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Este artigo foi modificado pela última vez em 04 de Dezembro de 2018.
Exames de triagem durante a gravidez

Exames laboratoriais fornecem informações úteis desde o momento em que a mulher considera a gravidez até os dias iniciais do bebê. Alguns exames são feitos como rotinas em períodos específicos da gestação. Outros são pedidos quando necessário para detectar e avaliar problemas que podem ocorrer durante a gravidez ou são escolhidos com base na história clínica dos pais

A tabela abaixo relaciona os exames mais comuns usados durante a gravidez:

O médico e fontes confiáveis podem ajudar a compreender os riscos e benefícios de cada exame.
finalidade nome do exame porque é feito quando quem (amostra)
Testes genéticos para doenças hereditárias Testes genéticos para hemoglobinopatias Verificam se os pais são portadores de hemoglobinopatias e determinam o risco do bebê ter a doença Antes da concepção ou no primeiro trimestre Mãe e pai (sangue)
Testes genéticos para fibrose cística Verificam se os pais são portadores de fibrose cística e determinam o risco do bebê ter a doença Antes da concepção ou no primeiro trimestre Mãe e pai (sangue)
Testes genéticos para outras doenças hereditárias Verificam se os pais são portadores de outras doenças hereditárias e determinam o risco do bebê ter a doença Antes da concepção ou no primeiro trimestre Mãe e pai (sangue)
Exames associados a problemas de saúde da mãe que podem afetar a gravidez Imunidade para rubéola Verifica a imunidade ao vírus, que pode causar defeitos congênitos Antes da concepção ou no primeiro trimestre Mãe (sangue)
Pesquisa de anticorpos anti-HIV Pesquisa de infecção pelo HIV para tomar providências para diminuir o risco de infecção do bebê Antes da concepção ou no primeiro trimestre; pode ser repetida no terceiro trimestre, se houver risco Mãe (sangue)
Pesquisa de gonorreia, clamídia e sífilis Pesquisa de doenças transmitidas por sexo, que podem causar aborto ou infectar o bebê durante o parto Antes da concepção ou no primeiro trimestre; pode ser repetida no terceiro trimestre, se houver risco Mãe (células do colo uterino, urina ou sangue, dependendo do exame)
Papanicolaou Detecta células anormais, inflamação e doenças infecciosas. Antes da concepção ou no primeiro trimestre Mãe (células do colo uterino)
Pesquisa de hepatite B Detecta infecção pelo vírus da hepatite B Antes da concepção ou no primeiro trimestre; pode ser repetida no terceiro trimestre, se houver risco Mãe (sangue)
Pesquisa de varicela zoster Verifica imunidade para catapora, que pode causar defeitos congênitos Antes da concepção ou no primeiro trimestre Mãe (sangue)
TORCH Pesquisa toxoplasmose e outras infecções que podem causar defeitos congênitos Antes da concepção ou no primeiro trimestre, se houver suspeita Mãe (sangue)
Vaginose bacteriana Detecta infecção, que pode causar parto prematuro Antes da concepção ou quando houver sintomas Mãe (secreção vaginal)
Cultura de urina Detecta infecção urinária, que aumenta o risco de parto prematuro Primeira consulta pré-natal ou com 12 a 16 semanas de gravidez; pode ser repetida no terceiro trimestre Mãe (urina)
Pesquisa de estreptococos do grupo B Detect infection, which can harm the baby during birth and infect the mother’s uterus, urinary tract, and any incision made during a cesarean section Com 35 a 37 semanas de gravidez Mãe (amostras das áreas vaginais e retais)
Monitoração da gravidez Teste de gravidez Confirma a gravidez Primeiro trimestre Mãe (sangue)
Pesquisa de açúcar e proteína na urina Pesquisa sinais de diabetes gestacional ou de pré-eclampsia Em todas as consultas pré-natais Mãe (urina)
Hemoglobina Pesquisa de anemia Antes da concepção ou no primeiro trimestre; repetida no terceiro trimestre Mãe (sangue)
Grupo sanguíneo e pesquisa de anticorpos Verifica incompatibilidade potencial entre os grupos sanguíneo do bebê e da mãe Primeiro trimestre, repetido com 28 semanas de gestação Mãe (sangue)
Glicemia e curva glicêmica Pesquisa diabetes gestacional Com 24 a 28 semanas de gestação Mãe (sangue)
Contagem de plaquetas Detecta contagens baixas, que podem estar relacionadas com risco de sangramento anormal durante o parto Terceiro trimestre Mãe (sangue)
Pesquisa de anormalidades ou risco de anormalidades fetais Triagem de síndrome de Down e outras anomalias cromossômicas Avalia o risco de anomalias cromossômicas, como a síndrome de Down Com 10 a 13 semanas de gravidez Mãe (sangue e ultrassonografia)
Triagem tripla ou quádrupla Avalia o risco de certas anomalias cromossômicas e de defeitos do tubo neural Com 15 a 20 semanas de gestação Mãe (sangue)
Vilosidades coriônicas Detecção de anomalias cromossômicas no feto Com 10 a 12 semanas de gravidez, se recomendado Mãe (células da placenta)
Amniocentese Detecta alguns defeitos congênitos e anomalias cromossômicas Com 15 a 20 semanas de gravidez, se recomendado Mãe (líquido amniótico)
Cordocentese Detecta anomalias cromossômicas, distúrbios sanguíneos e algumas infecções Com 18 a 22 semanas de gravidez, se recomendado Mãe e feto (sangue obtido de uma veia do cordão umbilical)
Maturidade fetal Amniocentese Verifica o desenvolvimento pulmonar do feto Após 32 semanas de gestação, se houver risco de prematuridade Mãe (líquido amniótico)
Fibronectina fetal Resultados negativos preveem que NÃO ocorrerá parto prematuro nos próximos 7 a 14 dias Com 26 a 34 semanas de gravidez, se houver sintomas Mãe (cervical or vaginal fluid sample)
Antes da concepção
  • Resumo

    Quando uma mulher considera ter um filho, ela e o futuro pai devem consultar seus médicos. Como base nas histórias clínicas e familiares, alguns exames podem ser recomendados para garantir uma gestação mais saudável possível. Esses exames incluem testes genéticos para alguns distúrbios hereditários e para avaliar o risco do bebê apresentar um deles.

    Alguns testes que podem ser oferecidos à mulher e a seu parceiro para avaliar o risco de doenças hereditárias são:

    • Testes genéticos para outras doenças hereditárias
    • Testes genéticos para hemoglobinopatias
    • Teste genético para fibrose cística
       

    Outros exames que podem ser recomendados quando a mulher está considerando a gravidez ou na primeira visita pré-natal são:

    • Imunidade para rubéola
    • Pesquisa de anticorpos anti-HIV
    • Pesquisa de gonorreia, clamídia e sífilis
    • Papanicolaou
    • Pesquisa de hepatite B
       

    Mulheres com problemas de saúde como diabetes ou hipertensão arterial devem receber tratamento antes de engravidarem, para manterem a doença sob controle na concepção e durante a gestação, o que diminui a probabilidade de defeitos congênitos e de abortos.

  • Testes genéticos para doenças hereditárias

    Há muitas doenças relacionadas com alterações do código genético, mas a maioria delas é rara. Alterações de genes (mutações) podem prejudicar a formação ou provocar alterações de proteínas importantes, afetar funções corporais e provocar doenças específicas. Algumas mutações causadoras de doenças são recessivas, e algumas são dominantes. Outras afetam genes situados no cromossomo X e, quando recessivas, provocam doenças quase que exclusivas de homens. Existem mutações que são mais frequentes em pessoas de determinada região ou etnia. Por exemplo, a anemia falciforme é mais comum entre descendentes de determinada região da África. As talassemias são mais comuns em descendentes de pessoas de regiões em torno do mar Mediterrâneo. Judeus do leste europeu (asquenazes) têm um risco maior de serem portadores de genes das doenças de Tay-Sachs, Gaucher e Canavan.

    A pesquisa de genes que causam doenças é uma opção pessoal. Quando há uma história familiar ou quando a pessoa tem origem em um grupo com alta incidência de uma mutação, pode preferir fazer uma investigação de si próprio e do cônjuge antes da concepção ou durante a gestação, com orientação de um conselheiro genético, para verificar o risco do bebê apresentar uma doença hereditária. Para mais informações sobre genética e testes genéticos, veja O universo dos testes genéticos.

  • Distúrbios hereditários da hemoglobina

    A hemoglobina é uma proteína encontrada nas hemácias que transporta oxigênio dos pulmões para todas as células do corpo. É formada pelo heme, uma parte que contém ferro, e quatro cadeias proteicas. A formação da hemoglobina é controlada por diversos genes. Alguns determinam a estrutura e outros a velocidade de síntese das cadeias proteicas.

    Em doenças chamadas talassemias, a velocidade de formação de hemoglobina é retardada. A herança de um ou mais genes de talassêmicos resulta na produção de hemácias menores que o normal e anemia de intensidade variável. As talassemias são mais comuns em pessoas com origem no mar Mediterrâneo e no sul da Ásia.

    As hemoglobinopatias são causadas por mutações que produzem uma alteração das moléculas de hemoglobina. A mais comum é a anemia falciforme, uma doença com anemia, susceptibilidade a infecções e tromboses. Portadores não têm anemia, mas transmitem os genes para os filhos. Para uma criança apresentar anemia falciforme, ele precisa herdar dois genes, um de cada pai. A anemia falciforme é mais frequente em pessoas de origem africana.

    Mulheres com história familiar de hemoglobinopatias ou talassemias podem necessitar de aconselhamento e um estudo genético antes de engravidar.

  • Fibrose cística

    A fibrose cística é um distúrbio hereditário recessivo relativamente comum. Já foram identificadas mais de 1.000 mutações diferentes do gene da doença, mas apenas algumas são comuns. Uma em cada 25 pessoas de origem europeia é portadora de um gene de fibrose cística. Os portadores não têm a doença, mas transmitem o gene anormal para metade de seus filhos. Quando o pai e a mãe são portadores, há uma probabilidade de 25% de um filho herdar dois genes anormais e ter a doença, o que ocorre com um em cada 2.000 ou 3.000 bebês na Europa. Falta a essas crianças uma substância importante para o transporte de sódio e cloro através de membranas epiteliais, o que causa espessamento de secreções, especialmente nos pulmões e no pâncreas, provocando obstrução de brônquios e de ductos pancreáticos, infecções respiratórias frequentes e problemas digestivos.

    A pesquisa de portadores de fibrose cística é feita geralmente em pessoas com história familiar da doença. Os laboratórios pesquisam cerca de 25 mutações mais comuns, mas uma mutação identificada em uma família específica pode ser pesquisada isoladamente.

    Quando os dois pais são portadores, a doença pode ser confirmada ou excluída no feto com o exame de células obtidas por biópsia de vilosidades coriônicas (10 a 12 semanas de gravidez) ou por amniocentese (15 a 20 semanas de gravidez).

  • Imunidade para Rubéola (Sarampo Alemão)

    A Rubéola é causada por um vírus que é transmitido de pessoa a pessoa através da tosse ou de espirros. Qualquer contato com secreções nasais ou respiratórias de alguém  nfectado pode transmitir o vírus. Mulheres que tiveram infecção por rubéola ou foram vacinadas contra essa doença apresentarão anticorpos no sangue que, usualmente, irão prevenir que elas adquiram a infecção uma segunda vez. Esses anticorpos também protegem o bebê contra o vírus. Esta proteção é chamada imunidade.

    Infecções por rubéola durante a infância em geral apresentam sintomas leves. Entretanto, se uma mulher for infectada com rubéola durante os três primeiros meses de gestação e não possuir imunidade ao vírus, o bebê corre o risco de apresentar graves defeitos congênitos ou morrer.

    Todas as mulheres que estejam pensando em engravidar pela primeira vez ou aquelas que já estão na sua primeira gestação devem ser testadas para verificar se possuem essa imunidade. Uma amostra de sangue é testada para ver se existe uma quantidade de anticorpos suficiente no sangue para proteger a gestante e o feto. Se a mulher não possuir anticorpos suficientes e não estiver grávida, ela pode ser vacinada contra a rubéola. Após a vacinação, deve-se aguardar de dois a três meses para engravidar.

    A vacina contra a rubéola é composta por uma forma de vírus vivo atenuado da rubéola e não pode ser administrada a uma mulher grávida. Se uma gestante não possuir anticorpos suficientes para proteger a ela e ao bebê, será orientada pelo médico a evitar contatos com qualquer pessoa com sintomas de rubéola durante toda a sua gestação. Ela deve procurar orientação com o médico sobre a melhor época para se iniciar o protocolo de vacinação após o parto, de maneira que o próximo bebê esteja protegido.

  • Pesquisa de HIV

    O tratamento da infecção pelo HIV durante a gravidez melhora a saúde da gestante e pode evitar a transmissão para o bebê. A triagem de HIV pesquisa anticorpos no sangue da mãe. Após a infecção, o exame fica positivo em pelo menos 90% dos casos em três meses, e em mais de 99% após seis meses. Qualquer resultado positivo é automaticamente confirmado no laboratório, usando outra técnica.

    Um exame negativo significa que não há infecção ou que a quantidade de anticorpos ainda não é suficiente para a detecção. Em mulheres que praticam atividades de risco, como sexo não protegido e uso de drogas intravenosas, o exame deve ser repetido durante a gravidez.

  • Gonorreia, clamídia e sífilis

    Gonorreia, clamídia e sífilis são três doenças transmitidas sexualmente causadas por bactérias. Em gestantes, elas podem provocar aborto ou infectar o bebê antes ou durante o parto. A criança pode ter problemas sérios, como infecções nos olhos, nas articulações ou no sangue, cegueira ou problemas respiratórios, alguns com risco de vida. A saúde da mãe e a do bebê podem ser protegidas com tratamento com antibióticos durante a gravidez.

    Os exames para clamídia e gonorreia pesquisam a própria bactéria em amostras (suabes) obtidas no colo uterino ou na urina.

    Os exames para sífilis pesquisam anticorpos produzidos em resposta à infecção, e não distinguem se a infecção é atual ou passada.

    Os exames de gestantes que mantêm comportamentos de risco devem ser repetidos no terceiro trimestre.

  • Papanicolaou

    O teste de Papanicolaou é usado para examinar células do colo uterino, em busca de câncer, alterações pré-cancerosas, inflamação e algumas doenças transmitidas sexualmente. Costuma ser feito em intervalos recomendados pelo ginecologista. Se algum tempo se passou após o último exame, ou se houver dúvidas a respeito do estado do colo do útero, pode ser feito no início da gravidez. A mesma amostra pode ser usada para pesquisa de papilomavírus.

Primeiro trimestre
  • Resumo

    Na primeira consulta pré-natal, que em geral ocorre no primeiro trimestre da gravidez, o médico costuma pedir exames relacionados com infecções ou outros problemas que podem afetar a mãe ou o bebê, se esses exames não foram feitos em uma avaliação antes da concepção.

    • Imunidade para rubéola
    • Pesquisa de anticorpos anti-HIV
    • Pesquisa de gonorreia, clamídia e sífilis
    • Papanicolaou
    • Pesquisa de hepatite B
    • Imunidade para varicela zoster
    • TORCH, quando há suspeita de toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, herpes simples ou outras infecções que podem causar defeitos congênitos
    • Vaginose bacteriana, se houver sintomas
       

    Além desses, podem ser pedidos:

    • Teste de gravidez
    • Pesquisa de açúcar e proteína na urina
    • Cultura de urina
    • Hemoglobina
    • Grupo sanguíneo e pesquisa de anticorpos
    • Triagem para síndrome de Down
       

    Quando há risco de anomalias cromossômicas ou genéticas, pode ser oferecida:

    • Coleta de vilosidades coriônicas 
  • Teste de Gravidez

    Se a gravidez é somente uma suspeita, ou se foi realizado um teste “caseiro” (de farmácia), então deve ser solicitado um teste de gravidez  para confirmação.

    Todos os testes de gravidez medem a mesma substância, a gonadotrofina coriônica humana (hCG), um hormônio que é produzido pela placenta quando a mulher está grávida. A quantidade de hCG produzido durante a gestação dobra a cada dois a três dias e depois nivela no segundo ou terceiro mês de gestação. Um teste qualitativo de urina e um de gravidez no sangue podem detectar o hCG de forma muito precoce, de alguns dias a duas semanas após a concepção.

    O teste de gravidez quantitativo no sangue mede a quantidade de hCG presente. Cada mulher produz o hormônio em taxas discretamente diferentes, mas as mulheres com gravidez normal devem ter concentrações de hCG que se encontram dentro de intervalos estabelecidos para cada semana de gestação. Os testes de hCG quantitativos devem ser repetidos a cada dois dias se existir algum problema com a gravidez, para procurar mudanças na concentração do hCG.

    Um nível de hCG menor do que o esperado pode ser devido a um cálculo de idade gestacional incorreto ou a um problema no desenvolvimento fetal, o que pode levar a um aborto. O teste deve ser repetido ou realizado um exame ultrassonográfico para comparar o tamanho do bebê em desenvolvimento com as medidas de tamanho esperadas para aquele tempo de gestação. Pacientes com gravidez ectópica terão valores mais baixos e que irão aumentar mais devagar que o esperado. Pacientes com alguma deficiência na gestação podem apresentar níveis de hCG estagnados ou em queda.

  • Vaginose bacteriana

    Vaginose bacteriana, um crescimento excessivo da flora normal da vagina, que causa corrimento vaginal, é relativamente comum em mulheres, grávidas ou não. Durante a gravidez, se não for tratada, pode causar infecção do líquido amniótico, rompimento prematuro das membranas, parto prematuro, doença inflamatória pélvica e peso baixo do bebê. Não é pesquisada de rotina, mas deve ser avaliada sempre que houver sintomas.

    Os sinais e sintomas de vaginose incluem:

    • Corrimento vaginal turvo
    • Presença de células epiteliais revestidas por bactérias
    • Odor característico quando é adicionado hidróxido de potássio à secreção
    • Diminuição da acidez vaginal (pH > 4,5)

    O diagnóstico de vaginose é feito em mulheres com pelo menos três dos sinais acima. O distúrbio desaparece após tratamento com antibióticos.

  • Hemoglobina

    Hemoglobina é uma proteína das hemácias que transporta oxigênio dos pulmões para todas a células do corpo. Uma diminuição da quantidade de hemoglobina (e do número de hemácias) no sangue é chamada anemia.

    A causa mais comum de anemia durante a gravidez é carência de ferro. As necessidades do feto se somam às necessidades da mãe e, se o suprimento de ferro na alimentação não for suficiente, ocorre anemia, que causa cansaço e falta de ar na mãe, e prejudica o desenvolvimento do feto e o parto.

    Em geral, a dosagem de hemoglobina é feita como parte do hemograma, que mede também o hematócrito e as contagens de hemácias, plaquetas e leucócitos.

    Quando é detectada anemia em uma gestante, devem ser feitos diversos outros exames para determinar a causa e o tratamento adequado.

  • Pesquisa de hepatite B

    Pessoas com hepatite B aguda têm sinais e sintomas como fadiga, náuseas e icterícia. A maioria fica boa sem tratamento, mas cerca de 1% a 3% se tornam portadores assintomáticos do vírus. Estas têm um risco alto de lesão hepática progressiva e de câncer de fígado.

    A doença é detectada com a pesquisa do antígeno de superfície da hepatite B (HBsHg). Este exame detecta uma proteína do vírus antes mesmo de aparecerem sintomas, e em portadores assintomáticos.

    É importante detectar o vírus antes da concepção ou no início da gravidez, porque recém-nascidos são especialmente vulneráveis, e 90% dos infectados se tornam portadores. Se a infecção for detectada na mãe, o bebê pode ser tratado desde o nascimento para minimizar o risco do desenvolvimento de hepatite crônica.

    Um exame negativo significa que não há infecção ou que a quantidade do antígeno é muito pequena para ser detectada. Se a mãe mantiver atividades de risco, como sexo sem proteção ou uso de drogas intravenosas, o exame deve ser repetido durante a gravidez.

    Um número crescente de mulheres está vacinado contra a hepatite B. Para verificar o estado de imunidade, podem ser pesquisados anticorpos contra o antígeno de superfície (anti-HBs).

  • Pesquisa de HIV

    O tratamento da infecção pelo HIV durante a gravidez melhora a saúde da gestante e pode evitar a transmissão para o bebê. A triagem de HIV pesquisa anticorpos no sangue da mãe. Após a infecção, o exame fica positivo em pelo menos 90% dos casos em três meses, e em mais de 99% após seis meses. Qualquer resultado positivo é automaticamente confirmado no laboratório, usando outra técnica.

    Um exame negativo significa que não há infecção ou que a quantidade de anticorpos ainda não é suficiente para a detecção. Em mulheres que praticam atividades de risco, como sexo não protegido e uso de drogas intravenosas, o exame deve ser repetido durante a gravidez.

  • Papanicolaou

    O teste de Papanicolaou é usado para examinar células do colo uterino, em busca de câncer, alterações pré-cancerosas, inflamação e algumas doenças transmitidas sexualmente. Costuma ser feito em intervalos recomendados pelo ginecologista. Se algum tempo se passou após o último exame, ou se houver dúvidas a respeito do estado do colo do útero, pode ser feito no início da gravidez. A mesma amostra pode ser usada para pesquisa de papilomavírus.

  • Imunidade para Rubéola (Sarampo Alemão)

    A Rubéola é causada por um vírus que é transmitido de pessoa a pessoa através da tosse ou de espirros. Qualquer contato com secreções nasais ou respiratórias de alguém  nfectado pode transmitir o vírus. Mulheres que tiveram infecção por rubéola ou foram vacinadas contra essa doença apresentarão anticorpos no sangue que, usualmente, irão prevenir que elas adquiram a infecção uma segunda vez. Esses anticorpos também protegem o bebê contra o vírus. Esta proteção é chamada imunidade.

    Infecções por rubéola durante a infância em geral apresentam sintomas leves. Entretanto, se uma mulher for infectada com rubéola durante os três primeiros meses de gestação e não possuir imunidade ao vírus, o bebê corre o risco de apresentar graves defeitos congênitos ou morrer.

    Todas as mulheres que estejam pensando em engravidar pela primeira vez ou aquelas que já estão na sua primeira gestação devem ser testadas para verificar se possuem essa imunidade. Uma amostra de sangue é testada para ver se existe uma quantidade de anticorpos suficiente no sangue para proteger a gestante e o feto. Se a mulher não possuir anticorpos suficientes e não estiver grávida, ela pode ser vacinada contra a rubéola. Após a vacinação, deve-se aguardar de dois a três meses para engravidar.

    A vacina contra a rubéola é composta por uma forma de vírus vivo atenuado da rubéola e não pode ser administrada a uma mulher grávida. Se uma gestante não possuir anticorpos suficientes para proteger a ela e ao bebê, será orientada pelo médico a evitar contatos com qualquer pessoa com sintomas de rubéola durante toda a sua gestação. Ela deve procurar orientação com o médico sobre a melhor época para se iniciar o protocolo de vacinação após o parto, de maneira que o próximo bebê esteja protegido.

  • Gonorreia, clamídia e sífilis

    Gonorreia, clamídia e sífilis são três doenças transmitidas sexualmente causadas por bactérias. Em gestantes, elas podem provocar aborto ou infectar o bebê antes ou durante o parto. A criança pode ter problemas sérios, como infecções nos olhos, nas articulações ou no sangue, cegueira ou problemas respiratórios, alguns com risco de vida. A saúde da mãe e a do bebê podem ser protegidas com tratamento com antibióticos durante a gravidez.

    Os exames para clamídia e gonorreia pesquisam a própria bactéria em amostras (suabes) obtidas no colo uterino ou na urina.

    Os exames para sífilis pesquisam anticorpos produzidos em resposta à infecção, e não distinguem se a infecção é atual ou passada.

    Os exames de gestantes que mantêm comportamentos de risco devem ser repetidos no terceiro trimestre.

  • TORCH

    TORCH é um acrônimo usado para um conjunto de infecções que pode causar defeitos de nascimento quando presentes durante a gravidez: toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes simples. A triagem dessas infecções é feita antes da concepção ou no início da gestação. Tradicionalmente, eram pesquisados anticorpos contra os organismos envolvidos. Hoje, algumas são pesquisadas ou confirmadas individualmente, com testes mais específicos e sensíveis.

  • Vírus varicela zoster

    O vírus varicela zoster pode causar defeitos de nascença e doença do bebê durante a gestação, dependendo do momento da infecção. A maioria das gestantes está imunizada porque teve catapora na infância, mas a imunidade pode ser verificada com pesquisa de anticorpos contra o vírus antes ou no início da gravidez. Mulheres sem imunidade podem ser vacinadas antes da gravidez. Gestantes sem imunidade podem receber tratamento para evitar ou atenuar a doença no caso de terem contato com o vírus.

  • Triagem Urinária para Açúcar e/ou Proteína

    A cada visita de pré-natal, a gestante pode ser solicitada a fornecer uma amostra de urina, que será examinada no laboratório através de uma fita teste, com o objetivo de pesquisar a presença de açúcar e/ou proteína. Embora normalmente estejam presentes na urina pequenas quantidades de açúcar e proteína, níveis altos podem indicar um problema e sugerir outros exames, como um teste de proteína urinária, um exame de elementos anormais e sedimento urinário ou uma cultura de urina (para identificar qualquer bactéria ou levedura presente, veja Bacteriúria). Níveis altos de proteína podem indicar uma infecção na bexiga ou nos rins (infecção do trato urinário, ITU).

    De particular importância durante o segundo e o terceiro trimestres é a pré-eclampsia (às vezes chamada de toxemia ou hipertensão induzida pela gravidez), uma desordem caracterizada por pressão sanguínea alta e presença de grande quantidade de proteína na urina e que ocorre em, aproximadamente, 8% de todas as gestações. Os sintomas incluem edema, ganho de peso súbito, dor de cabeça e alterações visuais. Os fatores de risco incluem: primeira gestação, gravidez múltipla, idade (adolescentes e mulheres acima de 40 anos), ser afro-descendente e ter diabetes, hipertensão ou doença renal pré-existentes. Isto pode resultar em diminuição de oxigenação e nutrição através da placenta para o bebê, levando a baixo peso no nascimento ou outras complicações. Entretanto, os problemas de saúde para a mãe e o bebê devido à pré-eclampsia podem ser prevenidos se for identificada precocemente através da verificação rotineira da pressão arterial e dos níveis de proteína urinária.

    Níveis altos de açúcar podem assinalar um diabetes gestacional, a forma de diabetes que pode se desenvolver durante a gravidez. Um teste positivo para açúcar na urina normalmente será seguido de um teste confirmatório de glicose no sangue, que também é rotineiramente realizado durante o segundo trimestre.

  • Triagem de Síndrome de Down

    Hoje em dia, é possível estimar precocemente durante a gravidez a possibilidade da mãe vir a ter uma criança afetada pela síndrome de Down através de testes bioquímicos, por vezes conjuntamente com medições realizadas através de ultrassom. Esses testes tem a capacidade de indicar a possibilidades de outros distúrbios cromossômicos, tal como a síndrome de Edwards. Esse tipo de rastreio são uma forma de avaliar a possibilidade de distúrbios sem que seja necessário adotar métodos mais invasivos, como a coleta de biópsia de vilo corial ou amniocentese. São aconselhadas a fazer outros testes apenas as mulheres cuja triagem (screening) indique uma alta probabilidade de risco.

    Triagem de primeiro trimestre de síndrome de Down é feita normalmente entre 10 semanas e 4 dias e 13 semanas e 6 dias de gravidez, com medições inclusive dos níveis sanguíneos de gravidez associados à proteína plasma A (PAPP-A) e/ou medições da gonadotrofina coriônica humana (hCG). Também é realizado um exame de ultrassom chamado translucência nucal. Este envolve medições da envergadura da pele e tecido da parte posterior do pescoço do bebê. Os resultados desses testes são associados e utilizados para calcular o risco de um bebê apresentar síndrome de Down ou outras anomalias cromossômicas.

  • Biópsia de Vilo Corial

    Entre a 10ª e a 12ª segunda semanas, o procedimento de coleta do vilo coriônico pode ser realizado inserindo uma agulha na cavidade abdominal da mulher ou um tubo pela vagina até a cavidade endocervical para obter uma amostra de tecido da placenta. Esta célula tem a mesma composição genética que as células do feto e pode ser analisada para doenças cromossômicas, como no caso da síndrome de Down e anomalias genéticas que causam doenças como Tay-Sachs e fibrose cística.

    Qualquer um dos seguintes itens podem ser indicadores para este procedimento diagnóstico:

    • Uma gama de testes suspeitos.
    • A mulher grávida tem idade superior a 35 anos.
    • Existência de um histórico grave de doença familiar (em cada um dos pais biológicos).
    • Ambos os pais biológicos possuem um gene para uma doença hereditária
    • Um(a) filho(a) anterior dos pais biológicos teve um defeito congênito.

    Testes de triagem escolhidos cuidadosamente podem ajudar a mulher a evitar esse procedimento diagnóstico, que está associado a risco de aborto e infecção.

Segundo trimestre
  • Resumo

    Exames pedidos durante o Segundo trimestre avaliam problemas do bebê e continuam monitorando a saúde da mãe.

    Exames de rotina:

    • Pesquisa de açúcar e proteína na urina
    • Cultura de urina
       

    Exames seletivos:

    • Glicose ou curva glicêmica
    • Triagem tripla ou quádrupla
    • Amniocentese
    • Cordocentese
       

    Uma ultrassonografia é feita na maioria das mulheres, em geral entre 18 e 20 semanas, podendo ser feita antes ou repetida quando necessário.

  • Triagem Urinária para Açúcar e/ou Proteína

    A cada visita de pré-natal, a gestante pode ser solicitada a fornecer uma amostra de urina, que será examinada no laboratório através de uma fita teste, com o objetivo de pesquisar a presença de açúcar e/ou proteína. Embora normalmente estejam presentes na urina pequenas quantidades de açúcar e proteína, níveis altos podem indicar um problema e sugerir outros exames, como um teste de proteína urinária, um exame de elementos anormais e sedimento urinário ou uma cultura de urina (para identificar qualquer bactéria ou levedura presente, veja Bacteriúria). Níveis altos de proteína podem indicar uma infecção na bexiga ou nos rins (infecção do trato urinário, ITU).

    De particular importância durante o segundo e o terceiro trimestres é a pré-eclampsia (às vezes chamada de toxemia ou hipertensão induzida pela gravidez), uma desordem caracterizada por pressão sanguínea alta e presença de grande quantidade de proteína na urina e que ocorre em, aproximadamente, 8% de todas as gestações. Os sintomas incluem edema, ganho de peso súbito, dor de cabeça e alterações visuais. Os fatores de risco incluem: primeira gestação, gravidez múltipla, idade (adolescentes e mulheres acima de 40 anos), ser afro-descendente e ter diabetes, hipertensão ou doença renal pré-existentes. Isto pode resultar em diminuição de oxigenação e nutrição através da placenta para o bebê, levando a baixo peso no nascimento ou outras complicações. Entretanto, os problemas de saúde para a mãe e o bebê devido à pré-eclampsia podem ser prevenidos se for identificada precocemente através da verificação rotineira da pressão arterial e dos níveis de proteína urinária.

    Níveis altos de açúcar podem assinalar um diabetes gestacional, a forma de diabetes que pode se desenvolver durante a gravidez. Um teste positivo para açúcar na urina normalmente será seguido de um teste confirmatório de glicose no sangue, que também é rotineiramente realizado durante o segundo trimestre.

  • Glicose Sanguínea

    Durante a gravidez, cerca de 4% das mulheres sem histórico prévio de diabetes desenvolverão diabetes gestacional (aumento da concentração de glicose). Embora ela possa ocorrer a qualquer momento, na maioria dos casos esta doença se desenvolve tardiamente na gravidez. Se os níveis aumentados de glicose sanguínea estiverem descontrolados na gestante, eles podem provocar aumento do peso e do tamanho do feto. O bebê também pode nascer com níveis muito baixos de glicose sanguínea e ter sofrimento respiratório.

    A maioria das mulheres é investigada para diabetes gestacional entre a 24ª e a 28ª semana de gestação. Mulheres de alto risco ou que apresentam aumento de açúcar em duas urinálises de rotina (veja rastreamento para açúcar e/ou proteína na urina) podem ser submetidas ao teste antes.

    Em maio de 2008, a Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos (U.S. Preventive Services Task Force) lançou novos consensos, nos quais conclui que não há evidência suficiente para recomendar o rastreamento para diabetes gestacional. A Academia Americana de Médicos de Família (American Academy of Family Physicians) também estabeleceu que a evidência atual é insuficiente para recomendar ou não o rastreamento de rotina de mulheres grávidas assintomáticas. O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (American College of Obstetricians and Gynecologists), entretanto, recomenda o rastreamento universal para diabetes gestacional entre as mulheres grávidas, levando-se em conta o histórico da paciente, fatores de risco, ou testes laboratoriais (como o Teste de sobrecarga à glicose), mesmo considerando que mulheres de baixo risco podem não se beneficiar com o teste.

    Até este momento, não está claro se a prática médica mudará como resultado dessas recomendações revisadas. Entretanto, mulheres grávidas deveriam discutir os prós e contras do rastreamento com seu obstetra. Aquelas em alto risco para diabetes gestacional podem se beneficiar mais com o teste. Os fatores de risco incluem idade avançada, etnias com maior taxa de diabetes, obesidade, história familiar de diabetes, e história pessoal de diabetes gestacional em uma gravidez anterior.  

    Para aquelas com diabetes gestacional, pode ser necessário fazer controle da dieta e/ou receber injeções de insulina até o final da gestação para baixar os níveis de glicose ao normal. Na maioria dos casos, a diabetes gestacional desaparece após o parto, mas mulheres que com esse problema apresentam alto risco de desenvolverem novamente a doença em gestações seguintes e de apresentarem diabetes tipo 2 no futuro.

  • Rastreamento por Marcador Triplo ou Quádruplo

    Entre a 15ª e a 20ª semana de gestação, pode ser oferecido à mãe a opção de fazer um teste de rastreamento para síndrome de Down e defeitos de abertura do tubo neural, como espinha bífida. Incluídos nesseo painel de rastreamento (screening) estão os testes para Alfa-fetoproteína (AFP), gonadotrofina coriônica humana (hGC), estriol não-conjugado e, algumas vezes, inibina A - um marcador que transforma o teste triplo em quádruplo. Este painel providencia uma oportunidade de estimar o risco de que essas condições ocorram sem a realização do procedimento mais invasivo de amniocentese. Na maioria dos casos, apenas aqueles pacientes cujos resultados do rastreamento sanguíneo indicam um problema potencial precisam ser encaminhados para a amniocentese.

    Durante o segundo trimestre, é esperado que os níveis de AFP e estriol não-conjugado aumentem, a quantidade de hGC decaia, e a quantidade de inibina A permaneça relativamente inalterada. A AFP é produzida pelo feto e passa para o sangue materno. Um feto com um defeito do tubo neural tem uma abertura em sua espinha ou cabeça que permite um aumento na quantidade de AFP que entra na corrente sanguínea materna. AFP elevada também pode resultar da presença de múltiplos fetos, erro no cálculo da idade gestacional, um defeito da parede abdominal ou algum problema desconhecido.

    Pode ser solicitado um ultrassom para determinar a idade fetal e confirmar o número de fetos. Em gestações onde o feto é portador de defeito cromossômico que causa síndrome de Down, os resultados do rastreamento por marcador triplo ou quádruplo tendem a mostrar níveis diminuídos de AFP e estriol não-conjugado, e níveis elevados de hGC e inibina A.

    A AFP e outros resultados do teste são interpretados com base na idade materna e origem étnica para estimar o risco de o bebê ser portador de um defeito do tubo neural ou alterações cromossômicas. De todos os casos de AFP elevados reportados, apenas uma pequena porcentagem dos bebês apresenta, verdadeiramente, um problema. Mas se o resultado do teste é anormal, sugere-se fazer aconselhamento genético para discutir a possibilidade de realização de amniocentese para uma avaliação adicional da probabilidade de um defeito congênito.

  • Cordocentese

    Cordocentese é a colocação de uma agulha dentro da veia umbilical através da parede abdominal da gestante, sob orientação de ultrassonografia, e pode ser usada para colheita de sangue para exames ou para transfusões de sangue no bebê. O sangue colhido é examinado para pesquisa de anormalidades cromossômicas ou hereditárias, e para avaliação de anemia. O procedimento é usado a partir de 18 semanas de gestação, quando a colheita de vilosidades coriônicas e a amniocentese não produzem resultados conclusivos de exames.

    Os riscos envolvidos são aborto (1% a 2% dos procedimentos), perda de sangue no local da punção, infecção e queda da frequência cardíaca do bebê.

Terceiro trimestre
  • Resumo

    Exames pedidos durante o Segundo trimestre avaliam problemas do bebê e continuam monitorando a saúde da mãe.

    Exames de rotina:

    • Pesquisa de açúcar e proteína na urina
    • Cultura de urina
       

    Exames seletivos:

    • Glicose ou curva glicêmica
    • Triagem tripla ou quádrupla
    • Amniocentese
    • Cordocentese
       

    Uma ultrassonografia é feita na maioria das mulheres, em geral entre 18 e 20 semanas, podendo ser feita antes ou repetida quando necessário.

  • Teste de Anticorpos

    Os tipos sanguíneos são denominados A, B, AB, ou O, e o Rh positivo ou negativo. Uma mulher grávida deve saber o seu tipo sanguíneo. [Veja Blood typing para mais informações em como esses testes são feitos]. O motivo é que a mãe e o bebê podem ter problemas se os seus tipos sanguíneos forem diferentes um do outro, ou se a mãe possuir anticorpos (anti-globulinas) que reajam com antígenos (proteínas ou fatores) dos glóbulos vermelhos do feto. Nesses casos, pode ocorrer uma doença grave chamada Doença Hemolítica do Recém-Nascido (HDN).

    O exemplo mais conhecido  é quando uma mulher de Rh negativo esta grávida de um bebê Rh positivo. O sistema imunológico da mulher pode desenvolver um anticorpo que ataca e destrói antígenos de Rh positivo nos glóbulos vermelhos do feto. Apesar de haver poucas possibilidades de isso acontecer na primeira gestação de um bebê Rh positivo, os anticorpos produzidos durante a primeira gravidez irão afetar a próxima gestação de feto com Rh positivo.

    Para reduzir substancialmente o risco de uma mãe com Rh negativo desenvolver este tipo de anticorpos, ela pode receber imunoglobulina Rh (RhoGam) com aproximadamente 28 semanas de gestação. Pode ser necessário aplicar injeções durante a gravidez, caso ela faça uma amniocentese, biópsia de vilo corial, ou tenha um ferimento abdominal e pós-parto, caso o bebê seja Rh positivo. Antes de cada injeção ser administrada, faz-se um teste de anticorpo (indirect antiglobulin test) para garantir que a mulher não criou anticorpos Rh anteriormente.

    Mulheres com Rh negativo que têm um bebê Rh positivo, ou que sejam submetidas à transfusão de sangue ou que engravidaram anteriormente podem produzir um anticorpo contra outros fatores sanguíneos, além do fator de Rh, que podem prejudicar o bebê durante a gestação. Um teste de anticorpo durante o primeiro trimestre determina se existem ou não anticorpos nocivos no sangue materno. Caso seja detectado, o pai da criança deve, se possível, ser testado para avaliar se os antígenos em seu sangue reagem com os anticorpos da mãe. Se isso acontecer, então é possível ocorrer o mesmo com o bebê.

    Se o anticorpo pode reagir com o feto, o profissional de saúde deve monitorar os níveis de anticorpos da mãe e do bebê durante a gravidez. Sinais de doença no feto podem requerer tratamentos pré-natais (como transfusão intra-uterina) ou parto prematuro. Apesar da incompatibilidade de Rh ter consequências mais graves, uma das causas mais comuns de HDN é a incompatibilidade entre o grupo sanguíneo da mãe e do bebê, e não o fator de Rh. O teste de antiglobulina indireto não pode ser utilizado para prever se ocorrerá um caso de HDN porque os anticorpos do grupo sanguíneo ABO ocorrem naturalmente.

  • Triagem Urinária para Açúcar e/ou Proteína

    A cada visita de pré-natal, a gestante pode ser solicitada a fornecer uma amostra de urina, que será examinada no laboratório através de uma fita teste, com o objetivo de pesquisar a presença de açúcar e/ou proteína. Embora normalmente estejam presentes na urina pequenas quantidades de açúcar e proteína, níveis altos podem indicar um problema e sugerir outros exames, como um teste de proteína urinária, um exame de elementos anormais e sedimento urinário ou uma cultura de urina (para identificar qualquer bactéria ou levedura presente, veja Bacteriúria). Níveis altos de proteína podem indicar uma infecção na bexiga ou nos rins (infecção do trato urinário, ITU).

    De particular importância durante o segundo e o terceiro trimestres é a pré-eclampsia (às vezes chamada de toxemia ou hipertensão induzida pela gravidez), uma desordem caracterizada por pressão sanguínea alta e presença de grande quantidade de proteína na urina e que ocorre em, aproximadamente, 8% de todas as gestações. Os sintomas incluem edema, ganho de peso súbito, dor de cabeça e alterações visuais. Os fatores de risco incluem: primeira gestação, gravidez múltipla, idade (adolescentes e mulheres acima de 40 anos), ser afro-descendente e ter diabetes, hipertensão ou doença renal pré-existentes. Isto pode resultar em diminuição de oxigenação e nutrição através da placenta para o bebê, levando a baixo peso no nascimento ou outras complicações. Entretanto, os problemas de saúde para a mãe e o bebê devido à pré-eclampsia podem ser prevenidos se for identificada precocemente através da verificação rotineira da pressão arterial e dos níveis de proteína urinária.

    Níveis altos de açúcar podem assinalar um diabetes gestacional, a forma de diabetes que pode se desenvolver durante a gravidez. Um teste positivo para açúcar na urina normalmente será seguido de um teste confirmatório de glicose no sangue, que também é rotineiramente realizado durante o segundo trimestre.

  • Hemoglobina e contagem de plaquetas

    Sempre há uma pequena perda de sangue durante o parto. Embora isso, em geral, não seja um problema, pode ter algum efeito em gestantes que com anemia. O nível de hemoglobina é avaliado em gestantes a partir do primeiro trimestre, para detectar anemia e evitar complicações.

    Plaquetas são fragmentos de células que iniciam a coagulação do sangue. A contagem de plaquetas permite detectar níveis baixos, que podem estar associados a sangramento excessivo durante o parto.

  • Amniocentese

    Este teste diagnóstico detecta algumas anormalidades congênitas e doenças genéticas, incluindo anormalidades dos cromossomos (como a síndrome de Down) e os defeitos do tubo neural (anencefalia ou espinha bífida). O teste é oferecido com maior frequência entre a 15ª e a 20ª semana de gestação  (usualmente por volta da 16ª semana) a uma grávida que se enquadre em qualquer uma das situações abaixo:

    • Tem 35 anos ou mais.
    • Os pais apresentam uma importante história familiar de distúrbios genéticos.
    • Ambos os pais possuem um gene causador de uma desordem hereditária.
    • O nível de alfa-fetoproteína materna (AFP) está abaixo ou acima do esperado.
    • O casal já tem um filho com distúrbio congênito ou problema nos cromossomos.

    A amniocentese também pode ser realizada após a 32ª semana de gestação para estimar o grau de desenvolvimento pulmonar para bebês em risco de parto prematuro.

    Durante o procedimento, uma agulha é inserida através das paredes do abdômen e útero até as paredes finas do saco que contém o fluido e que envolve o feto em desenvolvimento. Uma pequena quantidade de líquido amniótico é aspirada. Este fluido contém Alfa-fetoproteína (AFP) produzida pelo bebê e células fetais. Estas células podem ser testadas para anormalidades cromossômicas e genéticas. Uma análise do gene pode ser realizada com base na história familiar (por exemplo, outra criança que tenha nascido com uma alteração ou com uma hemoglobinopatia) ou nos resultados de testes de rastreamento realizados nos pais (como para fibrose cística). São necessárias aproximadamente duas semanas para completar o teste.

    Na amniocentese há um pequeno risco de que a agulha inserida no saco amniótico possa perfurar o bebê, causar um vazamento de pequena quantidade de fluido amniótico, provocar infecção e, em casos raros, aborto.

  • Fibronectina Fetal

    O teste de Fibronectina Fetal (fFN)  é realizado se a mãe se encontra entre a 26ª e a 34ª semana de gestação e está apresentando sintomas de parto prematuro. O objetivo, portanto, é intervir para prevenir complicações de saúde potencialmente graves do bebê prematuro.

    Uma amostra de fluido cervical ou vaginal é coletada e analisada para fFN, uma glicoproteína existente entre o saco amniótico e o revestimento uterino. Altos níveis podem ser devido a outras causas e não ao risco de parto prematuro. Portanto, um resultado de fFN positivo não é muito preditivo de trabalho de parto e parto prematuros. Entretanto, um resultado negativo é altamente preditivo de que o parto prematuro não ocorrerá nos próximos 7 a 14 dias. Uma vez que há riscos associados com o tratamento para trabalho de parto prematuro (em antecipação ao parto prematuro), uma fFN negativa pode reduzir hospitalizações e o uso de drogas desnecessárias.

Fontes do artigo

NOTA: Este artigo se baseia em pesquisas que incluíram as fontes citadas e a experiência coletiva de Lab Tests Online Conselho de Revisão Editorial. Este artigo é submetido a revisões periódicas do Conselho Editorial, e pode ser atualizado como resultado dessas revisões. Novas fontes citadas serão adicionadas à lista e distinguidas das fontes originais usadas.

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