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Este artigo foi revisto pela última vez em 27 de Outubro de 2008.
Este artigo foi modificado pela última vez em 24 de Maio de 2019.
Também conhecido como:
Amostra:
Sangue venoso, urina ou líquido cefalorraquidiano.
É necessária alguma preparação?
Não é necessária preparação alguma.
Por que fazer este exame?
Esse exame deve ser realizado em pacientes com suspeita de infecção por arboviroses, especialmente, naqueles que apresentam sintomas suspeitos de infecção pelo Zika vírus, como febre, exantema e conjuntivite em pacientes provenientes de áreas endêmicas.
O que está sendo pesquisado?
O diagnóstico laboratorial de infecção pelo Zika vírus pode ser realizado através da detecção de anticorpos circulantes (sorologia) ou pela detecção do material genético do vírus, utilizando biologia molecular.
O exame de maior sensibilidade e especificidade para o diagnóstico de infecção pelo Zika vírus é a reação da cadeia da polimerase em tempo real utilizando transcriptase reversa (RT-qPCR, na sigla em inglês).
Esse teste deve ser realizado nos primeiros 5 dias de infecção, independentemente da amostra a ser analisada. Após esse período, a sorologia deverá ser solicitada, para se evitar resultados falso-negativos. Contudo, material genético pode ser detectado em urina até o 15º dia após o início dos sintomas.
A detecção de anticorpos é feita a partir do sexto dia de sintomas, sendo que primeiro há ascensão de títulos de IgM e, posteriormente, de IgG.
Considerando o contexto clínico com a detecção em exames laboratoriais, confirma-se o caso desta arbovirose.
Assim como todos os exames laboratoriais, é fundamental que este seja solicitado e interpretado por um profissional médico habilitado, que tenha relação com a suspeita clínica
O exame é solicitado quando há suspeita clínica de infecção pelo vírus Zika. O tempo médio entre a infecção pelo vírus e o aparecimento dos sintomas é de cerca de 10 dias.
Os sintomas duram de 4 a 7 dias e envolvem cefaleia, febre, sintomas cutâneos (manchas na pele avermelhadas, especialmente em tronco e face), artralgia (dores na articulação), conjuntivite, náusea e mialgia (dores no corpo).
A transmissão ocorre através da picada pelo mosquito Aedes aegypt infectado, que transmite o vírus ao paciente.
O exame molecular direto positivo identifica a presença de vírus Zika na circulação sanguínea, na urina ou no líquor do paciente, podendo indicar infecção vigente.
O exame imunológico indireto, por detecção de anticorpos, indica contato prévio com o vírus. No caso de detecção de anticorpos de fase aguda, chamados IgM, demonstra infecção recente pelo vírus.
É importante ressaltar que os exames indiretos podem apresentar resultados falso positivos por reação cruzada, isto é, os testes podem ser positivos devido a detecção de anticorpos contra outros vírus, como o vírus da dengue e o vírus da Chikungunya.
Além disso, quando há a suspeita de infecção congênita pelo vírus Zika (síndrome congênita associada à infecção pelo vírus Zika), deve-se avaliar a hipótese de infecção da gestante pelo Zika vírus, por meio de métodos moleculares ou sorologia da gestantes, além da possibilidade de realização de PCR do líquido amniótico, a depender da idade gestacional.
Gestantes assintomáticas devem procurar avaliação médica. Se houver indícios de infecção congênita no feto, a pesquisa sorológica de contato com o patógeno deve ser feita.
Pacientes sintomáticos devem realizar o teste molecular em sangue e, dependendo do tempo dos sintomas, em urina.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento de Ações Estratégicas de Epidemiologia e Vigilância em Saúde e Ambiente. Guia de vigilância em saúde : volume 2 [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Departamento de Ações Estratégicas de Epidemiologia e Vigilância em Saúde e Ambiente. – 6. ed. rev. – Brasília: Ministério da Saúde, 2024.