O Brasil possui o maior programa público de imunização do mundo. A rede pública de saúde oferta todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Fonte: Agência Saúde
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Este artigo foi modificado pela última vez em 26 de Junho de 2019.

Durante Assembleia Mundial da Saúde, Brasil destaca importância e a urgência em melhorar os indicadores de vacinação em todo o mundo

“Ouso dizer que a cobertura vacinal é o caminho que nos une. Assim, o Brasil clama a todos que definam ações de vacinação em seus países em consonância com as metas globais”, propôs o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante plenária da 72ª Assembleia Mundial da Saúde, que acontece em Genebra, na Suíça, entre 20 e 28 de maio.  Atualmente, diversos países têm registrado o retorno de doenças, que seriam preveníeis com vacinação, caso do sarampo, devido aos baixos indicadores vacinais. Durante o discurso, o ministro enfatizou que, com o atual cenário de intenso fluxo de pessoas, é necessária a promoção de ações de integração entre vigilância e atenção em saúde.

Nesta terça-feira (21), o ministro também participou do evento paralelo “Promovendo a Confiança nas Vacinas: Melhorando os Esforços Globais de Imunização para Proteger a Saúde de Todas as Gerações”, organizado pelo Brasil, Estados Unidos, Romênia, Canadá e União Europeia. Neste encontro, Mandetta defendeu que a vacina tem que ser universal e estar na agenda de todos os povos do mundo. “Ela é um patrimônio. Enquanto o mundo tiver crianças que precisem de vacinas, nós não podemos deixa-las a mercê de especulações fantasiosas sobre vacinas. Os pais dessa nova geração não sabem o sofrimento. Talvez chamar os avós para que eles possam dar o testemunho do que é o sarampo, do que foi a pólio e das milhares de vítimas que o mundo assistiu e de tristezas que ocorreram”, afirmou o ministro da Saúde do Brasil. 

Ainda durante o evento para promoção da vacinação, Mandetta ressaltou que “o Brasil está preparado para junto aos Estados Unidos da América e a União Europeia liderarem uma grande campanha mundial a favor da vacina com a credibilidade daqueles que possam falar sobre a vacina sendo verbalizado mundo a fora”.

Reforçando o compromisso do Brasil com a vacinação, o Ministério da Saúde lançou, em abril, o Movimento Vacina Brasil para reverter o quadro de quedas das coberturas vacinais no país nos últimos anos. O projeto deve ocorrer ao longo de todo o ano, não apenas durante as campanhas de vacinação. A ideia é reunir uma série de ações integradas entre órgãos públicos e empresa, para conscientizar cada vez mais a população sobre a importância da vacinação como medida de saúde pública e desmitificar a campanha de fake news contra as vacinas.

Neste mês, um dos monumentos mais conhecidos mundialmente, o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, recebeu a iluminação especial no dia 3 de maio com as principais cores do Movimento Vacina Brasil “É mais proteção para todos”. A ação foi mais uma das medidas do Governo Federal para alertar a população sobre a importância de manter a caderneta de vacinação em dia e chamar o público prioritário para o dia “D” da Campanha Nacional de Vacinação contra a influenza neste ano em todo o país.

VACINAÇÃO

O Brasil possui o maior programa público de imunização do mundo. A rede pública de saúde oferta todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ao todo são 27 vacinas como parte do esquema de cobertura prevista no Calendário Nacional de Vacinação. Por ano, são mais de 300 milhões de doses de vacina aplicadas na população que vai aos postos de vacinação.

Nos últimos dois anos (2017 e 2018) os índices de cobertura vacinal das principais vacinas ofertadas pelo SUS têm registrado queda. Doenças como poliomielite, sarampo e outras já consideradas eliminadas ou erradicadas no país são ameaças se a população não compreender o alerta para os riscos da não vacinação. Estar em dia com calendário de rotina e campanhas de vacinação é a principal forma de se proteger e colaborar para que vírus e bactérias não encontrem campo aberto para disseminação.

No ano de 2017 praticamente todas as vacinas indicadas para os dois primeiros anos de idade das crianças não atingiram a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde. No caso do tríplice viral, que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola, a cobertura ficou em 86% para esse público quando o ideal era atingir 95%. Diante disso, o Brasil voltou a ficar vulnerável ao reaparecimento de casos de sarampo e, em 2018, mais de 10 mil casos foram registrados a partir de uma cepa do vírus vinda da Venezuela. O cenário fez o Brasil perder o certificado de eliminação da doença, que havia sido concedido, em 2016, pela Organização Pan-americana de Saúde (OPAS).

Entre as principais causas para a queda das coberturas vacinais estão Fake News e a resistência de pessoas a acreditar na eficácia das vacinas. Pelo próprio sucesso do Programa Nacional de Imunizações do Brasil muitos jovens não chegaram a ver de perto a gravidade de doenças preveníeis que acometeram vidas deixando sequelas ou provocando a morte de milhares de pessoas em tempos de grandes epidemias.

O pontapé inicial do Movimento Vacina Brasil foi a campanha contra a gripe, que já foi iniciada no Amazonas por conta do número elevado de casos e óbitos no estado, ainda no mês de março. Para o restante do país, a vacinação começou no dia 10 de abril, sendo essa etapa reservada às crianças de 6 meses até 5 anos de idade e gestantes, em decorrência da vulnerabilidade desse público para complicações provocadas pela doença. Neste ano, também a Cadernetas de Vacinação da criança e da gestante poderão ser atualizadas durante a campanha, para isso serão disponibilizadas as demais vacinas do Calendário Nacional de Vacinação. Desde o dia 22 de abril, todo o público-alvo da campanha já começou a se vacinar. No dia 04 de maio realizamos o dia D de mobilização nacional.  “Não Coloque sua vida em risco, vacine-se contra a gripe”. Seguimos em um grande esforço conjunto, com o Movimento Vacina Brasil e assim refazemos um pacto sobre vacina nesse país.

Fonte

Agência Saúde/ Ministério da Saúde