíneos de colesterol e triglicerídeos
  • Abstinência de álcool
  • Alguns estudos sugerem que medicamentos que diminuem a resistência à insulina podem ser úteis

Hepatite autoimune


Hepatites autoimunes geralmente são formas crônicas que, com frequência, causam lesão hepática progressiva. Entretanto, de 10% a 20% dos casos podem se apresentar como uma hepatite aguda. São mais comuns em mulheres que em homens. Segundo a American Liver Foundation, dos EUA, 70% das pessoas afetadas são mulheres de 15 a 40 anos de idade.

Há duas formas comuns. A mais frequente é o tipo I, que afeta predominantemente mulheres jovens e pode estar associado a outros distúrbios autoimunes, como diabetes do tipo 1, colite ulcerativa e síndrome de Sjögren. O tipo II é mais raro e afeta principalmente meninas de 2 a 14 anos.

Os sinais e sintomas são os das hepatites em geral, descritos na seção Sinais e sintomas.

Exames laboratoriais
Podem ser pesquisados diversos autoanticorpos para diagnóstico de hepatite autoimune e distúrbios autoimunes associados, como:

Em geral, pessoas com hepatite autoimmune do tipo I têm ANA, SMA, ou ambos, e pessoas com hepatite do tipo II têm anti-LKM.

Tratamento
O tratamento das hepatites autoimunes envolve o uso de medicamentos imunossupressores, como prednisona e azatioprina, que não são eficazes em todos os casos. A doença pode ser controlada, mas não curada. Após três anos de tratamento, 70% dos pacientes entram em remissão durante períodos variáveis, mas são frequentes as recidivas (a doença volta se manifestar).

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Exames: hepatite A, hepatite B, hepatite C, AST, ALT, fosfatase alcalina, albumina, bilirrubinas, tempo de protrombina, proteínas totais, autoanticorpos, anticorpos anti-núcleo, anticorpos anti-músculo liso, etanol, drogas de abuso,
Estados clínicos/Doenças: alcoolismo, doenças hepáticas, síndrome metabólica, resistência à insulina, distúrbios autoimunes

Em outros sites da internet
National Digestive Disease Information Clearinghouse: Hepatitis
American Association for the Study of Liver Diseases: Patient Information
CDC, National Center for Infectious Diseases: Viral Hepatitis
Wilson's Disease Association
Mayo Clinic: Nonalcoholic fatty liver disease
American Hemachromatosis Society: Testing and Treatment
UCSF Medical Center: Toxic Hepatitis
National Human Genome Research Institute: Alpha 1 antitrypsin Deficiency

Fontes do artigo

NOTA: Este artigo se baseia em pesquisas que incluíram as fontes citadas e a experiência coletiva de Lab Tests Online Conselho de Revisão Editorial. Este artigo é submetido a revisões periódicas do Conselho Editorial, e pode ser atualizado como resultado dessas revisões. Novas fontes citadas serão adicionadas à lista e distinguidas das fontes originais usadas.

Fontes usadas na revisão atual

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