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Vírus sincicial respiratório
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Este artigo foi modificado pela última vez em
22 de Abril de 2018.
De relance
Por que fazer este exame?

Para determinar se um bebê, um idoso ou um indivíduo imunocomprometido tem o vírus sincicial respiratório (VSR); para determinar se iniciou a temporada de VSR na comunidade.

Quando fazer este exame?

Quando chega a temporada de VSR (final do outono até o início da primavera) e o médico quer determinar se os sintomas de coriza nasal, congestão, tosse e/ou dificuldade respiratória são provocadas por VSR ou existem outras causas.

Amostra:

Normalmente, um aspirado ou lavado nasal. Raramente faz-se um swab nasofaríngeo (NF).

É necessária alguma preparação?

Nenhum preparo é necessário.

O que está sendo pesquisado?

Os testes de VSR detectam a presença do vírus sincicial respiratório (VSR) nas secreções nasais. O VSR é uma infecção respiratória viral comum que tende a ser sazonal, causando epidemias na comunidade em crianças pequenas, idosos e imunocomprometidos.

Segundo o Ministério da Saúde, relatos referentes à sazonalidade das infecções pelo VSR em vários estados mostram diferenças no padrão de circulação do vírus nas principais regiões do País. Dados oficiais do sistema de vigilância epidemiológica para influenza demonstram picos de circulação do VSR entre os meses de janeiro a junho entre 1999 e 2013. Estudos que abordam a prevalência e circulação de VSR em crianças com doenças respiratórias agudas em diferentes estados brasileiros apontam uma maior circulação desse vírus nos meses de abril a maio nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste.

Na Região Sul, o pico de VSR ocorre mais tardiamente, entre junho e julho, simultaneamente com a estação do vírus da influenza. No estado do Rio Grande do Sul, o período de sazonalidade da circulação do VSR se estende durante os meses de maio a setembro de cada ano. Na região norte o VSR circula especialmente no primeiro semestre, no período de chuva intensa na região, com pico de ocorrência no mês de abril.

Quase todas as crianças são infectadas pelo vírus até completarem 2 anos de idade, mas menos de 2% dessas infecções são graves o suficiente para necessitar hospitalização. Os sintomas incluem tosse intensa, dificuldade respiratória e febre alta.

O VSR pode também ser uma importante causa de doença respiratória em idosos e imunocomprometidos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, globalmente, pode haver até 64 milhões de casos de infecção por VSR a cada ano e até 160.000 mortes relacionadas ao VSR.

O teste para VSR detecta o vírus presente nas secreções respiratórias/nasais do indivíduo infectado. Uma vez que quantidades detectáveis de vírus estão presentes somente nos primeiros dias de infecção, a maioria dos testes deve ser realizada durante este período. Existem muitos métodos de teste para o vírus, mas o de detecção rápida de antígeno do VSR é o mais utilizado. Este teste frequentemente é realizado no local, no consultório médico ou na sala de pronto atendimento, e a maioria dos resultados está disponível em uma hora. Em alguns casos, a amostra pode ser coletada e enviada ao laboratório para um exame mais sensível. Os resultados desses testes de VSR geralmente são liberados no mesmo dia.

É raro o médico irá solicitar uma cultura viral (para crescimento do VSR) ou um teste para detectar o material genético do vírus. Estes exames têm a vantagem de identificar outros vírus respiratórios além do VSR, que possam estar presentes. A principal desvantagem desses testes é que eles não estão disponíveis em todos os laboratórios e os resultados demoram mais que o teste rápido para VSR. Isto os torna menos úteis clinicamente para a avaliação de um paciente, mas podem ser úteis para documentar que o VSR ou outro vírus, como o da influenza, chegou à comunidade e para identificar surtos em populações específicas, como casas de repouso, escolas ou vizinhança.

Como a amostra é obtida para o exame?

A técnica de coleta da amostra é crítica no teste de VSR. A melhor e mais utilizada é a de aspirado ou lavado nasal. Uma seringa é usada para inserir uma pequena quantidade de soro fisiológico dentro do nariz. Em seguida, faz-se uma sucção suave (para o aspirado) ou o fluido resultante é coletado em um copo (para o lavado).

Algumas vezes, é usado swab nasofaríngeo (NF), embora não seja de escolha por causa da menor quantidade de vírus na amostra. O swab NF é coletado com a cabeça do indivíduo recostada para trás, então, um swab Dacron (com um Q-tip longo) é suavemente inserido em uma das narinas até encontrar resistência (cerca de 2 a 5 centímetros), então girado várias vezes e retirado. Este procedimento não é doloroso, mas pode causar cócegas e lacrimejamento dos olhos.

NOTA: Se exames médicos em você ou em alguém importante para você o deixam ansioso ou constrangido, ou se você tem dificuldade de lidar com eles, leia um ou mais dos seguintes artigos: Lidando com dor, desconforto ou ansiedade durante o exame, Conselhos sobre exames de sangue, Conselhos para ajudar crianças durante exames médicos, e Conselhos para ajudar idosos durante exames médicos.

Outro artigo, Siga essa amostra, fornece uma visão da coleta e do processamento de uma amostra de sangue e de uma amostra de cultura da garganta.

É necessário algum preparo para garantir a qualidade da amostra?

Não é necessário preparo para o teste.

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Perguntas frequentes
  • Como o exame é usado?

    O teste para o vírus sincicial respiratório (VSR) normalmente é utilizado durante a temporada de VSR para auxiliar no diagnóstico de infecções em indivíduos que apresentam sintomas moderados a graves e envolvimento das vias respiratórias inferiores. É pedido principalmente para bebês (com idade entre 6 meses e 2 anos), para idosos e pessoas com sistema imunológico comprometido, tais como aqueles com doença pulmonar pré-existente ou que realizaram transplante de órgão. Crianças mais velhas e o resto da população em geral não são rotineiramente diagnosticadas ou testadas, porque a maioria delas irá apresentar apenas infecções respiratórias das vias superiores, relativamente leves, com sintomas como coriza nasal, espirros, tosse, dor de garganta e febre.

    O teste para VSR também é usado para documentar e rastrear a disseminação do VSR na comunidade. Uma vez que a maioria dos casos de VSR são autolimitantes, os esforços de saúde da comunidade são concentrados na contenção e prevenção da disseminação do VSR o máximo possível para minimizar a chance de propagação do vírus para pessoas com alto risco. O tratamento do VSR é, principalmente, de apoio, diminuindo a dor e a febre e facilitando a respiração. Pessoas com sintomas leves realizarão o teste para VSR somente se for necessário para ajudar na triagem da disseminação. O teste de VSR costuma ser pedido junto com o teste para influenza se ambos estiverem presentes na comunidade. Estes exames são utilizados para detectar a presença do VSR ou da influenza e para avaliar a probabilidade de que os sintomas do indivíduo sejam provocados por esses vírus ou existam outras causas, como infecção bacteriana.

    Algumas vezes podem ser feitas culturas virais ou teste genético para vírus respiratório, para ajudar a localizar os surtos de VSR e identificar outras infecções virais que podem causar sintomas clínicos semelhantes à VSR.

  • Quando o exame é pedido?

    Os testes para VSR são pedidos quase que exclusivamente durante a "temporada de resfriados e gripes". São realizados quando a pessoa, geralmente bebê ou idoso, apresenta sintomas de infecção das vias respiratórias inferiores, como:

    • chiado
    • tosse intensa
    • respiração rápida (principalmente bebês)
    • febre
    • dores de cabeça
    • coriza e entupimento nasal
    • dor de garganta

    Se o VSR já estiver sido identificado na comunidade, o médico pode solicitar um teste rápido para VSR para confirmar a suspeita diagnóstica no indivíduo sintomático. Se a influenza também estiver presente na comunidade, pede-se o teste de VSR em conjunto com o teste para influenza para determinar qual vírus a pessoa tem. O médico também pode solicitar exames bacterianos, como teste para streptococcus (pesquisa de streptococcus do grupo A - bactérias que provocam faringite estreptocócica), quando a causa da infecção não é clara.

  • O que significa o resultado do exame?

    Se um teste rápido para VSR for positivo, então é provável que o paciente apresente infecção pelo vírus sincicial respiratório. Uma cultura viral positiva ou teste genético viral servirá para confirmar a presença do VSR na comunidade. O teste positivo para VSR, no entanto, não diz ao médico a gravidade dos sintomas ou há quanto tempo a pessoa está infectada. Normalmente, os sintomas aparecem de 4 a 6 dias após a infecção.

    O teste rápido negativo para VSR pode significar que o indivíduo avaliado apresente algo diferente de VSR ou que não há vírus suficiente na amostra para que se possa detectá-lo. Entre os motivos estão uma coleta ruim da amostra ou porque o paciente não apresenta níveis detectáveis do vírus nas secreções respiratórias. Os adultos tendem a liberar menos vírus que os bebês e aqueles que apresentam VSR há vários dias liberarão menos do que os que têm infecção mais recente.

  • Há mais alguma coisa que eu devo saber?

    A maioria das infecções por VSR desaparece em 1 ou 2 semanas. As pessoas podem ser reinfectadas pelas diferentes cepas de VSR de ano para ano, embora as infecções posteriores tendem a ser menos grave que a primeira. Como a maioria das infecções por VSR é leve, normalmente atribui-se seus sintomas a “resfriado”. Estes casos de VSR, normalmente não são formalmente diagnosticados. Com frequência, são autotratados pela pessoa com remédios de venda livre para resfriado que aliviam os sintomas.

  • Existe algum exame de sangue para VSR?

    Existem testes de sangue para anticorpos anti VSR – a resposta imunológica do sistema ao vírus. Os testes podem detectar exposição prévia ao VSR, mas, normalmente, não são considerados clinicamente úteis para diagnóstico de um processo ativo de VSR.

  • Existe alguma vacina, como a da gripe, para prevenir o VSR?

    Atualmente não, embora seja considerada alta prioridade por pesquisadores.

  • Os antibióticos são úteis para os casos de VSR?

    Não. O VSR é causado por vírus e não por bactéria. Então, a antibioticoterapia (tratamento com antibióticos) não é indicada ou útil. Existe uma terapia medicamentosa de curto prazo para indivíduos de alto risco. Ela não previne nem cura a infecção por VSR, mas diminui o envolvimento das vias respiratórias inferiores e reduz a necessidade de hospitalização das pessoas afetadas. Esta imunoterapia pode ser dada aos recém-nascidos nas unidades de terapia intensiva dos berçários para protegê-los durante a temporada de VSR. Bebês prematuros são especialmente vulneráveis ao VSR.

Fontes do artigo

NOTA: Este artigo se baseia em pesquisas que incluíram as fontes citadas e a experiência coletiva de Lab Tests Online Conselho de Revisão Editorial. Este artigo é submetido a revisões periódicas do Conselho Editorial, e pode ser atualizado como resultado dessas revisões. Novas fontes citadas serão adicionadas à lista e distinguidas das fontes originais usadas.                                        

 

Fontes usadas na última revisão deste artigo

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