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20 de Setembro de 2017.

O que é?


O câncer de próstata é o segundo câncer mais comum em homens, depois do câncer de pele. Nos EUA, 186 mil novos casos são diagnosticados e 29 mil pacientes morrem por ano. O risco é maior em homens com história familiar da doença e aumenta com a idade. Mais de 70% dos casos são diagnosticados em homens com mais de 65 anos de idade.

A próstata é uma pequena glândula em forma de noz que circunda a uretra masculina. Sua secreção faz parte do sêmen. O câncer de próstata pode permanecer localizado no interior da próstata durante muitos anos, sem causar sintomas. Na maioria dos casos, o tumor tem crescimento lento, e os sintomas só ocorrem quando há compressão da uretra, que causa, por exemplo, micção frequente, especialmente à noite, urina ou sêmen com sangue ou pus e desconforto lombar, pélvico ou na parte superior das coxas. Esses sintomas, entretanto, podem ocorrer com outros problemas, como hipertrofia benigna da próstata, infecção urinária, prostatite aguda ou doenças transmitidas sexualmente.

A hipertrofia benigna da próstata é muito comum em idosos. De acordo com a American Urological Association, dos EUA, ela afeta até 90% dos homens com 80 anos de idade. Não é causa do câncer de próstata, mas as duas doenças podem coexistir. Os médicos devem avaliar se os sintomas de um paciente são devidos a câncer de próstata, hiperplasia benigna ou outra doença. Além disso, têm que determinar a importância clínica de um câncer diagnosticado. Se o câncer de próstata for um tumor localizado de crescimento lento, pode não causar problemas para a pessoa. Diz-se que “muitos homens morrem com câncer de próstata, mas não por causa dele”. Além disso, o tratamento tem efeitos colaterais desagradáveis, como disfunção erétil e incontinência urinária.

Entretanto, alguns tumores crescem agressivamente e se disseminam na região pélvica e além, e outros de crescimento lento crescem o suficiente para causar sintomas e precisar de tratamento. É papel do médico diagnosticar o câncer, determinar sua velocidade de expansão e decidir, junto com o paciente, o que fazer e quando.

Exames


O diagnóstico de câncer de próstata é feito por exame ao microscópio de amostras de biópsia. Se for confirmado, são usados exames de imagem, como ultrassonografia, para determinar a extensão do tumor (estágio) e o grau de anormalidade das células. Quanto mais anormais são as células do tumor, maior é a probabilidade do câncer ser agressivo.

O exame retal digital é o primeiro usado para determinara a necessidade de uma biópsia de próstata. O médico insere um dedo enluvado no reto para detectar por palpação anormalidades do reto e da próstata.

Exames laboratoriais
Exames laboratoriais são usados para triagem de câncer de próstata em pacientes sintomáticos ou assintomáticos, para monitorar o resultado do tratamento e para detectar recorrências.

Podem incluir:

Exames de imagem:

  • Ultrassonografia – Uma ultrassonografia transretal pode ser usada para determinar o tamanho da próstata e para orientar a agulha durante a biópsia
  • Tomografia computadorizada – Avaliar a extensão do tumor
  • Ressonância magnética – Para avaliar a extensão do tumor
  • Cintilografia óssea – Pesquisar metástases ósseas
  • Tomografia por emissão de pósitrons – Usada ocasionalmente para detectar metástases

Tratamento


O tratamento mais adequado depende do estágio e do grau do tumor. Quando o câncer está limitado à próstata, não causa sintomas e tem crescimento lento, pode ser acompanhado regularmente sem tratamento imediato. Essa estratégia de “espera atenta” pode ser mantida durante muitos anos.

Quando há necessidade de intervenção, é adotada uma combinação de cirurgia, radioterapia e terapia hormonal. A cirurgia pode remover todo o tumor ou melhorar a micção em casos mais avançados. A criocirurgia congela e mata o tecido afetado com nitrogênio líquido. A radioterapia é feita com a aplicação de raios de fora do corpo ou com a inserção de “sementes” radioativas na próstata. É possível ser combinada ao tratamento com hormônios para aliviar a dor.

O tratamento com hormônios é empregado com mais frequência para tratar câncer metastático. Não cura, mas oferece a possibilidade de reduzir tumores, aliviar os sintomas e estender a vida do paciente. É usado também em estágios menos avançados, isolado ou com radioterapia, para diminuir tumores antes da cirurgia. A quimioterapia é pouco empregada em câncer de próstata, em casos avançados que não respondem ao tratamento hormonal.

Os efeitos colaterais mais frequentes do tratamento do câncer de próstata são disfunção erétil e incontinência urinária. O tratamento hormonal aumenta o risco de osteoporose.

Estão sendo pesquisadas e desenvolvidas novas opções de detecção e tratamento. O paciente deve discutir com seu médico para tomar suas decisões.

Páginas relacionadas


Neste site
Exames: antígeno específico prostático (PSA), urinálise, cultura de urina
Estados clínicos/Doenças: hiperplasia benigna da próstata, infecção urinária
Triagens: adultos (30-49 anos), adultos (50 anos ou mais)

Em outros sites da Internet
National Cancer Institute: What You Need to Know about Prostate Cancer
National Cancer Institute: Fact Sheet, Prostate-Specific Antigen (PSA) Test
American Cancer Society: Detailed Guide, Prostate Cancer
American Cancer Society: Prostate Cancer
Centers for Disease Control and Prevention: Prostate Cancer
American Urology Association, Urologyhealth.org: Adult Conditions
National Comprehensive Cancer Network: Making Treatment Decisions, Prostate Cancer

Fontes do artigo

NOTA: Este artigo se baseia em pesquisas que incluíram as fontes citadas e a experiência coletiva de Lab Tests Online Conselho de Revisão Editorial. Este artigo é submetido a revisões periódicas do Conselho Editorial, e pode ser atualizado como resultado dessas revisões. Novas fontes citadas serão adicionadas à lista e distinguidas das fontes originais usadas.

Fontes usadas na revisão atual

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Fontes usadas em revisões anteriores

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