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Lítio

Lítio

Este artigo foi revisto pela última vez em 27 de Outubro de 2008.

Este artigo foi modificado pela última vez em 24 de Maio de 2019.

Também conhecido como:

  • Lítio
  • Litemia

Amostra:
Uma amostra de sangue venoso.

É necessária alguma preparação?
Não é necessária preparação alguma.

Por que fazer este exame?
Porque é necessário monitorizar os níveis de lítio no sangue, quando este medicamento for indicado, uma vez que seus efeitos dependem de uma concentração sérica mínima e que altas concentrações podem ser tóxicas para o organismo.

O que está sendo pesquisado?

Esse exame mede a quantidade de lítio no sangue. O lítio é um medicamento prescrito como modulador de humor, especialmente no tratamento do distúrbio bipolar, que é um problema mental com períodos alternados de depressão e mania/hipomania. A duração desses períodos varia de alguns dias até anos. Durante episódios de depressão, a pessoa sente-se triste, sem esperança, sem valor e perde o interesse pelas atividades diárias. Pode haver distúrbios do sono, perda ou ganho de peso, dificuldade de concentração e pensamentos de suicídio. Durante episódio de mania, a pessoa fica eufórica, irritável, cheia de energia e de ideias grandiosas, perde a capacidade de julgamento e pode participar de atividades arriscadas. Pode haver uma mistura de aspectos das duas fases. O distúrbio ocorre em adultos e crianças.

Sua ação é relativamente lenta, e podem se passar semanas antes que afete o humor do indivíduo. As doses são ajustadas até que a concentração no sangue chegue à faixa terapêutica. A quantidade necessária do medicamento varia entre pessoas e pode ser afetada pela idade, pelo estado geral de saúde e por outros medicamentos usados.

Os níveis sanguíneos são monitorizados em intervalos regulares porque devem ser mantidos em uma faixa terapêutica estreita. Níveis baixos podem não ser eficazes. Níveis muito altos causam efeitos colaterais, como náuseas, vômitos, diarreia, confusão e tremores, além da possibilidade de provocar estupor e convulsões, e até mesmo serem fatais.

Perguntas Frequentes

Deve ser utilizado para medir os níveis sanguíneos em indivíduos que iniciaram o uso de lítio para auxiliar no ajuste da dose e alcançar os níveis desejados. O teste deve ser feito em intervalos regulares ou quando é necessário fazer a monitoração. Uma ou mais dosagens devem ser realizadas em indivíduos que iniciaram o tratamento com medicamentos adicionais para avaliar o efeito (se existir) nos níveis de lítio e na suspeita de toxicidade.

A dosagem de lítio no sangue é pedida com maior frequência no início do tratamento, ou no retorno após período de ausência da terapia. Uma vez estabilizada a concentração sanguínea nos níveis terapêuticos, o lítio deve ser monitorizado em intervalos regulares para garantir a manutenção de seus níveis.

Além disso, o teste deve ser solicitado quando o paciente aparentemente não responde ao tratamento, para determinação de níveis muito baixos, medicação ineficiente e/ou determinar se o paciente está seguindo a terapêutica indicada (fazendo o uso de forma regular). Também deve ser solicitado quando há suspeita de complicações devidas a níveis excessivos com suspeita de toxicidade. Sinais e sintomas de toxicidade do lítio incluem: sonolência, falta de energia, fraqueza muscular, descoordenação dos movimentos, fala arrastada, náuseas, vômitos ou diarreia, confusão, tremores irregulares.

A coleta de sangue é feita 12 a 18 horas após a última dose. Como os horários da medicação variam e algumas formulações são de liberação lenta, os detalhes da coleta podem variar.

A faixa terapêutica estabelecida é 0,6-1,2 mmol/L. A maioria das pessoas nessa faixa mostra resposta ao tratamento sem efeitos colaterais. Entretanto, há variações individuais. Alguns pacientes podem não mostrar resultados se o valor estiver próximo ao limite inferior ou apresentar efeitos colaterais se o valor estiver próximo ao limite superior. Os pacientes devem acompanhar de perto, com o médico, para ser determinada a faixa ideal para o tratamento.

Em geral, quando o lítio está no nível terapêutico e o médico e o paciente estão satisfeitos com o controle do portador de distúrbio bipolar, a dosagem está adequada, particularmente se o indivíduo não apresentar efeitos colaterais. Se os níveis sanguíneos estão abaixo da faixa terapêutica, é como se o paciente não estivesse recebendo a medicação adequada. Se os níveis estão acima da faixa terapêutica e se houver efeitos colaterais importantes, é como se a dosagem estivesse muito alta. Entretanto, os pacientes não devem reduzir ou parar a medicação sem consulta médica, pois podem piorar os sintomas do distúrbio bipolar. A determinação e ajustes das doses devem ser avaliadas caso a caso.

O lítio é excretado principalmente pelos rins. Portanto, pessoas com doença renal podem apresentar níveis sanguíneos altos, pois a excreção de lítio está reduzida. Além disso, o lítio pode causar insuficiência renal, por isso, a função renal deve ser monitorizada com exames periódicos.

Pessoas que tomam lítio podem desenvolver hipotireoidismo, e devem ser monitorizadas com medidas periódicas do TSH no sangue.

Diversos medicamentos prescritos e de venda livre, e alguns suplementos alimentares, podem alterar os níveis sanguíneos de lítio. Os que aumentam os níveis incluem anti-inflamatórios, como o ibuprofeno e o naproxeno, e diuréticos, como hidroclorotiazida e furosemida.  Alguns aumentam a incidência de efeitos colaterais do lítio, como antipsicóticos, como clozapina e olanzapina, anti-hipertensivos, como bloqueadores do canal de cálcio e inibidores da enzima conversora da angiotensina, e anticonvulsivantes, como a carbamazepina. Outros podem diminuir os níveis sanguíneos de lítio, como teofilina e cafeína.

Os níveis sanguíneos de lítio e a probabilidade de efeitos colaterais podem aumentar quando há perda de água corporal, em dietas com pouco sal, sudorese excessiva e distúrbios que causam vômitos ou diarreia.

Em geral, o lítio é tomado durante toda a vida. O distúrbio bipolar pode ser controlado, mas não curado.

Revisado em 27 de novembro de 2025 por Caio Pupin Rosa.

Fontes do Artigo

BURTS, Carl A., BRUNS, David E. TIETZ FUNDAMENTOS DE QUÍMICA CLÍNICA E DIAGNÓSTICO MOLECULAR. Elsevier: 2016.

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