Também conhecido como
EPO
Nome formal
Eritropoietina
Este artigo foi revisto pela última vez em
Este artigo foi modificado pela última vez em
24 de Abril de 2018.
De relance
Por que fazer este exame?

Para distinguir tipos diferentes de anemia e determinar se a produção de eritropoietina corresponde à intensidade da anemia.

Quando fazer este exame?

Quando o médico suspeita que uma anemia pode ser causada por redução da produção de hemácias. Algumas vezes, quando há produção excessiva de hemácias.

Amostra:

Uma amostra de sangue obtida de uma veia do braço.

É necessária alguma preparação?

Nenhuma

O que está sendo pesquisado?

Esse exame mede a quantidade de eritropoietina no sangue, um hormônio produzido principalmente nos rins. É produzida e secretada no sangue em resposta a baixos níveis de oxigênio e transportada até a medula óssea, onde estimula as células tronco a formarem hemácias, que contêm hemoglobina, a proteína que transporta oxigênio no corpo. As hemácias duram normalmente cerca de 120 dias e, em geral, têm formato e tamanho uniformes.

O corpo possui um mecanismo de feedback que procura manter o número de hemácias relativamente estável. Se a sua produção diminui ou muitas são perdidas por sangramento ou destruição (hemólise), a pessoa torna-se anêmica e diminui sua capacidade de transporte de oxigênio. A produção normal de hemácias depende da capacidade funcional da medula óssea, de um suprimento adequado de nutrientes, como ferro, vitamina B12 e folato, de uma concentração sanguínea adequada de eritropoietina e de resposta adequada a ela. A quantidade liberada de eritropoietina depende da intensidade da hipoxia e da capacidade de produção dos rins. A eritropoietina age durante pouco tempo, antes de ser eliminada na urina. O aumento de sua produção e liberação persiste até normalizar o nível de oxigênio no sangue. A anemia persiste se houver lesão renal e os rins não forem capazes de produzir uma quantidade adequada de eritropoietina, ou se a medula óssea não for capaz de responder ao estímulo.

Se houver produção excessiva de eritropoietina, como ocorre em alguns tumores benignos ou malignos renais ou de outros órgãos, são produzidas hemácias em excesso (policitemia). Isso pode aumentar o volume e a viscosidade do sangue circulante e provocar hipertensão arterial.

Como a amostra é obtida para o exame?

Uma amostra de sangue é colhida inserindo uma agulha em uma veia do braço.

NOTA: Se exames médicos em você ou em alguém importante para você o deixam ansioso ou constrangido, ou se você tem dificuldade de lidar com eles, leia um ou mais dos seguintes artigos: Lidando com dor, desconforto ou ansiedade durante o exame, Conselhos sobre exames de sangue, Conselhos para ajudar crianças durante exames médicos, e Conselhos para ajudar idosos durante exames médicos.

Outro artigo, Siga essa amostra, fornece uma visão da coleta e do processamento de uma amostra de sangue e de uma amostra de cultura da garganta.

É necessário algum preparo para garantir a qualidade da amostra?

Nenhuma preparação é necessária.
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Common Questions
  • Como o exame é usado?

    A eritropoietina não é um exame de rotina. É pedida principalmente para distinguir diferentes tipos de anemia e para determinar se a produção de eritropoietina está adequada para o nível de anemia. Em geral, pede-se após resultados anormais de um hemograma, um grupo de exames que inclui a contagem de hemácias, a dosagem de hemoglobina e o hematócrito. Esses exames estabelecem a presença e a intensidade de uma anemia e podem indicar sua causa provável. Também se pede a eritropoietina para determinar se uma deficiência pode estar causando ou agravando a anemia.

    Em pacientes com doença renal crônica, a eritropoietina é pedida em intervalos para avaliar a capacidade residual dos rins de produzir eritropoietina. Esse exame em geral não é usado para monitorar uma anemia. O acompanhamento é feito com a contagem de hemácias, dosagem de hemoglobina, hematócrito e contagem de reticulócitos, hemácias imaturas no sangue que indicam atividade da medula óssea.

    Ocasionalmente, o exame é usado para determinar se uma policitemia é provocada pela produção excessiva de eritropoietina.

  • Quando o exame é pedido?

    A eritropoietina pode ser pedida quando o paciente tem anemia que não parece ser causada por deficiência de ferro, vitamina B12 ou folato, hemólise ou sangramento. Esse exame também é feito quando a contagem de hemácias, a dosagem de hemoglobina e o hematócrito estão baixos e a contagem de reticulócitos está normal ou diminuída. Ou, ainda, para distinguir inibição da função da medula óssea e insuficiência de eritropoietina.

    Quando a pessoa possui doença renal crônica, o médico pode pedir o exame se suspeitar que diminuiu a produção de eritropoietina.

    No caso de haver policitemia, o exame é feito para verificar se há produção excessiva de eritropoietina.

  • O que significa o resultado do exame?

    Se o nível de eritropoietina é alto em uma pessoa com anemia que não está produzindo novas hemácias, a anemia deve ser resultado de diminuição da função da medula óssea. Se o paciente estiver anêmico com nível baixo ou normal de eritropoietina, deve haver alguma deficiência de produção renal de eritropoietina.

    Quando há policitemia e níveis elevados de eritropoietina, a policitemia deve ser consequência da produção excessiva de eritropoietina, nos rins ou em outro órgão. Se há produção excessiva de hemácias e o nível de eritropoietina está normal ou baixo, a causa da policitemia independe da produção de eritropoietina.

  • Há mais alguma coisa que eu devo saber?

    Se a anemia for resultado de deficiência de ferro, vitamina B12 ou folato, ela pode persistir mesmo que estejam sendo produzidas quantidades adequadas de eritropoietina. Nas talassemias, em que há um defeito na produção de hemoglobina, ocorre um distúrbio da medula óssea, e o aumento da eritropoietina pode não compensar a anemia.

    Foi desenvolvida uma forma sintética de eritropoietina (eritropoietina recombinante, rh-EPO) para aumentar a produção de hemácias em pacientes com doença renal crônica ou outras anemias causadas por supressão da medula óssea, como as provocadas por radioterapia ou quimioterapia. O tratamento com eritropoietina, feito com injeções intravenosas ou subcutâneas, é caro e a estimulação da medula óssea dura apenas algumas horas, mas diminui a necessidade de transfusões de sangue e melhora a qualidade de vida de muitos pacientes.

    Em 2007, as autoridades sanitárias dos EUA publicaram avisos relacionados com estimulantes da produção de hemácias, que recomendaram alterações dos rótulos e cuidados na monitoração de pacientes em uso dessas substâncias, especialmente pacientes com doença renal ou câncer. Essas recomendações incluem a monitoração dos níveis de hemoglobina e a prescrição apenas de doses necessárias para evitar transfusões de sangue. Pacientes que tomam doses maiores que as recomendadas têm um risco maior de sofrer  trombose, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e morte. Algumas pessoas com câncer apresentaram crescimento de tumores.

    As eritropoietinas sintéticas são usadas também por alguns atletas para aumentar o número de hemácias no sangue na tentativa de melhorar a resistência e a capacidade de oxigenação. Esse uso pode ser perigoso, causar hipertensão arterial e aumento da viscosidade do sangue, e é proibido pela maioria das organizações esportivas. O programa anti-doping das Olimpíadas inclui a investigação do uso de rh-EPO.

  • A produção adequada de eritropoietina pelos rins pode ser recuperada?

    Não diretamente. Se a insuficiência for causada por um problema renal passageiro, pode se recuperar com a solução do problema. Na maioria dos casos, entretanto, a diminuição da produção de eritropoietina é devida a doença renal crônica, que não melhora com o tempo. Quando há uma insuficiência conhecida, o médico tenta minimizar os efeitos da anemia e pode tratar o paciente com eritropoietina sintética.

  • Por que a eritropoietina não é medida para monitorar o tratamento com eritropoietina?

    O que importa é o efeito sobre a medula óssea, que se reflete no aumento da contagem de hemácias, da hemoglobina e do hematócrito até desaparecer a anemia, não a concentração de eritropoietina no sangue. A quantidade necessária de eritropoietina varia com a causa da anemia e com a resposta da medula óssea.

Fontes do artigo

NOTA: Este artigo se baseia em pesquisas que incluíram as fontes citadas e a experiência coletiva de Lab Tests Online Conselho de Revisão Editorial. Este artigo é submetido a revisões periódicas do Conselho Editorial, e pode ser atualizado como resultado dessas revisões. Novas fontes citadas serão adicionadas à lista e distinguidas das fontes originais usadas.

 

Fontes usadas na revisão atual

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Fontes usadas em revisões anteriores

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