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Este artigo foi revisto pela última vez em 27 de Outubro de 2008.
Este artigo foi modificado pela última vez em 24 de Maio de 2019.
Também conhecido como:
Amostra:
Swab de secreção ou corrimento da área infectada ou amostra de primeiro jato de urina.
É necessária alguma preparação?
Suspender o uso de antibióticos e, em mulheres, duchas ou cremes vaginais nas 24 horas que precedem a colheita pois podem afetar os resultados. O laboratório pode pedir que a colheita de amostras de urina seja feita após uma ou duas horas da última micção. Siga as instruções do laboratório.
Por que fazer este exame?
Para detectar a presença do agente causador de infecção sexualmente transmissível (IST), a bactéria Neisseria gonorrhoeae.
O que está sendo pesquisado?
Gonorreia é a infecção causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, uma das doenças transmitidas sexualmente mais comuns no mundo. A transmissão, em geral, ocorre por contato sexual vaginal, oral ou anal com um parceiro infectado. Em relações vaginais com parceiros contaminados, homens têm um risco de infecção de 20%, e mulheres, de 60% a 80%. Mães infectadas podem transmitir a doença para os bebês durante o nascimento, através do canal de parto natural. A doença não se transmite por roupas ou objetos contaminados.
A maioria dos homens infectados apresenta secreção uretral purulenta com dor e queimação durante a micção. A infecção uretral pode se estender para a próstata e o epidídimo, com risco de infertilidade permanente.
Apenas cerca de metade das mulheres infectadas apresenta sintomas, como corrimento vaginal, dor abdominal e dor durante relações sexuais. A infecção pode se estender para o útero e as trompas e causar anormalidades menstruais e infertilidade.
Bebês infectados durante o nascimento desenvolvem conjuntivite e, em alguns casos, pneumonia.
Cerca de 1% dos homens e mulheres infectados com gonorreia podem apresentar sinais de infecção disseminada, como febre, lesões de pele, dores articulares (artrite gonocócica), endocardite e meningite.
O gonococo pode ser detectado através de métodos moleculares de secreções, já disponíveis no Brasil, tanto no sistema suplementar, quanto no Sistema Único de Saúde (SUS).
O tratamento da gonorreia é feito com antibióticos. Algumas cepas de meningococo são resistentes a cefalosporinas. Quando os sintomas não desaparecem com o tratamento, podem ser indicados exames adicionais (cultura ou testes moleculares) para confirmar a cura e testes de sensibilidade aos antibióticos (TSA).
A pesquisa molecular do gonococo apresenta-se em dois contextos:
a) Triagem: pode ser recomendada para mulheres grávidas ou que pretendem engravidar, e pessoas sexualmente ativas com risco de doenças transmitidas sexualmente.
b) Diagnóstico: pessoas com sintomas de gonorreia, como corrimento uretral, vaginal ou retal, e conjuntivite em recém-nascidos.
São colhidas secreções dos locais infectados por meio de swab: uretra, pênis, ânus, garganta, vagina, colo uterino ou urina. Podem ser colhidas amostras de diversos lugares para aumentar a probabilidade de identificar a bactéria.
Os exames para gonorreia são usados para:
Um diagnóstico definitivo é importante porque outras infecções, especialmente clamídia, podem causar sintomas semelhantes, mas precisam de tratamento diferentes. Como são duas infecções comuns com sintomas parecidos, com frequência os exames para gonorreia e para clamídia são feitos em conjunto.
O método mais simples para diagnóstico de gonorreia é o exame microscópico de uma secreção com a coloração de Gram. A cultura é mais sensível que o exame microscópico, especialmente quando não há secreção a ser examinada, e permite que seja feito um teste de sensibilidade aos antibióticos, mas as bactérias são muito sensíveis.
Atualmente, foram desenvolvidos exames que pesquisam o DNA bacteriano (reação em cadeia de polimerase – PCR) em diversos tipos de amostra. A sensibilidade desse método é superior à da cultura, sendo esse o método de escolha para o diagnóstico.
Os exames para gonorreia são pedidos para pessoas com sintomas sugestivos da infecção. Ademais, o American College of Obstetricians and Gynecologists recomenda a triagem da presença de gonococo em mulheres sexualmente ativas com mais de 25 anos com fatores de risco, quais sejam: pessoas que tiveram gonorreia antes, pessoas com outras doenças transmitidas sexualmente, parceiros múltiplos, uso inconsistente de preservativos, praticantes de sexo comercial.
Em mulheres grávidas, é recomendada a triagem na primeira visita pré-natal, com repetição em 3 a 6 meses nos casos positivos
A pesquisa de gonorreia e de clamídia deve ser feita em recém-nascidos com sinais de conjuntivite.
Resultado positivo indica infecção ativa, que deve ser tratada com antibióticos.
Resultado negativo significa que não há evidências de infecção no momento. É importante que pessoas com risco aumentado sejam testadas regularmente, para detectar uma possível exposição.
Parceiros de pessoas infectadas também devem ser examinados e, se necessário, tratados.
Pessoas infectadas com gonorreia têm um risco maior de contrair outras infeccções sexualmente transmissíveis (ISTs), incluindo HIV.
Em geral, os resultados de culturas e de PCR demoram de três a cinco dias. A coloração de Gram pode ser feita imediatamente, mas os resultados são menos confiáveis.
Brasil. Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis – IST [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. – Brasília : Ministério da Saúde, 2022.
Chlamydia, gonorrhea, and syphilis. American College of Obstetricians and Gynecologists. Published January 2021. Accessed July 28, 2021. https://www.acog.org/womens-health/faqs/chlamydia-gonorrhea-and-syphilis.