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Este artigo foi revisto pela última vez em 27 de Outubro de 2008.
Este artigo foi modificado pela última vez em 24 de Maio de 2019.
Também conhecido como:
Amostra:
Sangue venoso ou arterial.
É necessária alguma preparação?
Não é necessária preparação alguma.
Por que fazer este exame?
Porque, em algumas condições clínicas, deve-se identificar ou monitorizar um desequilíbrio ácido-base (pH).
O que está sendo pesquisado?
O exame de CO2 total mede a quantidade total de dióxido de carbono no sangue, que aparece principalmente na forma de bicarbonato (HCO3). O bicarbonato é um íon carregado negativamente que é excretado e reabsorvido pelos rins. É usado pelo organismo para ajudar a manter o equilíbrio ácido-base (pH) e, secundariamente, em conjunto com o sódio, potássio e cloreto, mantém a neutralidade elétrica em nível celular.
A dosagem de bicarbonato (ou CO2 total) como parte de um perfil metabólico ou eletrolítico ajuda a diagnosticar um desequilíbrio eletrolítico, acidose ou alcalose resultante de uma doença/estado clínico.
O exame de bicarbonato (ou CO2 total) quase nunca é pedido isoladamente. Geralmente é solicitado em conjunto com sódio, potássio e cloreto, como parte de um perfil hidroeletrolítico, que é usado para detectar, avaliar e monitorar desequilíbrios eletrolíticos. Ele é utilizado para avaliar uma doença crônica ou aguda, especialmente no contexto de doença renal crônica, de sepse e de doenças do metabolismo de aminoácidos, de ácidos graxos e de glicose.
Quando é identificado um desequilíbrio ácido-base agudo, geralmente solicita-se uma gasometria arterial para avaliar a gravidade do desequilíbrio, determinar se é principalmente respiratório (provocado por um desequilíbrio entre a quantidade de oxigênio inalado e o CO2 expirado) ou metabólico (devido ao aumento ou diminuição da quantidade de bicarbonato no sangue), e monitorar o tratamento até que seja restaurado o equilíbrio ácido-base. Em acompanhamento ambulatorial, geralmente solicita-se uma amostra de sangue venoso.
O exame de bicarbonato é solicitado, normalmente, como parte de um perfil hidroeletrolítico quando: é necessário avaliar o equilíbrio ácido-base (pH).; o profissional de saúde deseja monitorizar uma doença/estado clínico ou tratamento que possa provocar desequilíbrio eletrolítico, especialmente no contexto de doença renal crônica, de sepse e de doenças do metabolismo de aminoácidos, de ácidos graxos e de glicose.
Quando os níveis de bicarbonato estão mais elevados ou mais baixos que o normal, isso significa que o organismo está com problemas para manter o equilíbrio ácido-base, devido a alterações na concentração de ácidos ou de distúrbios ventilatórios, ou que o equilíbrio eletrolítico foi perturbado, provavelmente por perda ou retenção de líquidos. Ambos podem ser causados por inúmeras disfunções.
Algumas das causas para baixos níveis de bicarbonato são:
Níveis aumentados podem ser devido a:
Alguns fármacos elevam os níveis de bicarbonato, entre eles: fludrocortisona, barbitúricos, bicarbonatos, hidrocortisona, diuréticos da alça e esteróides. Fármacos que podem diminuir os níveis de bicarbonato incluem meticilina, nitrofurantoina, tetraciclina, diuréticos tiazida e triamterene.
BURTS, Carl A., BRUNS, David E. TIETZ FUNDAMENTOS DE QUÍMICA CLÍNICA E DIAGNÓSTICO MOLECULAR. Elsevier: 2016.