Também conhecido como
Fibrinogênio
Nome formal
Fibrinogênio
Este artigo foi revisto pela última vez em
Este artigo foi modificado pela última vez em 19 de Julho de 2018.
De relance
Por que fazer este exame?

Como parte da investigação de um distúrbio hemorrágico. Algumas vezes é usado como parte da avaliação de risco coronariano.

Quando fazer este exame?

Após episódios de sangramento; quando há alteração do tempo de protrombina ou do tempo de tromboplastina parcial (TTP); como parte da avaliação de risco coronariano.

Amostra:

Sangue colhido de uma veia do braço.

É necessária alguma preparação?

Nenhuma

O que está sendo pesquisado?

O fibrinogênio é um fator da coagulação (fator I), uma proteína necessária para a formação do coágulo. É produzido no fígado e liberado na circulação junto com outros fatores. É desencadeado quando há lesão de um vaso sanguíneo, processo chamado hemostasia, que contém o sangramento. Pequenos fragmentos de células (plaquetas) aderem ao local da lesão e se agregam formando um tampão. Ao mesmo tempo, é iniciada a coagulação, com ativação sucessiva de diversos fatores da coagulação (cascata da coagulação) No final do processo, o fibrinogênio, uma proteína solúvel, é convertido em filamentos insolúveis de fibrina, que reforçam o coágulo plaquetário e formam um coágulo estável que evita perda adicional de sangue e permanece no local até ocorrer a cicatrização dos tecidos.

Para que a hemostasia ocorra de modo adequado, é necessário que haja plaquetas e fatores da coagulação em quantidades adequadas. A dosagem de fibrinogênio é um dos exames que avalia a hemostasia. Existem vários métodos, que podem ser classificados em dois grupos principais:

  • Métodos baseados em coagulação. Usados com maior frequência, são variantes do tempo de trombina ou do tempo de protrombina otimizadas para serem mais sensíveis a variações da quantidade de fibrinogênio. Nesses exames, a quantidade de fibrinogênio está relacionada inversamente com o tempo de coagulação no sistema usado.
  • Métodos imunológicos, em que são medidos componentes antigênicos da molécula de fibrinogênio usando anticorpos específicos. Desses métodos, são utilizados com mais frequência turbidimetria, nefelometria e ELISA.

É possível que os resultados dos dois grupos de métodos sejam diferentes em algumas circunstâncias. Os imunológicos podem incluir na avaliação parte do fibrinogênio que não está disponível para a coagulação, na presença de inibidores ou de variantes genéticas da molécula de fibrinogênio.

O fibrinogênio é uma proteína de fase aguda. Seus níveis sanguíneos se elevam sempre que há inflamação de tecidos. Como outras proteínas desse grupo, ele é usado para avaliar a intensidade de um processo inflamatório.

Como a amostra é obtida para o exame?

Uma amostra de sangue é colhida inserindo uma agulha em uma veia do braço.

NOTA: Se exames médicos em você ou em alguém importante para você o deixam ansioso ou constrangido, ou se você tem dificuldade de lidar com eles, leia um ou mais dos seguintes artigos: Lidando com dor, desconforto ou ansiedade durante o exame, Conselhos sobre exames de sangue, Conselhos para ajudar crianças durante exames médicos, e Conselhos para ajudar idosos durante exames médicos.

Outro artigo, Siga essa amostra, fornece uma visão da coleta e do processamento de uma amostra de sangue e de uma amostra de cultura da garganta.

É necessário algum preparo para garantir a qualidade da amostra?

Nenhuma preparação é necessária

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Perguntas frequentes
  • Como o exame é usado?

    A dosagem de fibrinogênio é feita como parte da investigação de um distúrbio hemorrágico, ou para esclarecer alterações do tempo de protrombina ou do tempo de tromboplastina parcial. Em geral, o médico também pede outros exames simultaneamente, como tempo de protrombina, tempo de tromboplastina parcial e dosagens de outros fatores da coagulação. Quando há suspeita de coagulação intravascular disseminada ou de aumento da atividade fibrinolítica, são pedidos também produtos de degradação da fibrina (PDF) e D-dímeros. Ocasionalmente o fibrinogênio pode ser usado para monitorar doença hepática.

    Como a proteína C-reativa, o fibrinogênio é um marcador de inflamação e de risco coronariano, mas é pouco usado com essas finalidades.

    Os métodos imunológicos são usados para determinar se resultados baixos ocorrem devido à presença de inibidores ou a variantes genéticas disfuncionais do fibrinogênio (disfibrinogenemia).

  • Quando o exame é pedido?

    O médico pede a dosagem de fibrinogênio, junto com outros exames, quando há um sangramento não explicado ou prolongado, resultados anormais do tempo de protrombina ou do tempo de tromboplastina parcial, ou suspeita de coagulação intravascular disseminada ou de hiperfibrinólise.

    A dosagem por métodos imunológicos, comparada com a dosagem por métodos de coagulação, é usada para detectar a presença de inibidores ou de fibrinogênio disfuncional.

    Em alguns casos, a dosagem de fibrinogênio é usada, junto com outros exames, para avaliar o risco de doença coronariana.

  • O que significa o resultado do exame?

    Níveis reduzidos de fibrinogênio prejudicam a formação de coágulos estáveis. São observadas reduções crônicas quando há doenças hereditárias, como afibrinogenemia ou hipofibrinogenemia, e em doenças adquiridas, como doença hepática avançada e desnutrição intensa. Ocorrem reduções agudas na coagulação intravascular disseminada e na hiperfibrinólise. Também podem ser observados níveis baixos após transfusão rápida de grandes volumes de sangue.

    O fibrinogênio é uma proteína de fase aguda. Seus níveis se elevam quando há inflamação ou lesão tecidual de qualquer causa. Essas elevações são temporárias, e desaparecem após cessar a causa. Podem ser detectados níveis altos com:

    Infecções agudas

    Níveis elevados persistentes de fibrinogênio podem contribuir para o risco de doença coronariana.

  • Há mais alguma coisa que eu devo saber?

    Alguns medicamentos diminuem o nível de fibrinogênio, como anabolizantes, fenobarbital, estreptoquinase, uroquinase e ácido valproico. São detectados níveis elevados na gravidez, em fumantes e em mulheres que usam anticoncepcionais orais ou estrogênios.

    Disfibrinogenemias são distúrbios hereditários raros causados por mutações nos genes que codificam o fibrinogênio, podendo resultar em aumento do risco de trombose ou em tendência hemorrágica leve. Pessoas com hipofibrinogenemia ou disfibrinogenemia podem ter a cicatrização retardada.

    É possível fazer testes genêticos em pessoas e familiares de indivíduos que apresentam disfibrinogenemia, afibrinogenemia ou hipofibrinogenemia, para identificar os genes envolvidos.

    Pacientes com doenças hepáticas têm probabilidade de desenvolver disfibrinogenemia adquirida, que pode aumentar a tendência a sangramento ou a trombose.

  • O que posso fazer para diminuir meu nível de fibrinogênio?

    Se o nível de fibrinogênio estiver elevado devido a gravidez ou a um processo inflamatório agudo, ele deve voltar ao normal quando for eliminada a causa. Se for resultado de uma doença crônica, como artrite reumatoide, o controle adequado da doença pode reduzir os níveis, mas nem sempre isso é possível. Modificar o estilo de vida ajuda a diminuir o risco total de doença cardiovascular.

  • Qual é a diferença entre fibrinogênio, produtos de degradação da fibrina e D-dímeros?

    A dosagem de fibrinogênio por métodos de coagulação mede a conversão do fibrinogênio em fibrina. A dosagem de fibrinogênio por métodos imunológicos mede o fibrinogênio antes da conversão em fibrina. Produtos de degradação da fibrina e D-dímeros medem a atividade fibrinolítica, que remove o coágulo de fibrina quando ele não é mais necessário. Produtos de degradação da fibrina são todos os fragmentos resultantes da quebra da fibrina. Os D-dímeros são os fragmentos que contêm ligações cruzadas entre as cadeias de fibrina.

  • Eu posso ter níveis baixos de fibrinogênio e não saber?

    Sim. Muitas pessoas têm coagulação relativamente normal mesmo com concentrações relativamente baixas de fibrinogênio, que são percebidas apenas com a observação de sangramento excessivo após uma cirurgia ou um traumatismo.

Fontes do artigo

NOTA: Este artigo se baseia em pesquisas que incluíram as fontes citadas e a experiência coletiva de Lab Tests Online Conselho de Revisão Editorial. Este artigo é submetido a revisões periódicas do Conselho Editorial, e pode ser atualizado como resultado dessas revisões. Novas fontes citadas serão adicionadas à lista e distinguidas das fontes originais usadas.

 

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