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Insulina
Este artigo foi revisto pela última vez em
Este artigo foi modificado pela última vez em
15 de Janeiro de 2018.
De relance
Por que fazer este exame?

Para avaliar a produção de insulina, diagnosticar insulinoma, e determinar a causa de hipoglicemia

Quando fazer este exame?

Quando há hipoglicemia documentada, quando há sintomas sugestivos de liberação ou utilização inadequada da insulina pelo corpo, para monitorar a produção de insulina em diabéticos e, algumas vezes, para documentar resistência à insulina

Amostra:

Uma amostra de sangue de uma veia do braço.

É necessária alguma preparação?

Pode haver necessidade de 8 horas de jejum antes da colheita. Às vezes, em outros momentos, como durante um teste de tolerância à glicose (curva glicêmica). Em alguns casos, o médico pode exigir um jejum mais longo.

O que está sendo pesquisado?

Esse exame mede a quantidade de insulina no sangue. A insulina é um hormônio produzido e armazenado nas células beta do pâncreas. É vital para transporte e armazenamento da glicose nas células, regula o nível sanguíneo de glicose e controla o metabolismo de lipídios.

Quando os níveis sanguíneos de glicose se elevam após uma refeição, a insulina é liberada permitindo que a glicose entre nas células, em especial musculares e adiposas (de gordura), onde é usada para a produção de energia. A insulina comanda o armazenamento da glicose em excesso no fígado como glicogênio, para uso a curto prazo, e no tecido adiposo, como ácidos graxos. Os ácidos graxos são usados para a síntese de triglicerídeos, uma forma mais concentrada de reserva de energia para uso a longo prazo.

Sem a insulina, a glicose não atinge a maioria das células do corpo. As células ficam sem fonte de energia e os níveis sanguíneos de glicose se elevam. Isso causa alterações do metabolismo que resultam em diversos distúrbios, incluindo doença renal, doença cardiovascular e problemas neurológicos e visuais. Assim, o diabetes, uma doença associada a diminuição da função da insulina, pode causar problemas que envolvem risco de vida.  

Pessoas com diabetes do tipo 1 produzem muito pouca insulina e precisam de tratamento de reposição de insulina. O diabetes do tipo 2 em geral está relacionado a resistência à insulina, que aumenta com o tempo. Pessoas com diabetes do tipo 2 podem ser tratadas no início apenas com modificações de estilo de vida, como dieta e exercícios. Mais tarde, podem precisar de medicamentos orais que aumentam a sensibilidade do corpo à insulina ou que estimulam a produção de insulina. Com a evolução, podem precisar de injeções de insulina para manter os níveis sanguíneos de glicose normais.

A resistência à insulina pode também ser observada em pessoas com síndrome do ovário policístico, pré-diabetes, doença cardíaca, síndrome metabólica e distúrbios da hipófise e das glândulas suprarrenais.

A insulina e a glicose devem estar em equilíbrio. Hiperinsulinemia é um excesso de insulina no sangue. É observada na resistência à insulina, em insulinomas ou injeção excessiva de insulina. A hiperinsulinemia provoca diminuição da gligose sanguínea (hipoglicemia), que causa sudorese, palpitações, fome excessiva, confusão, visão embaçada, tonteiras, desmaios e convulsões. Como o cérebro depende totalmente da glicose como fonte de energia, a privação de glicose devida a hiperinsulinemia pode causar rapidamente choque insulínico e morte.

Como a amostra é obtida para o exame?

Uma amostra de sangue é obtida inserindo uma agulha em uma veia do braço.

NOTA: Se exames médicos em você ou em alguém importante para você o deixam ansioso ou constrangido, ou se você tem dificuldade de lidar com eles, leia um ou mais dos seguintes artigos: Lidando com dor, desconforto ou ansiedade durante o exame, Conselhos sobre exames de sangue, Conselhos para ajudar crianças durante exames médicos, e Conselhos para ajudar idosos durante exames médicos.

Outro artigo, Siga essa amostra, fornece uma visão da coleta e do processamento de uma amostra de sangue e de uma amostra de cultura da garganta.

É necessário algum preparo para garantir a qualidade da amostra?

Em geral é necessário jejum de 8 horas antes da colheita de sangue, mas seu médico pode pedir o exame em outros momentos, como durante um teste de tolerância à glicose (curva glicêmica). Em alguns casos, o médico pode exigir um jejum mais longo.

 

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Perguntas frequentes
  • Como o exame é usado?

    A dosagem de insulina pode ser usada, com os níveis de glicose and peptídeo C , para o diagnóstico de Insulinomas e para investigar a causa de hipoglicemia aguda ou crônica. Os níveis de insulina e de peptídeo C podem também ser usados para monitorar a produção de insulina endógena pelas células beta, para verificar resistência à insulina e para determinar quando um diabético do tipo 2 deve começar a tomar insulina para suplementar os medicamentos orais.

    Os níveis de insulina são às vezes usados com o teste de tolerância à glicose (curva glicêmica). Nesse caso, os níveis sanguíneos de glicose e de insulina são medidos a intervalos pré-estabelecidos para avaliar a resistência à insulina, especialmente em pessoas obesas.

  • Quando o exame é pedido?

    Os níveis de insulina são pedidos com maior frequência após um resultado baixo de glicose e/ou quando alguém tem sintomas agudos ou crônicos de níveis baixos de glicose no sangue (hipoglicemia), como:

    • Sudorese
    • Palpitações
    • Fome
    • Confusão
    • Visão embaçada
    • Tonteiras
    • Desmaios
    • Em casos graves, convulsões

    Esses sintomas podem indicar hipoglicemia, mas podem ser observados com outros problemas.

    A insulina e o peptídeo C são produzidos no corpo na mesma velocidade, como parte da conversão da pró-insulina em insulina, no pâncreas. Os dois exames podem ser pedidos para avaliar a quantidade de insulina produzida no corpo (endógena) e a injetada (exógena). A dosagem de insulina mede a insulina das duas origens, e a dosagem de peptídeo C reflete apenas a insulina produzida no pâncreas (endógena).

    O médico pode pedir os dois exames para verificar se a remoção de um insulinoma foi bem sucedida e para monitorar recidivas. Também podem ser usados exames periódicos para monitorar o sucesso de um transplante de células de ilhotas, medindo a capacidade de produção de insulina do transplante.

  • O que significa o resultado do exame?

    Os níveis de insulina devem ser avaliados em conjunto com outros dados.

    Resultados observados:

    Distúrbio insulina em jejum glicemia em jejum
    Normal normal normal
    Resistência à insulina ↑↑ normal ou ↑
    Produção insuficiente de insulina pelas células beta (como em diabetes e em pancreatite, por exemplo) ↓↓ ↑↑
    Hipoglicemia devido a excesso de insulina (como em insulinomas, síndrome de Cushing, administração excessiva de insulina etc) normal ou ↑↑ ↓↓
    ↑ = um pouco aumentada;  ↑↑ = muito aumentada;  ↓↓ = muito diminuída

    Níveis elevados de insulina são observados com:

    1. Acromegalia
    2. Síndrome de Cushing
    3. Uso de medicamentos como corticoesteroides, levodopa, anticoncepcionais orais
    4. Intolerância à frutose ou à galactose
    5. Insulinomas
    6. Obesidade
    7. Resistência à insulina, como ocorre no diabetes do tipo 2 e na síndrome metabólica

    Níveis diminuídos de insulina são observados com:

    1. Diabetes
    2. Hipopituitarismo
    3. Doenças pancreáticas, como pancreatite crônica (incluindo fibrose cística) e câncer de pâncreas
  • Há mais alguma coisa que eu devo saber?

    A insulina para injeção era obtida de fontes animais (células pancreáticas de vacas e de porcos). A maior parte da insulina usada hoje é sintética, produzida por síntese bioquímica, e tem atividade biológica idêntica à da insulina produzida pelas células humanas.

    Há diferentes formulações farmacêuticas de insulina, com propriedades diferentes. Algumas são de liberação e ação rápida, e outras são de liberação lenta e agem durante um período prolongado. Diabéticos podem usar misturas e/ou tipos diferentes de insulina durante o dia.

    Os métodos de dosagem de insulina foram projetados para medir a insulina humana endógena. Entretanto, métodos diferentes reagem de modo variável com insulinas exógenas (injetadas, animais ou sintéticas). Esses efeitos devem ser esclarecidos com o laboratório se alguém está tomando insulina. Se estiverem programados diversos exames ou exames periódicos, eles devem ser feitos no mesmo laboratório, para garantir a consistência.

    O teste de tolerância à insulina não é muito usado, mas é um método para determinar a sensibilidade (ou resistência) à insulina, especialmente em obesos ou pessoas com síndrome do ovário policístico. Esse exame envolve uma infusão IV de insulina, com medida da glicose e da insulina a intervalos pré-definidos.

    Se alguém desenvolve anticorpos contra a insulina, em especial após usar insulina não humana (animal ou sintética), eles podem interferir na dosagem de insulina. Nesse caso, a dosagem de peptídeo C pode ser usada como um método alternativo de avaliação da produção de insulina. Lembre-se que a maioria das pessoas com diabetes do tipo 1 tem anticorpos contra insulina.

  • Eu posso avaliar minha insulina em casa?

    Não. Os níveis de glicose podem ser monitorados em casa, mas a dosagem de insulina exige instrumentos e treinamento especializados.

  • Por que a insulina tem que ser injetada?

    A insulina deve ser injetada, podendo ser usada uma bomba de injeção. Não pode ser administrada por via oral porque é destruída no estômago antes de ser absorvida.

  • Como é tratado um insulinoma?

    Insulinomas são tumores produtores de insulina, em geral benignos. O tratamento consiste em localizar e remover o tumor. Depois da remoção em geral não há recidiva.

  • O que mais é importante sobre resistência à insulina?

    A resistência à insulina é um sinal de aviso que o corpo está tendo problemas para processar a glicose, e é característica do pré-diabetes. Pacientes com resistência à insulina inicial ou moderada em geral não apresentam sintomas, mas, se o problema for ignorado, têm um risco maior de desenvolver diabetes do tipo 2, hipertensão arterial, hiperlipidemia, e/ou doença cardíaca no futuro.  Obesidade abdominal, resistência à insulina, dislipidemia e hipertensão arterial formam um conjunto de fatores de risco chamado síndrome metabólica.

    Fatores de risco de resistência à insulina incluem:

    O tratamento da resistência à insulina envolve mudanças da dieta e do estilo de vida. A American Diabetes Association recomenda perda do peso excessivo, atividade física regular de intensidade moderada e aumento da ingestão de fibras na dieta para diminuir os níveis sanguíneos de insulina e aumentar a sensibilidade do corpo à insulina.

Fontes do artigo

NOTA: Este artigo se baseia em pesquisas que incluíram as fontes citadas e a experiência coletiva de Lab Tests Online Conselho de Revisão Editorial. Este artigo é submetido a revisões periódicas do Conselho Editorial, e pode ser atualizado como resultado dessas revisões. Novas fontes citadas serão adicionadas à lista e distinguidas das fontes originais usadas.

 

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