Nome formal
Microalbuminúria e relação microalbuminúria/creatinina
Este artigo foi revisto pela última vez em
Este artigo foi modificado pela última vez em
15 de Janeiro de 2018.
De relance
Por que fazer este exame?

Para triagem de um possível distúrbio renal ou por lesão renal inicial em pacientes com diabetes.

Quando fazer este exame?

Todos os anos, após o diagnóstico de diabetes ou de hipertensão arterial

Amostra:

Uma amostra de urina aleatória, durante a noite, por período, ou de 24 horas.

É necessária alguma preparação?

Nenhuma

O que está sendo pesquisado?

A microalbuminúria é um indicador precoce de insuficiência renal. Mede pequenas quantidades de albumina que o corpo começa a eliminar na urina anos antes de uma lesão renal se tornar evidente. A albumina é uma proteína produzida no fígado. Está presente em grande quantidade no sangue, mas quase nenhuma é eliminada na urina quando a função renal está normal. Entretanto, quando há lesão ou doença renal, a albumina é eliminada na urina. Isso é observado com freqüência em doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, em que quantidades maiores de proteínas na urina refletem graus maiores de insuficiência renal.

Como a molécula de albumina é pequena, ela é uma das primeiras proteínas detectadas na urina quando há lesão renal. Pacientes com níveis detectáveis consistentes de albumina na urina (microalbuminúria) tem um riso maior de desenvolvimento de insuficiência renal progressiva e doença cardiovascular no futuro. Medidas da microalbuminúria podem ser feitas usando urina colhida durante 24 horas, em um período específico (por exemplo, 4 horas ou durante a noite) ou em um momento aleatório.

A creatinina, um produto final do metabolismo muscular, é excretada de modo uniforme na urina. Sua quantidade na urina é relativamente estável. Como a concentração (ou diluição) da urina varia durante o dia, essa característica da creatinina permite que sua medida seja usada como fator de correção em amostras aleatórias de urina. Quando a creatinina é medida junto da microalbuminúria em uma amostra aleatória de urina, pode ser calculada a relação microalbuminúria/creatinina, que a American Diabetes Association considera ser o exame de escolha para triagem de microalbuminúria.

Como a amostra é obtida para o exame?

Você deve colher uma amostra aleatória de urina no consultório do médico ou no laboratório, uma amostra por período (por exemplo, 4 horas ou durante a noite), ou uma amostra de 24 horas. Seu médico ou o laboratório fornecerá um frasco e instruções para a colheita adequada da amostra de urina.

NOTA: Se exames médicos em você ou em alguém importante para você o deixam ansioso ou constrangido, ou se você tem dificuldade de lidar com eles, leia um ou mais dos seguintes artigos: Lidando com dor, desconforto ou ansiedade durante o exameConselhos sobre exames de sangueConselhos para ajudar crianças durante exames médicos, e Conselhos para ajudar idosos durante exames médicos.

Outro artigo, Siga essa amostra, fornece uma visão da coleta e do processamento de uma amostra de sangue e de uma amostra de cultura da garganta.

É necessário algum preparo para garantir a qualidade da amostra?

Não é necessária preparação.

Accordion Title
Preguntas frequentes
  • Como o exame é usado?

    A microalbuminúria ou a relação microalbuminúria/creatinina em uma amostra aleatória de urina é pedida com freqüência em pacientes com problemas crônicos, como diabetes ou hipertensão arterial, que aumentam o risco de insuficiência renal. Estudos mostram que a identificação de estágios muito precoces de doença renal permite que pacientes e médicos ajustem o tratamento. Com um controle melhor da glicemia e da pressão arterial, a evolução da doença renal em diabéticos pode ser retardada ou evitada.

    A microalbuminúria em uma amostra por período (4 horas ou durante a noite) pode ser pedida como triagem alternativa. Se quantidades significativas de microalbuminúria forem detectadas na triagem, o resultado pode ser confirmado em uma amostra de 24 horas.

  • Quando o exame é pedido?

    A National Kidney Foundation, a Sociedade Brasileira de Nefrologia, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a Sociedade Brasileira de Diabetes e a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial recomendam que toda pessoa com diabetes entre 12 e 70 anos de idade deve pesquisar microalbuminúria pelo menos uma vez por ano. Segundo a American Diabetes Association, os diabéticos do tipo 1 devem ser testados uma vez por ano a partir do quinto ano de doença, e os diabéticos do tipo 2 devem ser testados todo ano a partir do diagnóstico. Se for detectada microalbuminúria, o exame deve ser repetido e, se for positivo em 2 a 3 exames no período de 3 a 6 meses, o paciente deve receber tratamento adequado.

    Pacientes com hipertensão arterial devem ser testados em intervalos regulares, com freqüência determinada pelo médico.

  • O que significa o resultado do exame?

    Aumentos moderados da microalbuminúria indicam que a pessoa está em um estágio muito inicial de doença renal. Níveis mais elevados indicam formas mais graves de doença renal. Níveis normais indicam função renal normal.

  • Há mais alguma coisa que eu devo saber?

    Estudos mostraram que a presença de albumina na urina de pessoas com diabetes ou com hipertensão arterial mesmo em níveis considerados normais, está associada a um risco aumentado de doença cardiovascular. Mais recentemente, as pesquisas têm tentado determinar se níveis aumentados de albumina na urina indicam risco de doença cardiovascular em pessoas que não têm diabetes nem hipertensão arterial.

  • Há outras razões para ter níveis aumentados de microalbuminúria na urina?

    A pré-albumina mede uma proteína no sangue que reflete o estado nutricional, em especial antes e após cirurgia, ou se a pessoa está hospitalizada ou recebendo suplementos nutricionais. A albumina é usada com maior frequência para avaliar doença renal ou hepática ou para determinar se o corpo está absorvendo aminoácidos em quantidade adequada. A albumina pode ser usada também para avaliar o estado nutricional. Entretanto, os níveis de pré-albumina se alteram com maior rapidez, sendo mais úteis para detectar alterações a curto prazo do estado nutricional que os de albumina. A microalbuminúria mede pequenas quantidades de albumina na urina, e indica risco de doença renal.

  • O que o exame encontra na minha urina?

    Se você é diabético, seu médico pede todo ano uma amostra de urina para verificar se seus rins estão deixando passar albumina, mesmo em pequenas quantidades. É bom saber se os rins não estão eliminando nem mesmo pequenas quantidades de albumina.

  • Há outras razões para ter níveis aumentados de microalbuminúria na urina?

    Sim, a microalbuminúria não é específica do diabetes. Ela pode também estar associada a hipertensão arterial (high blood pressure), a algumas anormalidades de lipídios e a diversos distúrbios autoimunes. Níveis elevados podem ser causados por exercícios vigorosos, sangue na urina, infecções urinárias, desidratação e alguns medicamentos.

Fontes do artigo

NOTA: Este artigo se baseia em pesquisas que incluíram as fontes citadas e a experiência coletiva de Lab Tests Online Conselho de Revisão Editorial. Este artigo é submetido a revisões periódicas do Conselho Editorial, e pode ser atualizado como resultado dessas revisões. Novas fontes citadas serão adicionadas à lista e distinguidas das fontes originais usadas.Fontes usadas na revisão atual

 

National Kidney Foundation. Fact Sheet: Microalbuminuria In Diabetic Kidney Disease. Available online at http://www.kidney.org/news/newsroom/fs_new/microalbindbkd.cfm through http://www.kidney.org. Accessed December 2008.

MedlinePlus Medical Encyclopedia. Microalbuminuria test. Available online at http://www.nlm.nih.gov/MEDLINEPLUS/ency/article/003591.htm. Accessed December 2008.

US FDA. Diabetes Information, Glucose Meters & Diabetes Management. Available online at http://www.fda.gov/Diabetes/glucose.html#22. Accessed December 2008.

American Diabetes Association. Clinical Practice Recommendations 2008. Diabetes Care. January 2008, Volume 31, Supplement 1. Available online at http://care.diabetesjournals.org/content/vol31/Supplement_1/. Accessed December 2008.

Wang TJ, Gona P, Larson G, et al. Multiple biomarkers for the prediction of first major cardiovascular events and death. New England Journal of Medicine. 21 Dec 2006. 355;25:2631-2639.

High Levels Of Urinary Albumin In The Normal Range Predict Hypertension. ScienceDaily (June 25, 2008). Available online at http://www.sciencedaily.com/releases/2008/06/080625123002.htm through http://www.sciencedaily.com. Accessed December 2008.

Holly Kramer et al. Urine Albumin Excretion and Subclinical Cardiovascular Disease. Hypertension. 2005;46:38. Available online at http://hyper.ahajournals.org/cgi/content/abstract/46/1/38. Accessed December 2008.

Fontes usadas em revisões anteriores

Corbett, JV. Laboratory Tests & Diagnostic Procedures with Nursing Diagnoses, 4th ed. Stamford, Conn.: Appleton & Lang, 1996. Pp. 73-74.

Thomas, Clayton L., Editor (1997). Taber’s Cyclopedic Medical Dictionary. F.A. Davis Company, Philadelphia, PA [18th Edition].

Pagana, Kathleen D. & Pagana, Timothy J. (2001). Mosby’s Diagnostic and Laboratory Test Reference 5th Edition: Mosby, Inc., Saint Louis, MO.

Nuovo, J. (1999 June). Albumin-to-Creatinine Ratio for Detection of Microalbuminuria. American Family Physician, Tips from other Journals [On-line journal]. Available online at http://www.aafp.org/afp/990600ap/tips.html#31 through http://www.aafp.org.

Fitz, M. (1999 February 2). Spot Urine Albumin to Creatinine Ratio. Loyola University Chicago Stritch School of Medicine. [On-line information, Medicine 1]. Available online at http://www.meddean.luc.edu/Lumen/meded/MEDICINE/medclerk/renal13.htm through http://www.meddean.luc.edu.

Ehrmeyer, S. (2003 January). Using a creatinine ratio in urinalysis to improve the reliability of protein and albumin results. Medical Laboratory Observer, Features 35 (1) [On-line journal]. Available online at http://www.mlo-online.com/articles/mlo0103cliniss.htm through http://www.mlo-online.com.

Loghman-Adham, M. (1998 October 1). Evaluating Proteinuria in Children. American Family Physician [On-line journal]. Available online at http://www.aafp.org/afp/981001ap/loghman.html through http://www.aafp.org.

Virtual Hospital: University of Iowa Family Practice Handbook, 3rd Edition: Hematologic, Electrolyte, and Metabolic Disorders: Bibliography. Available online at http://www.vh.org/Providers/ClinRef/FPHandbook/Chapter05/Bibliography05.html through http://www.vh.org

ARUP Laboratory Guidebook. Available online at http://www.arpulab.com/guides/clt/ through http://www.arpulab.com. (Click on “microalbumin, urine”)

American Diabetes Association: Community and Resources. Available online at http://www.diabetes.org.