Também conhecido como
Fibrinogênio
Nome formal
Fibrinogênio
Este artigo foi revisto pela última vez em
Este artigo foi modificado pela última vez em 22 de Junho de 2019.
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Perguntas frequentes
  • Como o exame é usado?

    A dosagem de fibrinogênio é feita como parte da investigação de um distúrbio hemorrágico, ou para esclarecer alterações do tempo de protrombina ou do tempo de tromboplastina parcial. Em geral, o médico também pede outros exames simultaneamente, como tempo de protrombina, tempo de tromboplastina parcial e dosagens de outros fatores da coagulação. Quando há suspeita de coagulação intravascular disseminada ou de aumento da atividade fibrinolítica, são pedidos também produtos de degradação da fibrina (PDF) e D-dímeros. Ocasionalmente o fibrinogênio pode ser usado para monitorar doença hepática.

    Como a proteína C-reativa, o fibrinogênio é um marcador de inflamação e de risco coronariano, mas é pouco usado com essas finalidades.

    Os métodos imunológicos são usados para determinar se resultados baixos ocorrem devido à presença de inibidores ou a variantes genéticas disfuncionais do fibrinogênio (disfibrinogenemia).

  • Quando o exame é pedido?

    O médico pede a dosagem de fibrinogênio, junto com outros exames, quando há um sangramento não explicado ou prolongado, resultados anormais do tempo de protrombina ou do tempo de tromboplastina parcial, ou suspeita de coagulação intravascular disseminada ou de hiperfibrinólise.

    A dosagem por métodos imunológicos, comparada com a dosagem por métodos de coagulação, é usada para detectar a presença de inibidores ou de fibrinogênio disfuncional.

    Em alguns casos, a dosagem de fibrinogênio é usada, junto com outros exames, para avaliar o risco de doença coronariana.

  • O que significa o resultado do exame?

    Níveis reduzidos de fibrinogênio prejudicam a formação de coágulos estáveis. São observadas reduções crônicas quando há doenças hereditárias, como afibrinogenemia ou hipofibrinogenemia, e em doenças adquiridas, como doença hepática avançada e desnutrição intensa. Ocorrem reduções agudas na coagulação intravascular disseminada e na hiperfibrinólise. Também podem ser observados níveis baixos após transfusão rápida de grandes volumes de sangue.

    O fibrinogênio é uma proteína de fase aguda. Seus níveis se elevam quando há inflamação ou lesão tecidual de qualquer causa. Essas elevações são temporárias, e desaparecem após cessar a causa. Podem ser detectados níveis altos com:

    Infecções agudas

    Níveis elevados persistentes de fibrinogênio podem contribuir para o risco de doença coronariana.

  • Há mais alguma coisa que eu devo saber?

    Alguns medicamentos diminuem o nível de fibrinogênio, como anabolizantes, fenobarbital, estreptoquinase, uroquinase e ácido valproico. São detectados níveis elevados na gravidez, em fumantes e em mulheres que usam anticoncepcionais orais ou estrogênios.

    Disfibrinogenemias são distúrbios hereditários raros causados por mutações nos genes que codificam o fibrinogênio, podendo resultar em aumento do risco de trombose ou em tendência hemorrágica leve. Pessoas com hipofibrinogenemia ou disfibrinogenemia podem ter a cicatrização retardada.

    É possível fazer testes genêticos em pessoas e familiares de indivíduos que apresentam disfibrinogenemia, afibrinogenemia ou hipofibrinogenemia, para identificar os genes envolvidos.

    Pacientes com doenças hepáticas têm probabilidade de desenvolver disfibrinogenemia adquirida, que pode aumentar a tendência a sangramento ou a trombose.

  • O que posso fazer para diminuir meu nível de fibrinogênio?

    Se o nível de fibrinogênio estiver elevado devido a gravidez ou a um processo inflamatório agudo, ele deve voltar ao normal quando for eliminada a causa. Se for resultado de uma doença crônica, como artrite reumatoide, o controle adequado da doença pode reduzir os níveis, mas nem sempre isso é possível. Modificar o estilo de vida ajuda a diminuir o risco total de doença cardiovascular.

  • Qual é a diferença entre fibrinogênio, produtos de degradação da fibrina e D-dímeros?

    A dosagem de fibrinogênio por métodos de coagulação mede a conversão do fibrinogênio em fibrina. A dosagem de fibrinogênio por métodos imunológicos mede o fibrinogênio antes da conversão em fibrina. Produtos de degradação da fibrina e D-dímeros medem a atividade fibrinolítica, que remove o coágulo de fibrina quando ele não é mais necessário. Produtos de degradação da fibrina são todos os fragmentos resultantes da quebra da fibrina. Os D-dímeros são os fragmentos que contêm ligações cruzadas entre as cadeias de fibrina.

  • Eu posso ter níveis baixos de fibrinogênio e não saber?

    Sim. Muitas pessoas têm coagulação relativamente normal mesmo com concentrações relativamente baixas de fibrinogênio, que são percebidas apenas com a observação de sangramento excessivo após uma cirurgia ou um traumatismo.